<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326</id><updated>2011-11-27T17:30:50.883-08:00</updated><title type='text'>O Cabideiro - Porque armário já era...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-6207092377651425597</id><published>2010-11-10T08:11:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T08:32:36.765-08:00</updated><title type='text'>Sacrifício e Preconceito</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrH5sdLZdI/AAAAAAAABOU/ffRk33mS9as/s1600/cabra.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrH5sdLZdI/AAAAAAAABOU/ffRk33mS9as/s200/cabra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537958485805458898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A propósito da aprovação, pela Câmara Municipal de Piracicaba, de uma lei que proíbe uma série de comportamentos considerados, pelos doutos vereadores, como "maus tratos a animais", chamou-me a atenção uma questão que é, no mínimo, problemática: a óbvia e patente discriminação religiosa mal disfarçada nessa lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão, vejamos: a lei se propõe a impedir ações que venham a provocar sofrimento e dor a animais. Em recente entrevista, o vereador responsável pelo projeto, Laércio Trevisan Júnior, enfatizou que "o que viu na TV" sobre as atividades do candomblé lhe causou preocupação no que se refere ao tratamento a animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o propositor da lei não sabe - ou finge não saber - e parece jamais ter tentado entender, é que animais preparados para sacrifícios no candomblé são, provavelmente, os exemplares mais bem tratados para abate no país, com notável exceção das fazendas que usam alta tecnologia em seus cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No candomblé, assim como na maior parte das religiões que praticam sacrifícios - o que inclui os antigos hebreus citados na Bíblia - o animal preparado para o sacrifício é o melhor de seu rebanho e deve ser devidamente engordado, tratado contra doenças e mantido longe de atividades e situações estressantes ao longo de sua vida. Em geral, quando se trata de macho, é um reprodutor de qualidade comprovada. Quando se trata de fêmea, em geral é jovem e sem ter tido ninhada, nem estar prenhe. Dadas as devidas proporções, animais preparados para o sacrifício ritual não chegam diretamente da loja para o abate; são observados cuidadosamente, bem alimentados e descansam bastante - muitas vezes, seus últimos dias de vida são bem melhores do que eram na granja ou fazenda em que nasceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrHrOq2t5I/AAAAAAAABOM/sNYSVLKYLow/s1600/galo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 151px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrHrOq2t5I/AAAAAAAABOM/sNYSVLKYLow/s200/galo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537958237291591570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Animais doentes e/ou feridos, fêmeas grávidas ou com crias pequenas e ainda dependentes, essas mesmas crias pequenas, animais velhos e/ou abaixo do peso - todos esses exemplares são excluídos da lista de sacrifício. O mesmo acontece com qualquer animal, independente de sua condição física, se no momento do abate ele fizer algo tão simples quanto um gemido. O menor sinal de contrariedade por parte do animal indica desaprovação por parte dos orixás a quem ele se destinaria. Um animal preparado para o abate e aceito pelos deuses não geme, não chora, não se debate nem tenta fugir. Ele faz parte da cerimônia e suas reações são elementos importantes do processo religioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrIUVnsdtI/AAAAAAAABOc/5BwKl0RhULQ/s1600/sacrificio%2Bde%2Banimais%2Bno%2Bcandomble.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 144px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrIUVnsdtI/AAAAAAAABOc/5BwKl0RhULQ/s200/sacrificio%2Bde%2Banimais%2Bno%2Bcandomble.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537958943532021458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sacrifício animal é uma prática ritual milenar, realizada em inúmeras religiões e não apenas o candomblé. Os judeus mais tradicionalistas ainda sacrificam um cordeiro na Páscoa e aspergem seu sangue nos umbrais (só que o fazem discretamente, até por medo de possíveis repreensões por parte de outras pessoas). O sacrifício é, em grande parte, uma refeição compartilhada entre mortais e deuses - esse fato é comprovado em inúmeras pesquisas antropológicas. Basta ler Marcel Mauss ou Durkheim para entender o sentido do ritual e da oferenda. No caso do candomblé, essa ideia sai da teoria e se manifesta na prática diária: a maior parte da comunidade praticante e frequentadora é de baixa renda, carente e só se alimenta razoavelmente bem quando acontecem as cerimônias religiosas, momentos em que o povo é convidado a compartilhar as bênçãos dos orixás ao degustar as comidas oferecidas. O orixá, ritualmente, 'ingere' a energia contida em partes específicas do animal: cabeça, coração, patas e algumas vísceras. A maior parte da carne dos cabritos, galinhas etc. vai parar nos panelões e fornos, seguindo dali para os pratos de uma população que algumas vezes nem é devota, mas frequenta o espaço religioso em busca de uma refeição melhor. Nesse contexto, o candomblé faz um importante trabalho junto às comunidades carentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras religiões praticam outros sacrifícios: ervas, incenso, perfumes, flores, estatuetas, jóias etc. Tudo o que se oferece aos deuses pode ser encarado como sacrifício. Mas nenhum deles é reprimido em tão larga escala quanto os sacrifícios animais do candomblé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrImuTMVuI/AAAAAAAABOk/HV9ICbr81tk/s1600/candomble.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrImuTMVuI/AAAAAAAABOk/HV9ICbr81tk/s200/candomble.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537959259394561762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me causa espanto não é nem o fato de que essa repressão é propagada pelas mesmas pessoas que, quando se tenta tirar um cruxifixo de um cartório ou repartição pública, ou se impedir que um carro com auto-falantes no volume máximo rode pelos bairros convidando pessoas para o culto dessa ou daquela igreja, gritam "liberdade de expressão religiosa!". Esse tipo de parcialidade hipócrita já é esperado, considerando a postura histórica de contínua luta pela hegemonia de crença que essas organizações mantêm. Para essas pessoas, 'liberdade' significa apenas a liberdade delas mesmas de impor suas crenças aos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que realmente me causa espanto é ver pessoas supostamente engajadas com Direitos Humanos - pessoas que participam de grupos, comunidades e listas em defesa da cidadania, da diversidade e de grupos que também sofrem repressão por parte dessas instituições religiosas - permanecerem caladas (ou pior, concordarem) diante de tamanha demonstração de intolerância religiosa. Essa atitude só pode ser explicada por uma razão muito triste: preconceito introjetado. Essas pessoas, no que se refere a crenças, ainda carregam consigo o mesmo preconceito do senso comum que diz que o candomblé é uma religião 'do mal', que pratica 'artes obscuras' ou que, pelo menos, é uma 'religião de ignorantes'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrI05o_zHI/AAAAAAAABOs/noYB_DztXMY/s1600/orixa%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 144px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrI05o_zHI/AAAAAAAABOs/noYB_DztXMY/s200/orixa%255B1%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537959502956973170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um momento delicado como este que vivemos, no qual as liberdades individuais e coletivas empalidecem diante de uma onda conservadora mal disfarçada de politicamente correta e em dia com as preocupações mais atuais - meio ambiente, infância e adolescência etc. - é triste ver pessoas engajadas com a luta pela garantia dos Direitos Humanos caírem nessa armadilha antiga do preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade de expressão religiosa deve ser igualmente respeitada por todos os lados. Impedir o sacrifício animal no candomblé é o mesmo que impedir todo o processo cerimonial de iniciação de novos integrantes, uma vez que o sacrifício está presente em diferentes fases do ritual. Seria o mesmo que tornar o batismo ilegal. Alguém, que não seja ateu convicto, concorda em propor uma lei tornando o batismo ilegal? Pode-se alegar que ele gasta água, é anti-ecológico, ajuda a poluir rios e lagoas etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito fácil se apropriar de um discurso antiquado e repetitivo e condenar o 'primitivo' e 'diferente'. Conclamo os reais defensores dos Direitos Humanos a pensarem nisso.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrJBAUBcyI/AAAAAAAABO0/p-iOfiVTb_g/s1600/voodoo2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrJBAUBcyI/AAAAAAAABO0/p-iOfiVTb_g/s200/voodoo2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537959710906479394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-6207092377651425597?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/6207092377651425597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=6207092377651425597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/6207092377651425597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/6207092377651425597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2010/11/sacrificio-e-preconceito.html' title='Sacrifício e Preconceito'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/TNrH5sdLZdI/AAAAAAAABOU/ffRk33mS9as/s72-c/cabra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-8447209016637662351</id><published>2010-02-08T10:04:00.000-08:00</published><updated>2010-02-08T10:24:27.390-08:00</updated><title type='text'>El Dorado, o General e a Leoa</title><content type='html'>Vivemos em uma sociedade onde o preconceito e a discriminação assumem muitas formas, segundo diferentes fatores. Antes, eles eram institucionalizados, como à época em que a homossexualidade era crime – ou, como vemos ainda hoje, a prostituição não é crime (a exploração dela por terceiros é que é), mas isso não ajuda muito as prostitutas, as travestis e os garotos de programa quando acontece uma batida policial ou uma denúncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, porém, devido a uma série de mudanças legais e culturais, há facetas da discriminação que se escondem e se disfarçam, sob pena de serem condenadas publicamente, pelo menos no que se refere à fachada politicamente correta da sociedade. Note-se que eu não estou falando do preconceito; preconceito é um aspecto mental/cultural que é ensinado, absorvido e desenvolvido socialmente, algo que deve ser erradicado com educação e ações em prol da igualdade social. Discriminação, por outro lado, é uma manifestação ativa – verbal, física, institucional – que precisa ser coibida por outras ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma mesma semana, a mídia nos trouxe três manifestações de discriminação, cada uma devidamente mascarada por um discurso diferente – mas nenhum desses discursos é capaz de esconder o preconceito. É importante aprender como essas expressões surgem, quais seus pontos fortes e fracos e como podemos nos preparar para outros ataques como esses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/S3BUc8zSk2I/AAAAAAAABM4/XNn5HhweUlY/s1600-h/marcelo-dourado.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/S3BUc8zSk2I/AAAAAAAABM4/XNn5HhweUlY/s200/marcelo-dourado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435937606570513250" /&gt;&lt;/a&gt;Primeiro, no ‘&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Big Brother Brasil&lt;/span&gt;’, o ‘veterano’ &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Marcelo Dourado&lt;/span&gt; expôs, em toda a sua glória infame, o que existe de mais retrógrado e ignorante nos discursos em relação à AIDS e às formas de contaminação. Ao afirmar categoricamente que ‘mulher não passa AIDS para o homem’, que ‘só homens heterossexuais transmitem AIDS’ e que ‘se a mulher foi contaminada, é porque o homem teve uma relação homossexual’, ele conseguiu, em menos de cinco minutos, ir contra todas as campanhas de prevenção da OMS, do Ministério da Saúde e das ONGs que lutam, no Brasil e no mundo, contra uma epidemia cruel, para a qual ainda não foi descoberta uma cura – e que cada vez mais afeta a população heterossexual, especialmente crianças, adolescentes e idosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ele manifestou claramente uma série de idéias preconceituosas contra homens homossexuais, bissexuais e outros HSH, bem como contra as pessoas soropositivas em geral. Literalmente, ele chamou todas essas pessoas de promíscuas, infiéis e as isolou em um ‘grupo de risco’, conceito com o qual já não se trabalha há anos. Não é a natureza do indivíduo que o faz mais ou menos propenso a se contaminar, seja com HIV ou qualquer outra DST; é o comportamento de risco que o indivíduo assume ao decidir transar sem camisinha. E isso vale para todo mundo. Ao contrário do Dourado, o HIV não discrimina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda, ele usou o argumento retórico da autoridade, ao alegar que ‘médicos’ lhe tinham passado tais ‘informações’. O Ministério da Saúde devia, em parceria com o Ministério da Justiça, exigir saber dele a identidade de tais médicos – se é que eles existem – para tomar as devidas providências éticas. Sim, porque se algum médico realmente disse tamanhas atrocidades, mereceria perder a licença. E, mesmo sem diploma, Dourado – que já devia saber a essa altura como funciona o apelo midiático de ‘reality shows’ junto à população – prestou mais um desserviço social, ao dizer com firmeza que não usa camisinha e ninguém o fará mudar isso. Um alerta às mulheres (e a quem mais tiver o desprazer de fazer sexo com esse homem): exijam a camisinha, pelo seu próprio bem. Com esse tipo de mentalidade e atitude, não demora muito a termos mais um foco de HIV entre heterossexuais. A propósito, o tópico no Twitter é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;#foradourado &lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/S3BUp9nd3eI/AAAAAAAABNA/TxbSF4TTJCc/s1600-h/General+Raimundo+Cerqueira.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 142px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/S3BUp9nd3eI/AAAAAAAABNA/TxbSF4TTJCc/s200/General+Raimundo+Cerqueira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435937830127656418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois, foi a vez do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;General Raymundo Nonato de Cerqueira Filho&lt;/span&gt;, indicado a ocupar uma vaga no Superior Tribunal Militar (STM), destilar o veneno da ‘tradição’ preconceituosa contra homossexuais. Ele também usou o argumento da autoridade, ao afirmar que estaria provado, em casos documentados da Guerra do Vietnam, que as tropas não obedecem a oficiais homossexuais, ou antes, nas palavras dele, “indivíduos desse tipo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que os EUA ainda mantêm a política “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Don’t Ask, Don’t Tell&lt;/span&gt;” em atividade e que os oficiais homossexuais de lá ainda não podem sair do armário, sob pena de baixa da corporação, eu gostaria de saber de onde o General tirou sua argumentação. Além disso, ele não só põe em dúvida a capacidade de militares homossexuais – que todo mundo sabe que existem aos milhares nas nossas Forças Armadas, só não podem se mostrar – como também questiona a própria hierarquia militar. Então, os soldados têm o direito de questionar e desobedecer ordens de seus superiores? Onde está a tão tradicional e afamada ‘disciplina militar’? E a ‘cadeia de comando’? Esse argumento pífio usado pelo general em nada difere de argumentações anteriores, usadas para defender a não promoção de mulheres nas Forças Armadas e, antes disso, a mesma atitude para com afrodescendentes. Agora, o Senado informa que o General já foi sabatinado e que não pode haver nova entrevista. Mesmo que isso fosse verdade – então não é possível voltar atrás em uma decisão? – o Presidente sempre pode vetar uma indicação do Congresso. E devia mesmo fazê-lo. Um general que acha que “talvez tenha outro ramo de atividade que ele [o militar homossexual] possa desempenhar” devia, ele mesmo, achar outro ramo de atividade. A propósito, o tópico no Twitter é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;#gaysnoexercitoja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/S3BU0tjHWDI/AAAAAAAABNI/Dhtfg5MbZWA/s1600-h/danuza-le%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 196px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/S3BU0tjHWDI/AAAAAAAABNI/Dhtfg5MbZWA/s200/danuza-le%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435938014792996914" /&gt;&lt;/a&gt;E, por fim (e talvez até com a melhor das intenções, a gente nunca sabe), &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Danuza Leão&lt;/span&gt; escreveu artigo publicado em vários veículos, desqualificando a proposta da Escola LGBT de Campinas. Ela afirma que ‘vocação para &lt;span style="font-style:italic;"&gt;drag queen&lt;/span&gt; vem de berço e não precisa ser ensinada’, desconhecendo que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;drag queen&lt;/span&gt; não é uma orientação sexual e sim uma forma de expressão artística e cultural – e, como toda forma de expressão artística, tem parte de inspiração e parte de capacitação. Por que ela terá que ser, necessariamente, ‘espontânea’ e não pode ser treinada, ensinada, aprendida? Mais ainda, como diz &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Deco Ribeiro&lt;/span&gt; em sua &lt;a href="http://decoribeiro.blogspot.com/2010/02/carta-danuza-leao.html"&gt;ótima resposta ao artigo da Danuza&lt;/a&gt;, se é possível ao aspirante a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;drag &lt;/span&gt;desenvolver seu talento sem sofrer inúmeros abusos ao longo da adolescência em um ambiente propício e inclusivo, porque tal iniciativa precisa sofrer ataques adicionais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho, no entanto, que o ‘problema’ das pessoas com a Escola LGBT é conceitual na origem. Como a própria Danuza tenta desastradamente justificar em seu argumento, a questão seria uma suposta exclusão criada pela própria Escola, ao se dirigir ao público LGBT e oferecer cursos que ela chama de “artísticos”. Ora, ela clama, “por que não ensinar também a trabalhar com mecânica, carpintaria, eletricidade, ou a consertar um ar-condicionado?” Acontece que a Escola LGBT é um ponto de cultura – e se ela tivesse lido o projeto antes de criticá-lo, talvez tivesse entendido isso – e, como tal, ela tem funções, objetivos e público-alvo específicos (e é inclusiva, ou seja, não é restrita a pessoas LGBT) - ah, antes que eu me esqueça, o tópico é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;#escolaLGBT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez Danuza não saiba, mas nas escolas técnicas em que há cursos de carpintaria, mecânica e conserto de ar-condicionado, de um modo geral, homossexuais são isolados e perseguidos. Pode ser que, um dia, a inclusão seja tal que não haja mais necessidade de haver escolas LGBT. Ou Paradas. Ou leis criminalizando a homofobia. Também pode ser que não seja mais necessário haver leis, dias comemorativos e atividades contra o racismo, a violência contra a mulher e a intolerância religiosa. Mas, pelo discurso de pessoas como esses três, parece que ainda vai demorar um tempo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-8447209016637662351?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/8447209016637662351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=8447209016637662351' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8447209016637662351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8447209016637662351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2010/02/el-dorado-o-general-e-leoa.html' title='El Dorado, o General e a Leoa'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/S3BUc8zSk2I/AAAAAAAABM4/XNn5HhweUlY/s72-c/marcelo-dourado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-8973562066878017001</id><published>2010-01-13T09:06:00.000-08:00</published><updated>2010-01-13T15:38:45.208-08:00</updated><title type='text'>"Liberdade" x "Censura"</title><content type='html'>Em pleno século XXI, infelizmente, ainda vivemos uma época de visões equivocadas no que se relaciona à liberdade de expressão e à imprensa, em parte por nossa memória ainda recente da Ditadura, em parte por hábil manipulação de oligopólios da imprensa que insistem em fazer com que qualquer forma de controle social seja classificada como 'censura', palavra que traz uma imagem mega-pejorativa associada ao seu significado no imaginário da sociedade brasileira, novamente relacionando-se com a Ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, o jornal "O Globo" - que quase nunca havia antes se referido à Conferência de Comunicação, em um óbvio processo de invisibilização - fez alusões críticas à Confecom, dizendo que a mesma legitimou a censura, pretende trazer de volta a Lei de Imprensa da Ditadura que foi derrubada pelo STF etc. O Estado e a Folha de São Paulo também se manifestaram nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é bem outra, mas a chamada 'grande imprensa' faz questão de deixá-la oculta da população: o que a Confecom aprovou nada tem a ver com censura e o que eles chamam de 'liberdade de expressão' é outra coisa, muito diferente. Senão, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É em nome da tal 'liberdade de expressão' (conceito propositadamente vago e de significado amplo) que emissoras de base religiosa se sentem no direito de atacarem quem bem entenderem - em especial pessoas LGBT e pessoas que defendem os direitos da mulher sobre o próprio corpo (vulgarmente resumidos por essas emissoras e grupos empresariais como 'direito de praticar aborto'). Esses oligopólios se sentem duplamente protegidos - pela 'liberdade de imprensa' e 'liberdade de expressão religiosa'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é em nome da 'liberdade de expressão' que grupos da mídia usam termos pejorativos ao se referirem a movimentos sociais; sempre falam de 'ataque' e 'invasão' e nunca de 'ocupação' quando se referem ao MST, aos movimentos estudantis, aos movimentos indígenas etc. obviamente criminalizando-os perante a Opinião Pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em nome da 'liberdade de expressão', programas humorísticos se sentem no direito de usar estereótipos arcaicos e pejorativos para descrever grupos socialmente vulnerabilizados, além de ridicularizarem publicamente tanto cidadãos 'comuns' quanto 'celebridades' em brincadeiras de gosto duvidoso e sem a expressa permissão dessas pessoas, como seria o correto procedimento legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, em nome da 'liberdade de expressão', ocorreu um tremendo retrocesso na regulamentação da profissão de jornalista, quando o Ministro Gilmar Mendes, presidente do STF (e que tem um histórico de problemas com a imprensa) comparou os jornalistas a cozinheiros e disse que 'a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão atenta contra a liberdade de expressão'. A partir dessas premissas equivocadas, ele mandou revogar a obrigatoriedade. Obviamente que tal atitude favorece os barões da mídia, a quem interessa muito mais ter qualquer tipo de profissional indicado por eles mesmos para fazer jornalismo do que ter a obrigação de contratar profissionais formados, com respaldo acadêmico e desenvolvido senso crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são apenas alguns exemplos de arbitrariedades executadas em nome da 'liberdade de expressão'. Na mesma semana em que publiquei este artigo, vi na televisão uma peça publicitária muito elaborada, que por um momento pensei ser anúncio de um filme de ficção/terror; longe disso, era um 'alerta' da TV contra o 'risco de se acordar o Monstro da Censura', conclamando a população a impedir que isso aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é muito diferente do que os proprietários das licenças de TV por assinatura vem fazendo há meses, afirmando que o espectador tem o direito de escolher sua programação e que o projeto de lei que prevê uma cota mínima de programação nacional seria uma 'afronta ao direito do espectador' - só se esquecem de dizer que esse 'direito' é exercido pela aquisição de pacotes fechados de programação, nos quais, às vezes, para pegar um ou dois canais interessantes, o espectador precisa adquirir (e pagar por) acesso a vários canais que considera inúteis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem é muito diferente do ataque que nós LGBTs sofremos diariamente, com as já batidas acusações sobre a 'mordaça gay'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que fique bastante claro na mente de todas as pessoas: 'Liberdade de expressão' não é sinônimo de 'liberdade de manifestação preconceituosa', nem de 'liberdade de acusação leviana', nem de 'liberdade de discriminação'. Tais práticas devem, sim, ser fiscalizadas, denunciadas e coibidas - algumas, inclusive, devem ser criminalizadas e combatidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a Conferência Nacional de Comunicação fez foi, entre muitas outras coisas, legitimar e reconhecer a necessidade de que haja verdadeiro controle social e fiscalização da mídia por parte da sociedade. Não é possível que empresas particulares - com interesses mais do que particulares - permaneçam livres para dizer o que quiserem de quem quiserem, sem qualquer limite, enquanto milhões de pessoas tem sua cidadania negada diariamente e ainda são criminalizadas e tratadas de forma pejorativa quando se manifestam a esse respeito, sem acesso ao direito de resposta que lhes é garantido em lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira liberdade de expressão - a liberdade da população para exigir direitos, justiça, igualdade e cidadania - é tratada como se fosse uma aberração; dessa liberdade de expressão, os oligopólios da mídia e as organizações religiosas querem distância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-8973562066878017001?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/8973562066878017001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=8973562066878017001' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8973562066878017001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8973562066878017001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2010/01/liberdade-x-censura.html' title='&quot;Liberdade&quot; x &quot;Censura&quot;'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-2532516687766020854</id><published>2009-11-05T17:35:00.000-08:00</published><updated>2009-11-05T17:49:16.215-08:00</updated><title type='text'>Os Direitos LGBT e a Conferência de Comunicação</title><content type='html'>A UERJ foi palco da Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro (Conecom-RJ), realizada nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro deste ano. Era mais a etapa estadual da Conferência Nacional de Comunicação, convocada para acontecer em Brasília de 14 a 17 de dezembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por três dias, delegados do Poder Público, da "sociedade civil empresarial" (leia-se representantes das empresas de telecomunicações, imprensa escrita, telefonia, redes de rádio e TV etc.) e da "sociedade civil não empresarial" (representantes de ONGs, rádios comunitárias, associações de moradores, clubes, sindicatos, partidos etc.) debateram algumas centenas de teses em três grandes Grupos de Trabalho: Produção de Conteúdo; Meios de Distribuição; Cidadania: Direitos e Deveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo discordando de vários elementos do processo - a forma como as pré-conferências regionais foram muito desqualificadas e não puderam entrar com listas oficiais de delegações; a (des)estrutura e a (des)organização geral dos GTs; o fato de que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nenhuma &lt;/span&gt;instância da CONECOM podia ser deliberativa; a forma como, dentro da 'sociedade civil não empresarial (eu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;detesto &lt;/span&gt;fazer parte de uma 'negativa'), ainda houve uma divisão interna, com um grupo de representações (unidas sob a bandeira do PC do B) apresentando propostas, fazendo votações de regimento e elegendo delegados em bloco fechado, à revelia dos demais segmentos etc. - ainda foi possível construir muita coisa, ou pelo menos preparar o terreno para o verdadeiro debate, que deve acontecer na Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estive lá, representando a Associação Brasileira de Gays, entidade de caráter nacional em defesa da cidadania e igualdade de direitos dos homens homo e bissexuais brasileiros. Defendi doze teses, que foram todas aprovadas e, se tudo der certo, estarão na lista compilada e resumida das propostas a serem encaminhadas à Nacional. Note-se que várias teses ficaram em paralelo com propostas das representações feministas, étnico-raciais, da população carente, de comunidades e quilombos, entre outras. A última tese - da laicidade - foi aclamada e aplaudida por unanimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui, então, o registro das propostas defendidas pela ABRAGAY, para conhecimento geral:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Que se desenvolvam, nos Três Poderes, políticas públicas focadas na utilização do meios de comunicação de massa para a promoção da cidadania LGBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Criar, nas Secretarias de Comunicação, portaria para garantir o reconhecimento do segmento LGBT para fins de divulgação de ações e promoção da Saúde, Educação, Cultura, Justiça, Assistência Social e trabalho dos Governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Que Prefeituras, Governos, Presidência da República, Judiciários e Ministério Público promovam e façam veicular campanhas publicitárias de combate ao ódio e discriminação e propondo a valorização da população LGBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Que se estimulem, por meio de editais públicos, produções audiovisuais com temas relacionados à população LGBT, tal como já ocorre com a mulher e populações carentes, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Que se promova a democratização da comunicação e a reativação dos Conselhos de Comunicação Social, tornando-os deliberativos e incluindo representação da comunidade LGBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Que se reconheçam e divulguem como de utilidade pública, nas campanhas publicitárias governamentais e/ou veículos de comunicação estatais, educativos ou públicos, as datas comemorativas da comunidade LGBT: 29 de Janeiro – Visibilidade das Travestis, 17 de maio – Luta contra a Homofobia, 28 de Junho – Dia Mundial do Orgulho LGBT e 29 de Agosto – Visibilidade Lésbica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Que a classificação etária seja revista: hoje, enquanto programas com cenas de afeto e até sexo heterossexual podem receber classificações etárias mais brandas, cenas de conteúdo homoafetivo geralmente são censuradas e/ou empurradas para horários de classificação etária mais rígida - o que constitui clara e flagrante discriminação. Que seja concedida isonomia e igualdade de classificação etária às cenas de homoafetividade em relação às de heterofetividade. Por outro lado, que programas, filmes e noticiários de conteúdo machista, racista ou homofóbico sejam classificados como inadequados para menores de 18 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Que se garanta a presença, nas grades de programação dos veículos e meios públicos de comunicação, de conteúdos voltados para a valorização, respeito e promoção da cidadania LGBT e da igualdade de direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9- Que se crie, no Ministério de Justiça, Comissão Permanente de Comunicação, para tratar, entre outros, de assuntos relativos a genero e diversidade sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- Que o governo reafirme seu compromisso, estabelecido na Conferência Nacional de Políticas Públicas para LGBT, de fazer tudo ao seu alcance para reduzir a epidemia de HIV e outras DST no Brasil. Nesse sentido, que se dê plena garantia de recursos para a realização de campanhas midiáticas de conscientização e prevenção de DST, em especial HIV, sem a interferência de grupos conservadores e de base religiosa, que ao longo dos anos têm colocado obstáculos às propostas orçamentárias que inluem tais iniciativas, sob alegações equivocadas de que "essas campanhas induzem/incentivam a prática sexual fora/antes do casamento, além de serem má influência para a juventude" e de que "apenas a comunidade homossexual precisa temer o HIV, que pouco afeta a população heterossexual".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11- Que se reconheça oficialmente, em caráter municipal, estadual e nacional, a importância e relevância das Paradas do Orgulho e Conscientização LGBT, eventos que já somam quase 200 em todo o país, tornando o Brasil o líder mundial em realização desse tipo de atividade. As Paradas são uma das mais expressivas e abrangentes formas de se divulgar a realidade dos problemas que afligem a população LGBT brasileira (ausência de direitos civis básicos, homofobia institucionalizada e cultural etc.) de uma forma lúdica e em acordo com a índole do povo brasileiro. Também são momentos em que, de forma descontraída, são realizadas algumas das mais importantes campanhas de prevenção de DST/AIDS do país. Mais ainda, atraem turismo e consumo para as cidades em que acontecem (em alguns casos, a Parada é o maior evento anual da localidade). Entretanto, elas não apenas sofrem com descaso e falta de reconhecimento por parte de autoridades, como alguns governos ativamente se dispõem a impedir a sua realização, ora sob pretextos pífios e formalistas, ora sob alegações equivocadas referentes a 'moral e bons costumes'. É preciso que a grande mídia também abra espaço para a cobertura e divulgação das Paradas e eventos correlatos, para que elas possam ter toda a sua eficácia garantida. No momento, as iniciativas nesse sentido ainda são raras, pontuais e tímidas, dependentes da boa vontade de editores isolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12- Que se garanta a laicidade nos processos de outorga de concessões públicas de rádio e TV e que haja a possibilidade de um controle social pleno e efetivo dos conteúdos veiculados por emissoras que hoje estão em funcionamento e que são associadas a organizações religiosas. Que, na impossibilidade de se revogar em caráter imediato concessões de rádio e TV a organizações religiosas, seja feito um 'nivelamento por baixo', respeitando a enorme variedade de denominações religiosas que não usam a mídia para promoverem seus valores e que, portanto, hoje são prejudicadas em favor de um pequeno grupo de organizações religiosas. Ou se oferecem condições para toda e qualquer organização tenha acesso a um espaço na grade programação, ou se retiram do ar todos os programas de conteúdo explicitamente religioso/doutrinário. A "liberdade de expressão religiosa" garantida pela Constituição é um direito de todas as denominações religiosas e não deve ser usado apenas por um pequeno grupo em detrimento dos demais, como se tem observado. Para que essa liberdade seja realmente eficaz e verdadeira, ela deve ser nivelada isonomicamente pelos grupos religiosos que não têm acesso ou não sentem a necessidade de se autopromover usando concessões públicas de comunicação de massa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-2532516687766020854?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/2532516687766020854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=2532516687766020854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/2532516687766020854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/2532516687766020854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2009/11/os-direitos-lgbt-e-conferencia-de.html' title='Os Direitos LGBT e a Conferência de Comunicação'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-6103575597027299728</id><published>2009-08-17T20:13:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T21:06:18.971-07:00</updated><title type='text'>A parábola do chocolate</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Sooooi7H3SI/AAAAAAAABMs/xsVT0HyhsCM/s1600-h/chocolate+1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 176px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Sooooi7H3SI/AAAAAAAABMs/xsVT0HyhsCM/s200/chocolate+1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371150182627400994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;João nasceu em uma cultura que não conhecia o chocolate, nunca ouviu falar dele nem pensava em coisa alguma do gênero. Ele nunca viu um, nem pensou que pudesse existir tal coisa. Não fazia parte da sua vida. Então, um dia, Paulo, um estrangeiro, chegou à cidade e lhe ofereceu um pedaço de chocolate meio amargo. A vida de João mudou: ele descobriu a delícia do sabor, da consistência, da cor, do aroma do chocolate. Em sua mente, milhares de novas conexões se formaram e ele ficou curioso. Queria saber mais, provar mais. Descobriu como se fazia o chocolate meio amargo e começou a criar variações: ao leite, com frutas, branco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de João e de sua cidade mudou. Claro, alguns abusaram do chocolate e descobriram, a duras penas, os resultados negativos do excesso: espinhas, diarréia, obesidade, diabetes... Foi preciso estudar mais sobre o chocolate, estabelecer regras de consumo, descobrir os limites bons, as melhores variedades etc. Conhecer o chocolate em todas as suas nuances e variações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, Paulo, o estrangeiro, vinha de uma cultura onde se conhecia o chocolate de um modo geral, mas só se produzia e se consumia o meio amargo. Ele era o único "natural", o único "bom chocolate". Qualquer outra variedade, especialmente o chocolate branco, era proibida, considerada moralmente "errada", "falsa". Quando Paulo era criança, ele consumia chocolate meio amargo, como qualquer outro menino. Mas, ele se perguntava, "será que não há um chocolate nem um pouquinho mais doce do que esse?" Quando ele perguntou sobre isso ao pai, quase apanhou. Para uma criança, até falar sobre 'outros chocolates' era 'anormal', 'feio', quase como falar palavrão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo cresceu, mas nunca parou de pensar sobre isso. Se ele pensara em outros chocolates ainda criança, não era possível que outros também não tivessem pensado. Ele decidiu pesquisar discretamente. Uma pergunta aqui, uma piada ali... ele percebia que algumas pessoas riam, outras desconversavam, outras silenciavam. O desconforto era óbvio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, um dia, ele descobriu: existiam, sim, outros tipos de chocolate, mas eram 'proibidos'. O 'pior' de todos era o chocolate branco. "Dizem que é doce demais", sussurrou-lhe em segredo um colega da escola. "E a cor é amarelada, estranha! E se é amarelo, porque chamam de branco?! Isso não pode ser natural!", disse, indignado, um fervoroso consumidor de chocolate meio amargo. Paulo perguntava: "Mas, você já viu o tal chocolate? Tem certeza de que ele é tão estranho assim?" Só a idéia de alguém já ter visto o 'chocolate amarelo' parecia um sacrilégio. Parecia que ninguém que ele conhecia já tinha visto, sentido o aroma e muito menos provado o tal horror, mas todos pareciam satisfeitos só em saber que ele era ruim e manter distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, em vez de satisfazer sua curiosidade sobre o tema polêmico, aquelas afirmações repetidas à exaustão só deixavam Paulo com mais vontade de, pelo menos, ver o tal chocolate ruim, sentir seu cheiro - mesmo que ele nunca o provasse. Por que, afinal, se era tão ruim e estranho assim, bastaria uma olhada para que Paulo se sentisse enojado e nunca mais quisesse vê-lo ou saber dele. Paulo até repetiria o que todo mundo lhe falava, mas seria por conhecimento próprio e não por mera repetição. Paulo não era um papagaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisando discretamente, Paulo levou anos, mas acabou descobrindo que não só o tal chocolate lendário existia mesmo, como era fabricado ali mesmo na sua cidade. Só que tudo acontecia por trás de portas fechadas, cortinas abaixadas e pouca iluminação. Chocolaterias "respeitáveis" vendiam o tal chocolate branco a preços altos, para clientes específicos, indicados por outros. Não era só uma questão de dinheiro; era preciso conhecer alguém de confiança que o indicasse. Confiança e segredo eram tudo em um negócio totalmente ilegal, mas lucrativo. Outras chocolaterias só vendiam o branco, escondidas, sem licença, tendo que pagar propinas à polícia para continuar seus negócios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo logo descobriu que o negócio do chocolate era muito rentável e que até donos de chocolaterias "respeitáveis", policiais, religiosos e políticos consumiam o tal chocolate em segredo, enquanto mantinham uma fachada de horror e nojo do "doce de cor estranha". Outros, mais pobres, sustentavam o 'vício' como podiam, comendo escondidos em banheiros, cinemas e bares escuros da periferia. Lugares com pouca segurança, constatemente atacados pela polícia (que mais pegava dinheiro do que fazia prisioneiros). Além disso, o chocolate desses lugares podia ser de origem duvidosa, podia ter outros ingredientes que o tornavam nocivo à saúde (o que poderia justificar ainda mais o terror que a comunidade tinha contra ele).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, decidido a satisfazer sua curiosidade, Paulo resolveu entrar no círculo. Ele subornou um policial aqui, obteve informações ali, até conseguir uma pequena barra de chocolate branco, que lhe garantiram que era "de boa qualidade, apesar da cor". Ele se trancou no quarto, abriu o pacote com cuidado, deixou o aroma do chocolate invadir suas narinas. Estranho, realmente. Doce. Diferente do chocolate meio amargo, mas ainda assim com similaridades. Parecia ser da mesma "família", talvez uma variação que tinha sido descoberta há séculos (talvez na mesma época em que se descobriu o chocolate meio amargo), mas por alguma razão tinha sido abandonada e tornada "imoral" pela cultura vigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo curioso, Paulo ainda teve que vencer uma batalha interna contra um medo que sua criação e toda a sociedade à sua volta lhe haviam forçado para dentro da mente. Ele não podia deixar de sentir dúvidas: E se for mesmo ruim? E se me fizer mal? E se me 'marcar' de um jeito que todo mundo vai descobrir? Mas, e agora, o que mais havia a fazer? Jogar fora, depois de ter tido todo aquele trabalho e gasto todo aquele dinheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um gesto quase sem pensar, Paulo deu uma mordida. O sabor adocicado invadiu sua boca com ainda mais força do que, minutos antes, o aroma tinha invadido suas narinas. Ó, nectar divino! Como algo tão bom, tão doce e tão puro em sua essência, podia ser ruim, negativo, nojento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo estava decidido: ia dar um jeito de mostrar ao mundo (ou pelo menos à sua cidade) que estavam enganados, que o chocolate branco era bom. Mas, pobre dele! Estava sozinho contra todos. Assim que o viram com o chocolate branco na mão, seus pais o expulsaram de casa. Ele perdeu o emprego e a polícia o abordou para 'averiguações'. Na delegacia, longe dos olhares da sociedade, policiais que comiam chocolate branco amarraram Paulo, batiam nele e esfregaram chocolate branco e meio amargo na cara dele, torturando-o enquanto o xingavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um religioso invadiu a delegacia e se ofereceu para 'salvar' Paulo, com uma "terapia" que ele garantiu que 'reconvertia os viciados' em chocolate branco ao 'prazer correto e moral do chocolate meio amargo'. Paulo, cansado e enfraquecido pelas surras e pela pressão, cedeu por um tempo, mas logo descobriu que os 'chocólatras anônimos' não passavam de uma fachada, que a tal 'terapia' não funcionava e que tudo era parte de um enorme esquema para manter o chocolate meio amargo como 'única opção'. Não se permitia nem que a população soubesse que existiam outros tipos de chocolate; e quem sabia, ou estava no esquema, ou só tinha ouvido rumores e boatos exagerados, para perpetuar a mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Paulo fugiu. Levou o que podia carregar e saiu da cidade. Levou consigo uma barra de chocolate meio amargo, para ser aceito em cidades vizinhas sem perguntas. Mas, também levou escondido um pouco de chocolate branco; nunca se sabe o que se vai encontrar pela frente, afinal de contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Paulo descobriu a cidade de João, onde ninguém conhecia nenhum chocolate. Meio ressabiado e escaldado das experiências ruins da sua vida, ele ofereceu primeiro o chocolate meio amargo ao novo amigo. Qual não foi a sua surpresa ao ver que João, tomado que foi de alegria pela descoberta do 'novo sabor' e de desejo de experimentar mais, voluntariamente resolveu pesquisar mais sobre outros sabores! Paulo prontamente resolveu ajudar. Juntos, os dois criaram uma chocolateria que oferece todos os tipos de chocolate, por perços razoáveis. Não há 'submundo' na cidade de João e tudo é feito e vendido às claras, bem à vista de todos - e ninguém reclama. Todo mundo tem liberdade para apreciar qualquer tipo de chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, na cidade natal de Paulo, todos condenam abertamente o fugitivo e a cidade de João, que não só o acolheu, como permitiu que a sua 'imoralidade' se espalhasse. Porém, secretamente, vários moradores (inclusive autoridades e até alguns 'chocólatras anônimos') fazem 'encomendas especiais' nas chocolaterias da cidade de João - que agora também é a cidade de Paulo. E os dois vivem juntos, felizes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, em qual cidade você moraria?&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SoonpjtUu3I/AAAAAAAABMc/8fniWsRNX-c/s1600-h/chocolate_image.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 188px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SoonpjtUu3I/AAAAAAAABMc/8fniWsRNX-c/s200/chocolate_image.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371149100506200946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-6103575597027299728?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/6103575597027299728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=6103575597027299728' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/6103575597027299728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/6103575597027299728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2009/08/parabola-do-chocolate.html' title='A parábola do chocolate'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Sooooi7H3SI/AAAAAAAABMs/xsVT0HyhsCM/s72-c/chocolate+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-6169509972248295584</id><published>2009-08-14T18:02:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T18:24:59.465-07:00</updated><title type='text'>Os números da violência anti-LGBT nos EUA em 2008</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SoYNQejZmpI/AAAAAAAABMU/ou26BKBQm1k/s1600-h/cruzes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 143px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SoYNQejZmpI/AAAAAAAABMU/ou26BKBQm1k/s200/cruzes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369994182416505490" /&gt;&lt;/a&gt;Eu peguei o relatório da Coalizão Nacional de Programas Anti-Violência (NCAVP) e fiz uma pequena matéria sobre os dados. Tomei a liberdade de destacar algumas questões que considero especialmente importantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;EUA: Organização publica números da violência contra LGBT em 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coalizão Nacional de Programas Anti-Violência (NCAVP), entidade que reúne 35 organizações anti-violência nos EUA, publicou o “Relatório de Violência e Ódio contra Pessoas LGBT nos EUA no ano de 2008”. O documento, de 95 páginas, é o resultado de um trabalho conjunto de 13 instituições que participam da Coalizão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O total registrado de vítimas LGBT de violência em 2008 é de 2424, em 1677 incidentes, o que representa um aumento de 2% em relação ao relatório de 2007 (quando foram registradas 2359 vítimas). Os números incluem casos de violência física, vandalismo, ameaças verbais e intimidação, tratamento abusivo por autoridades, violência doméstica, estupros, assassinatos, violência contra organizações ligadas à população LGBT e HIV+ e, no relatório desse ano, também se referem a incidentes violentos dentro de cadeias e prisões. Cerca de 30% do total de incidentes aconteceram em áreas residenciais e 20% em locais públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os assassinatos aumentaram de 21 em 2007 para 29 em 2008 e estão no seu nível mais alto desde 1999, o que deixou a NCAVP ‘bastante preocupada’&lt;/span&gt;. A violência sexual contra LGBT aumentou de 94 casos em 2007 para 138 em 2008. Dos casos de violência, destacam-se 88 incidentes contra pessoas identificadas como HIV+. Pessoas que se identificam no gênero masculino são as maiores vítimas (56% dos casos), seguidas do gênero feminino (29%). Pessoas trans, intersexuais, em questionamento de gênero e auto-identificadas em outras categorias, como ‘queer’, correspondem a 15% dos casos, o que indica um aumento de 12% em um ano. Dos perpetradores de violência, 75% são homens, 23% mulheres e 2% são organizações, grupos e instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52% das vítimas são de origem étnica não caucasiana (afro-descendentes, latinos, asiáticos, indígenas e multiétnicos). A NCAVP afirma que os dados para uma análise da origem étnica são insuficientes, na medida em que algumas vítimas podem não estar em situação legalizada nos EUA e temem a deportação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vítimas com menos de 14 anos totalizaram 9% dos casos, o mesmo percentual de vítimas entre 15 e 18 anos – números considerados ‘alarmantes’ pela Coalizão. A faixa entre 19 e 29 anos é a mais atingida (34%), seguida da faixa entre 30 e 39 (24%) e de 40 a 49 anos (16%). Vítimas entre 50 e 80+ anos completam os 8% restantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Só 28% do total de casos no relatório foram denunciados à polícia com sucesso e só 19% resultaram em prisões, enquanto 13% foram recusados pelas autoridades e em 2% a vítima foi detida&lt;/span&gt;. Uma comparação com relatórios dos últimos 10 anos mostrou que, enquanto a criminalidade de um modo geral diminuiu 9,81% nos EUA, os casos de violência contra pessoas LGBT caíram em 4,7%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cidades que registraram um aumento no índice de violência contra LGBT foram Milwaukee (+64%), Minnesota (+48%), Chicago (+42%), Los Angeles (+9%), Colorado (+8%) e Columbus (+2%). O número de casos diminuiu em Houston (-77%), Pensilvânia (-22%), Cidade de Nova York (-12%), Cidade do Kansas (-14%), Michigan (-14%) e São Francisco (-7%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório afirma que grande parte da violência registrada se deve à sensação de impunidade e à certeza de que as minorias não receberão apoio: “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;De um modo geral, a violência oriunda do ódio contra qualquer comunidade marginalizada ocorre em um sistema de gradação ascendente. Por isso, não se pode considerar, por exemplo, a violência verbal como um episódio isolado e inconseqüente, ela é só o começo (...) Alguns perpetradores recebem regularmente apoio da sociedade, como por exemplo, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;quando um policial desdenha da seriedade de um crime de ódio, quando um líder religioso condena pessoas LGBT como ‘pecadoras’ em um espaço público, quando líderes políticos colocam obstáculos aos direitos civis das minorias ou, em um nível mais íntimo, quando um amigo ri de uma piada preconceituosa&lt;/span&gt;, quando um homem é considerado mais másculo por destratar mulheres ou quando estudantes heterossexuais ganham mais respeito e popularidade na escola por atacarem colegas LGBT. A aceitação desses comportamentos oferece justificativa para a escalada da violência contra as pessoas LGBT&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método usado para a confecção do relatório foi, de modo geral, o registro feito diretamente nas organizações anti-violência por sobreviventes dos casos ou por parentes e amigos. Isso, segundo o próprio documento, pode gerar alguma confusão de leitura entre um aumento de casos e um aumento de denúncias: “Vários fatores influenciam o aumento ou a redução dos registros: a existência do serviço na região, o conhecimento da vítima sobre seus direitos e o desejo de denunciar a ocorrência e pedir ajuda. Por isso, é preciso que estejamos constantemente engajados em campanhas de educação e informação, para trazer maior visibilidade aos programas. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Também há o problema das autoridades, que ainda estão entre os maiores perpetradores de abusos e violência (3º lugar na lista), o que reduz significativamente o número de registros oficiais&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dado importante é o enorme ‘vácuo geográfico’ que não é coberto pela NCAVP. Das 35 organizações associadas, só 13 tiveram recursos, pessoal e estrutura para realizar a coleta de informações. “Mesmo assim, os dados deste e dos demais relatórios de Ódio e Violência ainda são mais detalhados do que as estatísticas do FBI e das autoridades locais”, afirma o documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coalizão oferece várias recomendações para reduzir a violência: aumentar o número de leis municipais, estaduais e federais que garantam direitos civis e o combate à homofobia; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;buscar apoio em políticos pró-LGBT de todos os partidos e legendas; capacitar a mídia para registrar casos de violência contra LGBT de maneira apropriada, sem criminalizar as vítimas&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;incentivar ações educativas do Ensino Fundamental até o Nível Superior&lt;/span&gt;; incluir a orientação sexual e a identidade de gênero nas categorias protegidas por lei em todos os níveis jurídicos; incluir as pessoas LGBT em todos os programas de fomento para garantia de direitos e redução de vulnerabilidade; promover programas de reabilitação e alternativas ao encarceramento, para alimentar nos perpetradores de violência o desejo de mudar e não uma revolta ainda maior contra as vítimas; capacitar as autoridades policiais; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;desqualificar a ‘legítima defesa da honra’ e o ‘pânico antigay e antitrans’ que são usados como argumentos para justificar o uso da violência&lt;/span&gt;; e, finalmente, dar condições para que outras pesquisas, mais detalhadas, continuem a ser feitas no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SoYNGiLjIrI/AAAAAAAABMM/bGHbWFxMWC0/s1600-h/agressao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SoYNGiLjIrI/AAAAAAAABMM/bGHbWFxMWC0/s200/agressao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369994011591516850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-6169509972248295584?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/6169509972248295584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=6169509972248295584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/6169509972248295584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/6169509972248295584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2009/08/os-numeros-da-violencia-anti-lgbt-nos.html' title='Os números da violência anti-LGBT nos EUA em 2008'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SoYNQejZmpI/AAAAAAAABMU/ou26BKBQm1k/s72-c/cruzes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-516111549856529289</id><published>2009-08-08T07:07:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T07:15:39.884-07:00</updated><title type='text'>"Pioneiros", de Oswaldo Braga</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Sn2IJ2tg2lI/AAAAAAAABLc/C3g5c6uc-28/s1600-h/Oswaldo+Braga.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Sn2IJ2tg2lI/AAAAAAAABLc/C3g5c6uc-28/s200/Oswaldo+Braga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367596033782110802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Peço licença ao amigo e colega de lutas Oswaldo Braga para publicar o texto que ele escreveu, acerca dos recentes problemas em Juiz de Fora, envolvendo o cancelamento da Parada, Miss Brasil Gay e Rainbow Fest, entre outros eventos - momentos já tradicionais na história da cidade, porém ainda não totalmente 'seguros' em sua realização, por questões políticas, preconceito e fundamentalismo religioso. O texto fala por si mesmo. A foto é do blog do MGM (Movimento Gay de Minas). Fica a reflexão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pioneiros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Oswaldo Braga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;08/08/09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece a história do Movimento Gay de Minas, reconhece facilmente seu pioneirismo em várias frentes de luta do movimento LGBT. A começar pela "Lei Rosa", aquela que pune estabelecimentos que discriminam por orientação sexual, cujo texto, proposto pelo MGM, pela primeira vez trata do direito dos casais gays manifestarem afeto em público, o que repercutiu no mundo inteiro e serviu de base para outros municípios e Estados brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ONG foi pioneira também nas capacitações de professores para lidarem melhor com a homossexualidade nas escolas, o que seguramente contribuiu para que a rede municipal de ensino de Juiz de Fora se tornasse menos preconceituosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MGM foi pioneiro na criação de um Centro de Convivência como estratégia de emancipação do cidadão gay. Através da educação entre pares, a comunidade LGBT de Juiz de Fora encontrou na sede da organização um ambiente acolhedor, onde é possível a troca de experiências e a construção de uma identidade sadia. É responsável pelo primeiro Ponto de Cultura LGBT do Brasil, destacando-se na formação de jovens drag queens, atores, bailarinos e produtores. E no turismo, onde as pesquisas do MGM são referências para profissionais e estudantes de todo o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta vanguarda tem causado também dores de cabeça ao MGM. Ele protagonizou o primeiro embate frontal entre o movimento gay e os vereadores evangélicos que se opunham à inclusão de seus eventos no calendário turístico oficial do município. A cidade ainda não os reconhece oficialmente, apesar de se beneficiar das vantagens econômicas que eles proporcionam já há 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cada ano, o MGM enfrenta novos impedimentos: foi a partir de solicitações da ONG que se proibiu a afixação de faixas de sinalização temporária nas vias públicas de Juiz de Fora. O primeiro evento proibido no Parque Halfeld foi a festa de encerramento do Rainbow Fest, sob a alegação de se tratar de um patrimônio histórico da cidade. Outros eventos, entretanto, nunca saíram dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, mais uma vez o MGM sai na frente: a Parada Gay de Juiz de Fora é a primeira do mundo a ser cancelada em função da gripe suína. Enquanto estádios de futebol, templos evangélicos, igrejas católicas, casas de shows, boates e praias permanecem lotados sem que a gripe seja motivo para qualquer modificação na sua rotina, os eventos LGBT de Juiz de Fora entram para a história como os primeiros a serem proibidos em função da gripe. Mais uma vitória daqueles que se opõem à ocupação do espaço urbano pelos que defendem a diversidade e que não se cansam de procurar motivos para nos atrapalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camisinha sempre!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Oswaldo Braga&lt;br /&gt;http://oswaldobraga.spaces.live.com&lt;br /&gt;http://obraga.blogspot.com/&lt;br /&gt;www.mgm.org.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-516111549856529289?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/516111549856529289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=516111549856529289' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/516111549856529289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/516111549856529289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2009/08/pioneiros-de-oswaldo-braga.html' title='&quot;Pioneiros&quot;, de Oswaldo Braga'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Sn2IJ2tg2lI/AAAAAAAABLc/C3g5c6uc-28/s72-c/Oswaldo+Braga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-762545883228578629</id><published>2009-07-04T18:24:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T06:15:31.856-07:00</updated><title type='text'>O gordo e os gays</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SlARMOa86GI/AAAAAAAABLE/Po4AmoiyrE0/s1600-h/faustao.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SlARMOa86GI/AAAAAAAABLE/Po4AmoiyrE0/s200/faustao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354798858670762082" /&gt;&lt;/a&gt; Não sei se o apresentador Fausto Silva, o “Faustão”, foi sempre obeso. Não me preocupei em fazer pesquisa no Google nem na Wikipedia sobre ele (nem sei o que encontraria além da biografia oficial). Se Faustão foi uma criança obesa, provavelmente deve ter sentido o peso do preconceito que essas crianças ainda hoje sofrem. Mesmo quando a obesidade infantil não era tratada como doença e distúrbio, o "gordinho da escola" já era enxovalhado pelos colegas, tratado como "engraçadinho" e "fofinho" pelas meninas (mas com poucas chances de arrumar uma namorada) e estava na fila dos últimos a serem escolhidos para os times de Educação Física. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os últimos, mas nunca sozinho: ao seu lado, lá estava o garoto franzino de óculos – o "CDF", a quem só restava ser ótimo aluno para ter qualquer tipo de visibilidade (o que acabava reforçando o estereótipo e isolando-o ainda mais). E, se nenhum dos dois fosse gay em fase de descoberta, provavelmente haveria um nesse grupo também. A sociedade é cruel com seus "diferentes" e as crianças e adolescentes aprendem rapidamente a reproduzir o preconceito e a discriminação. Talvez essa tenha sempre sido uma das lições mais fáceis de se aprender na escola: repetida arduamente todos os dias, por colegas, professores, inspetores, secretárias e agentes de serviços gerais, acaba se incrustando na mente e no comportamento das crianças, à guisa de "normalidade". Esse, aliás, é o grande problema dos estereótipos: suas vítimas são coagidas pela sociedade de tal forma que acabam vendo-se obrigadas a reforçá-los ainda mais, repetindo um ciclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se ele foi discriminado na infância, ou se teve a sorte dúbia de ter sido um "gordo feliz" – como são chamados aqueles que se fazem de engraçados e simpáticos, que são a "alegria da festa" e, por isso, são mais facilmente tolerados, mas nem por isso são mais felizes de verdade. Esse, afinal, tem sido o papel social do homem obeso – ser simpático e engraçado, preferencialmente fazendo graça com a própria obesidade (e, por sinal, também é um dos principais papéis sociais do gay, na busca da aceitação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a toa que muitos humoristas famosos foram e são obesos. Assim também com apresentadores "engraçados". Para quem não se lembra, Faustão ficou famoso antes da Globo. Ele apresentava o "Perdidos na Noite" nas noites e madrugadas de sábado, um programa alternativo e politicamente incorreto, cheio de improvisos e com baixo custo de produção. Lá, ele podia falar o que bem entendia (o programa estava além dos horários problemáticos para a Censura), sem medo de destilar venenos e disparar para todos os lados. Como aconteceu com tantos outros sucessos de emissoras concorrentes, a Globo o tornou parte de sua programação diurna e "familiar", o que inevitavelmente impõe algumas mudanças sérias no seu perfil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos numa cultura de culpa – e numa cultura de culpa a sobrevivência acaba dependendo de se buscar álibis apropriados, desculpas convincentes e/ou bodes expiatórios. O humor sempre lidou com a ridicularização do "diferente" e com o fortalecimento de estereótipos. Creio que todo mundo conheça a classificação de piadas: são quase sempre denominadas por "vítima": piadas de loura, de português, de gordo, de gay... até bem pouco tempo, ainda havia lugar público para as piadas de judeu (que, por envolverem uma suposta avareza deles, também incluem árabes, libaneses, sírios e turcos, sob uma denominação étnica comum), de negro e de deficiente físico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "problema" (porque só é problema para quem conta a piada) é que, ultimamente, as minorias têm se mobilizado para fazer valer um princípio constitucional básico e fundamental: é proibido discriminar pessoas em função de raça, etnia, religião, gênero, sexualidade, origem geográfica, classe social etc. Por isso, piadas de judeu, turco, negro e pessoas com deficiência podem ser motivo de ações judiciais sérias, multa e até prisão. O que parece que está acontecendo é que os humoristas e "engraçados" da TV, ao ver que suas vítimas habituais estão se tornando inatingíveis, apontam suas armas para "quem sobrou", especialmente louras e gays.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, por exemplo, a discussão do Faustão (que é obeso, não se esqueçam) é com a diversidade de gênero e sexualidade. Ele foi instado pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) – sem ofensas, no maior clima de respeito – a diminuir a quantidade de piadas e uso de termos pejorativos que usa quando se refere a outros homens como "boiola", "libélula", "morde fronha", entre outros, na insinuação de que sejam gays. E resolveu tomar uma atitude pública, ironizando a carta em seu programa, pedindo "tolerância" à ABGLT, minimizando o efeito de seu próprio programa sobre a sociedade e a cultura e, no fim, comparando as pessoas LGBT às louras burras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faustão – quer gostemos ou não, infelizmente para muita gente – é um formador de opinião e disseminador de conceitos nas camadas populares que assistem ao seu programa todos os domingos. Seus jargões como "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ô loco, meu!&lt;/span&gt;" e apelidos como "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;pentelho&lt;/span&gt;" se espalham por casas, escolas e escritórios. Aliás, até ele fazer uso contínuo de "pentelho" na TV para designar o cara chato, a palavra era banida da TV e da imprensa, tida como palavrão, sussurrada longe dos ouvidos de mães e avós. Hoje, mães e avós usam o termo sem problemas e já nem se preocupam tanto se crianças o falam também – se isso não é indicativo de uma influência direta, não sei o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito pior do que quando ele faz uma piada ou usa um termo pejorativo no decorrer do seu programa, quando Faustão vem a público defender seu "direito de fazer humor" (leia-se "direito de discriminar") ironizando e pedindo "tolerância" com sua forma de fazer humor, ele dá armas aos intolerantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria melhor ele pedir tolerância aos colegas de escola que xingam, ridicularizam – e acabam espancando – os "boiolas" e "libélulas" da turma? Tolerância aos pais que batem, castigam e acabam expulsando de casa seus filhos gays, suas filhas lésbicas? Tolerância à sociedade que empurra travestis para a prostituição e depois as isola – e quando elas aparecem mortas na sarjeta, ainda as ridiculariza pela mídia, chamando-as de "travecos" e "bonecas"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faustão deveria se levar um pouco mais a sério. Não é porque ele usa gírias e conversa informalmente com artistas e celebridades, que a sua comunicação é desprovida de uma linha editorial (como qualquer produto da comunicação de massa). Ele tem uma responsabilidade para com seu público e a sociedade em geral. Se ele acha que não influencia a opinião pública, então ele está negando a audiência de seu próprio programa e devia se retirar da TV. Se ele finalmente admitir que é uma influência em potencial para os telespectadores – inclusive crianças e adolescentes que assistem avidamente seu programa todos os domingos e vão comentá-lo e repetir seus jargões durante a semana – então ele deve saber que ele, sim, deve ser mais tolerante com as pessoas de um modo geral. E participar, se possível, do Programa "Brasil sem Homofobia". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não pode acreditar realmente que, se parar de ridicularizar as pessoas usando termos de conotação homossexual pejorativa, vai deixar de ser "engraçado". Existem outras formas – muito mais inteligentes, diga-se de passagem – de se fazer humor. Ele e sua produção deviam pensar nisso e deixar os gays em paz. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SlARpc3JvzI/AAAAAAAABLU/208XZr1ZZuQ/s1600-h/Faust%C3%A3o+Parab%C3%A9ns+Risada+For%C3%A7ada+1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 152px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SlARpc3JvzI/AAAAAAAABLU/208XZr1ZZuQ/s200/Faust%C3%A3o+Parab%C3%A9ns+Risada+For%C3%A7ada+1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354799360763346738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sejamos francos: um dia os portugueses, as louras e as pessoas obesas vão acabar se cansando de serem alvos de piadas. Nossos camaradas lusitanos podem muito bem entrar na questão da origem geográfica; ser loura natural é fazer parte de uma minoria étnica neste país; e as pessoas obesas – bom, para quem não sabe, obesidade é doença, o que facilmente inclui essas pessoas na lista de pessoas com deficiência. Ou seja, o próprio Faustão (que é obeso, não se esqueçam) devia estar na luta contra o preconceito em todas as suas vertentes. E com bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(as imagens foram capturadas do blogs Guima Cartunista e Risada Forçada, no Blogspot.com)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-762545883228578629?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/762545883228578629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=762545883228578629' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/762545883228578629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/762545883228578629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2009/07/o-gordo-e-os-gays.html' title='O gordo e os gays'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SlARMOa86GI/AAAAAAAABLE/Po4AmoiyrE0/s72-c/faustao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-7191932015305328669</id><published>2009-05-15T19:38:00.001-07:00</published><updated>2009-05-15T19:40:23.296-07:00</updated><title type='text'>Curso "Diversidade Sexual e Mídia: Conjuntura e Perspectivas", na UERJ</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Sg4nVz2nDfI/AAAAAAAABBU/VtZgJsyeVG8/s1600-h/cartaz+Curso+Diversidade+Sexual+Midia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Sg4nVz2nDfI/AAAAAAAABBU/VtZgJsyeVG8/s200/cartaz+Curso+Diversidade+Sexual+Midia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336245864130612722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique na imagem para ampliar. Divulgue! Participe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-7191932015305328669?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/7191932015305328669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=7191932015305328669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/7191932015305328669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/7191932015305328669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2009/05/curso-diversidade-sexual-e-midia.html' title='Curso &quot;Diversidade Sexual e Mídia: Conjuntura e Perspectivas&quot;, na UERJ'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Sg4nVz2nDfI/AAAAAAAABBU/VtZgJsyeVG8/s72-c/cartaz+Curso+Diversidade+Sexual+Midia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-1426009824884178637</id><published>2009-01-08T16:42:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T17:10:25.866-08:00</updated><title type='text'>Ex-gay, bissexual ou só mais uma caricatura?</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais uma vez assistimos, em escala nacional, uma telenovela da Globo chegar ao final trazendo mais polêmicas relativas à (homo/bi)sexualidade. Em "A Favorita", Orlandinho (Iran Malfitano), que se dizia gay, "resolveu ser heterossexual e abandonar o mundo gay" – referindo-se ao estereótipo de gays que só se preocupam com moda e cabelos. Ele resolve fazer "coisas de macho", como cortar o cabelo, assistir a esportes e comer bife com ovo frito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu não sei bem a que "mundo gay" ele se refere, uma vez que Orlandinho jamais deve ter freqüentado um ambiente gay de verdade. Se tivesse, provavelmente já teria há muito tempo deixado de lado a sua paixão platônica não correspondida por Halley (Cauã Reymond) e teria conhecido alguém que realmente lhe desse o devido valor como pessoa, como homem e como companheiro. Além disso, eu não sabia que bife com ovo frito era "comida de macho", nem que apreciação por esportes é exclusiva de heterossexuais. Ou que todo gay fosse especialista em moda e usasse cabelo comprido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sim, sabemos que a telenovela não é - nem pretende realmente ser, apesar de toda a publicidade que a emissora faz nesse sentido - um retrato verossímil da realidade. Também sabemos que ela precisa de alguns estereótipos para estabelecer uma relação rápida e superficial de empatia com o público. Mas, isso não quer dizer que a novela precise se servir de caricaturas. Nem significa que, infelizmente, muita gente não creia que o que se passa na telenovela reproduz uma realidade. O fato é que muitos telespectadores têm na telenovela sua única (ou pelo menos a maior) referência de mundo fora de sua comunidade, de seu espaço geográfico e de sua cultura local. Isso torna a novela um veículo potencialmente estratégico – ou perigoso – de divulgação de valores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não é novidade, por exemplo, o medo que grupos conservadores, especialmente religiosos, têm de que um dia a novela venha a exibir o "beijo gay". Esses grupos dizem temer a "influência" que tal cena numa novela poderá ter sobre crianças e adolescentes, além do imaginário popular. Os mesmos grupos não parecem tão preocupados em ver constantes manifestações de violência, drogas, sexo desenfreado e nudez na TV, inclusive em horários mais acessíveis a crianças e adolescentes. Por que será que, em um momento, se diz que a TV apenas "mostra a realidade" e em outro ela "influencia o imaginário popular e as crianças"? Esses discursos de moralismo falam mais sobre quem os faz do que sobre os produtos da mídia que são criticados. E nos dizem da necessidade urgente de fazer cair alguns tabus, de educar para a verdadeira cidadania – aquela que aceita a diversidade e a diferença e não censura direitos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O fato é que esses grupos conservadores temem que a telenovela tenha a capacidade de passar a imagem de que a heterossexualidade não é a única sexualidade normal &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e convencer as pessoas disso&lt;/span&gt;. De fato, eles atribuem à telenovela (e à TV de um modo geral) poderes quase "sobrenaturais" de influência sobre "a massa". Como eu já disse, a TV é um fator importante de referência para a população - especialmente a população carente de educação e/ou culturalmente isolada - mas, não é exatamente por isso que a telenovela devia ser usada como ferramenta de integração e disseminação de valores realmente importantes, como a aceitação da diferença, por exemplo? Mais ainda, não é por isso que a telenovela devia ajudar a ensinar às pessoas o verdadeiro significado do jargão cristão "amai-vos uns aos outros", que é o primeiro mandamento de Jesus mas parece ter sido cada vez mais esquecido pelos líderes dos cultos que deviam seguir seus ensinamentos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma coisa que eu acho particularmente sinistra e perversa é a justificativa que a Globo dá para não apresentar cenas como a do "beijo gay": segundo ela "a população do interior não está preparada para assistir a cenas assim". Quem é a emissora para determinar o que a população está ou não preparada para assistir? Pior ainda: e quanto a toda uma população que já conhece a realidade afetivo-emocional que envolve não só o beijo, mas todo o processo de afetividade, como por exemplo a homoparentalidade (a formação de núcleos familiares homo e transexuais com filhos)? São famílias que assistem novela da mesma forma como as famílias heterossexuais, mas quando vêem um casal de homens ou de mulheres, sempre vê aquela relação pasteurizada, fria, reduzida ao discurso "eu te amo" e, quando muito, a um abraço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tal como grande parte da população se vê "refletida" na novela, muitas pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) buscam uma imagem de identificação. Aí, o que ela vêem? Um rapaz cujo comportamento mais parece uma caricatura, em uma situação digna de programa humorístico, declarando que vai "deixar de ser gay". Gay ele nunca parece ter sido de verdade, pois nem sabe bem o que é; agora, daí a ser "ex-gay" é ainda mais complicado. E, quanto à "influência da novela na família", é preciso lembrar que LGBT também têm família, também podem ter filhos, também têm direitos de cidadania que precisam ser respeitados. A educação para a sexualidade é disciplina prevista em lei, mas na prática as escolas pouco ou nada apresentam e as famílias a temem (como se seus filhos não fossem aprender - muitas vezes coisas erradas - sobre sexo na rua, na internet etc.).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segundo o Prof. Dr. Luís Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB) e decano do Movimento Homossexual Brasileiro (MHB), a sexualidade é plural, dialética e livre. Indo além, eu diria que o problema é que a mentalidade da nossa cultura é binária, absolutista e aprisionada em conceitos ultrapassados e limitados. Tendemos a querer polarizar tudo – e a telenovela ajuda nesse processo, criando pólos de "rico" x "pobre", "bem" x "mal", "vilã(o)" x "mocinha(o)", "masculino" x "feminino", "homossexual" x "heterossexual".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pensa-se, sempre, em termos de pares de opostos que se excluem mutuamente. Não é possível ao vilão fazer um ato de bondade; assim, também, ou se é gay ou se é "macho". A bissexualidade – &lt;b&gt;talvez a condição sexual mais natural e primária de todas&lt;/b&gt;, anterior à influência social que nos força à heteronormatividade – não é nem citada, nem levada em consideração. Um gay que "resolve" mudar publicamente de estilo (seja pela razão que for) passa a ser "ex-gay". Assim, de estalo. Como se um homem heterossexual acordasse de manhã e dissesse "A partir de hoje, louras nunca mais; só pego orientais". Ou resolvesse "A partir de hoje, só vou gostar de homens".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só que a condição sexual, bem como a identidade de gênero, não é uma escolha consciente. Não se escolhe do que se vai gostar. Existe uma forte percentagem de desejo natural e uma parcela de influência social – aquela mesma que reprime as pessoas LGBT desde o berço, forçando-as a assumir papéis que não são os seus. A "escolha" que se faz geralmente tem dois passos: o primeiro é "Vou ou não me aceitar como sou?" e, se a resposta for "sim", o segundo é "Vou ou não contar para alguém mais?" (e, a partir daí, como vou lidar publicamente com a minha sexualidade e a das outras pessoas?)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Muitas vezes, depois de anos de um casamento de fachada, com filhos e até netos, a pessoa finalmente se sente forte e disposta o suficiente para se declarar (ou "assumir", como se diz por aí), para tentar recuperar o tempo perdido e finalmente ser feliz com sua verdade pessoal. Nesse caso, podemos aceitar, sim, que existam "ex-gays"; porque de "ex-heterossexuais" o mundo está cheio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-1426009824884178637?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/1426009824884178637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=1426009824884178637' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/1426009824884178637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/1426009824884178637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2009/01/ex-gay-bissexual-ou-s-mais-uma.html' title='Ex-gay, bissexual ou só mais uma caricatura?'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-8456162468901173886</id><published>2008-07-06T06:23:00.001-07:00</published><updated>2008-07-22T20:08:23.420-07:00</updated><title type='text'>Mostra "A Homossexualidade na Mídia"</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De 8 a 20 de julho, no Rio de Janeiro e de 15 a 20 de julho, em São Paulo, a Caixa Cultural fará uma grande mostra de filmes e várias mesas de debate sobre o tema "A Homossexualidade na Mídia - o que mudou?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação completa pode ser acessada no site da Caixa Cultural: www.caixacultural.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação de abertura é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 16h - Exibição de "Teorema" de Pier Paolo Pasolini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 18h - Mesa de Abertura: "A Crescente Exposição do Personagem Homossexual", com Gilberto Gravonski, Sofia Zanforlin e Ricardo Linhares. Mediação de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo Peret&lt;/span&gt; (sim, eu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 20h - Coquetel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Caixa Cultural do RJ fica na Av. Almirante Barroso, 25.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação de São Paulo ainda não foi atualizada. Eu sei que estarei em uma mesa no dia 16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero tod@s lá!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-8456162468901173886?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/8456162468901173886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=8456162468901173886' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8456162468901173886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8456162468901173886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2008/07/mostra-homossexualidade-na-mdia.html' title='Mostra &quot;A Homossexualidade na Mídia&quot;'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-3623636430845934141</id><published>2008-06-06T17:22:00.000-07:00</published><updated>2008-06-06T19:51:39.865-07:00</updated><title type='text'>Conferência Nacional GLBT: momentos de reflexão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estou colocando aqui o texto original do meu artigo que foi publicado no "Globo Online" de 06/06/2008. O texto foi enviado ao jornal dias antes da Conferência, por isso ficou um pouco desatualizado. Comentários são mais do que bem-vindos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnsohiF13I/AAAAAAAAAWE/c3NIXbgXZz0/s1600-h/cruz+travesti.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 248px; height: 165px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnsohiF13I/AAAAAAAAAWE/c3NIXbgXZz0/s200/cruz+travesti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208954624970970994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nos dias 6, 7 e 8 de junho, realiza-se em Brasília a I Conferência Nacional de Políticas Públicas para Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT). Ela serve como espaço de debates das diretrizes do Programa “Brasil sem Homofobia”, além de consolidar planos de metas levantados nas Conferências Estaduais, realizadas em todas as unidades da Federação. &lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pela primeira vez no mundo, um governo convocou um conjunto de ações dessa magnitude, para discutir as questões relativas à sua população homossexual, bissexual, travesti e transexual. Só o reconhecimento da existência dessa população e de suas demandas já é um marco histórico, enquanto o presidente do Irã afirma que não existem gays no seu país e o governo de Gâmbia prende seus gays e expulsa estrangeiros acusados do “crime” da homossexualidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnY8emcS6I/AAAAAAAAAVM/yq0a4EOCXoE/s1600-h/lula600.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnY8emcS6I/AAAAAAAAAVM/yq0a4EOCXoE/s200/lula600.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208932977548741538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pela primeira vez, o Poder Público se reúne com a Sociedade Civil organizada em escala nacional, após meses de debates em todo o país, em que foram determinadas as necessidades locais, municipais, estaduais e regionais de pessoas que, até 30 anos atrás, eram ‘invisíveis’. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pessoas que se viam (e muitas ainda se vêem) forçadas a manter vidas secretas, escondidas de suas famílias, cobertas por máscaras de hipocrisia, relegadas à marginalidade e citadas apenas em piadas preconceituosas, ou nas páginas policiais, quando aparecem mortas em motéis e becos. Pessoas que sempre existiram, mas que nunca são da família de quem as cita; são “os vizinhos excêntricos”, os “colegas estranhos” da escola, “as figuras” nas esquinas de má reputação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De lá pra cá, muita coisa mudou, para o bem e para o mal. A epidemia de AIDS nos anos 80 quase transformou a população gay em “criminosa”, quando conservadores e religiosos fundamentalistas chamavam a doença de “câncer gay” e “punição divina”. Hoje, ainda existe discriminação na decisão da Anvisa, de proibir que homens que tiveram relações sexuais com homens nos últimos 12 meses sejam doadores de sangue, sob alegações de “grupo de risco” e “janela imunológica”. Enquanto isso, milhares de heterossexuais fazem sexo desprotegido, espalham DSTs e continuam doando sangue, sem temer nada. Janela imunológica não escolhe gênero, ela existe para todo mundo.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnZYQdNZBI/AAAAAAAAAVU/7X5mdMUqvtc/s1600-h/andrealbertini.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 112px; height: 151px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnZYQdNZBI/AAAAAAAAAVU/7X5mdMUqvtc/s200/andrealbertini.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208933454788256786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os crimes contra homossexuais continuam mal investigados, enquanto a mídia e a polícia pré-julgam travestis e as humilham, chamando-as pelos nomes de registro, enquanto se referem aos famosos por apelidos carinhosos, como no caso de Andréia Albertini e Ronaldo. Em 2007, de acordo com a pesquisa do Grupo Gay da Bahia (GGB), houve 122 assassinatos de homossexuais e travestis em todo o país (um a cada três dias) e esses foram só os que tiveram repercussão na imprensa. Só podemos especular sobre o número real. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em preparação para a Conferência, alguns militantes prepararam um ato com cruzes próximo ao Congresso Nacional, para marcar os assassinatos de 2008. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnZpPZgaUI/AAAAAAAAAVc/-O6RMQB-Pyc/s1600-h/cruzes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnZpPZgaUI/AAAAAAAAAVc/-O6RMQB-Pyc/s200/cruzes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208933746562066754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foram encomendadas 70 cruzes, mais cinco de ‘sobra’, caso o número mudasse – e duas já terão que ser usadas: em 1º de junho, mais dois crimes foram registrados, totalizando 72 assassinatos em 152 dias – uma morte a cada dois dias. Nem chegamos ao meio do ano e a perspectiva já é sombria  (a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;s fotos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; primeira e a última deste artigo são da instalação em BSB, feitas por  Alexandra Martins&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; a imagem das cruzes ao lado é uma cortesia do colega de listas Luiz Mario Alexandre)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dias antes da Conferência Nacional, ficção e realidade falam mais sobre o quanto ainda temos que caminhar e quantos obstáculos ainda devem ser enfrentados: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No final da novela “Duas Caras”, Aguinaldo Silva apresentou o primeiro casamento gay – na verdade, um contrato de união civil – da telenovela nacional. Infelizmente, ainda sem beijo. É irreal, mesmo para uma novela, que um casal chegue ao altar – ou ao cartório – e não celebre sua união com um beijo, como qualquer outro casal. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnZ7VWDk4I/AAAAAAAAAVk/OAkIWhkdRPI/s1600-h/bernardinho-carl%C3%A3o01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnZ7VWDk4I/AAAAAAAAAVk/OAkIWhkdRPI/s200/bernardinho-carl%C3%A3o01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208934057395852162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse é o verdadeiro significado simbólico da visibilidade GLBT nas novelas: lembrar a todo mundo que “essas pessoas” são gente como todo mundo, normais como todo mundo e merecem ser felizes como todo mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto a Organização dos Estados Americanos aprova a Resolução 2435, de “Direitos Humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero” – uma iniciativa do governo brasileiro – no território nacional, a população GLBT continua sem resposta sobre os 37 direitos fundamentais que lhe são negados, inclusive o direito ao casamento e ao reconhecimento de que “família” não se resume ao modelo do casal heterossexual com filhos. O que temos é o direito de adoção por um dos parceiros, como se fosse solteiro(a). Ainda dependemos da boa vontade do Judiciário para resolver essas questões. No Legislativo, preso em acordos de lideranças partidárias e em maquinações de conservadores e religiosos que mal conseguem disfarçar seu preconceito, projetos importantes, como o reconhecimento dos direitos dos casais homossexuais e a lei que criminaliza a homofobia, simplesmente não andam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnaQUfWTOI/AAAAAAAAAVs/2_Vw2XhWOEo/s1600-h/sargentos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnaQUfWTOI/AAAAAAAAAVs/2_Vw2XhWOEo/s200/sargentos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208934417943645410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No Rio, a Alerj reitera a defesa da diversidade, rejeitando propostas reacionárias que, se aprovadas, acabariam com o direito de pensão de companheiros do mesmo sexo de servidores públicos estaduais, estabelecido pela lei 5034/07. &lt;st1:personname productid="Em S￣o Paulo" st="on"&gt;Em  São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, testemunhamos a prisão do sargento Laci de Araújo, sob alegação de deserção do exército. “Deserção” que podia ter sido resolvida com a detenção do militar a qualquer tempo, já que ele não estava foragido – mas, curiosamente, a prisão só ocorreu após o sargento e seu companheiro, o sargento Fernando Alcântara, terem declarado seu relacionamento à revista ‘Época’ e terem aparecido na TV. Uma “coincidência” que confirma a tradição homofóbica das Forças Armadas e, ainda por cima, nos remete à triste lembrança do anos de chumbo da Ditadura, quando as decisões de comandantes eram inquestionáveis e a o contingente militar se colocava acima das leis e dos direitos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tudo isso mostra o quanto ainda falta no caminho para o dia em que seremos realmente todos iguais, como afirma a Constituição. Que a Conferência Nacional seja mais um passo nessa estrada!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnthX5wrFI/AAAAAAAAAWM/OBt_f1qwS0o/s1600-h/cruzes+BSB.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 243px; height: 161px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnthX5wrFI/AAAAAAAAAWM/OBt_f1qwS0o/s200/cruzes+BSB.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208955601638435922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-3623636430845934141?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/3623636430845934141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=3623636430845934141' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/3623636430845934141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/3623636430845934141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2008/06/conferncia-nacional-glbt-momentos-de.html' title='Conferência Nacional GLBT: momentos de reflexão'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SEnsohiF13I/AAAAAAAAAWE/c3NIXbgXZz0/s72-c/cruz+travesti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-5186761810334556159</id><published>2008-05-08T19:05:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T19:28:42.562-07:00</updated><title type='text'>Ronaldo e as travestis: respeito é bom e elas merecem</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje eu estou postando o meu artigo que foi publicado no Globo Online, para que aqueles que não tiveram acesso a ele possam lê-lo na íntegra aqui. Quem já leu mas não conseguiu comentar no site, sinta-se à vontade para comentar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Muito tem sido dito na mídia sobre o escândalo mal-resolvido entre o jogador Ronaldo e as três travestis que ele afirma ter contratado “por engano”. Se houve engano ou não, isso não é importante. Importante é que haja uma investigação imparcial sobre as versões do caso, tanto pela suposta encomenda de drogas pelo jogador, quanto pela suposta tentativa de extorsão por parte da travesti Andréia. Porém, imparcialidade é tudo o que não temos visto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A prostituição não é crime no Brasil. Mulheres e travestis (e, em menor escala, homens) que se prostituem têm associações e sindicatos que defendem os seus direitos. Por outro lado, a discriminação é vedada pela Constituição e é considerada crime. Mas, numa cultura ainda extremamente contaminada por valores arcaicos e machistas, a discriminação está solta. A começar pela própria polícia e pela imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na primeira entrevista, o delegado responsável pelo caso prontamente tranqüilizou Ronaldo, dando claramente a entender que o caso seria averiguado em favor dele. Ele já pré-julgou a travesti Andréia publicamente. Ela e as outras travestis foram convocadas à delegacia para prestar depoimentos repetidas vezes, enquanto Ronaldo é tratado como vítima e eximido de qualquer responsabilidade. O máximo que a imprensa brasileira faz é ridicularizar sua declaração de que “não percebeu que se tratava de travestis”. Já há aqueles que se colocam na “defesa” do jogador, afirmando que ele é “espada” e que é, mesmo, difícil diferenciar as travestis envolvidas no caso de mulheres. Outros põem em cheque a masculinidade do jogador e outros, ainda, ironicamente citam sua “miopia” como a razão para ele ter estado em uma fase ruim no futebol.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto isso, a história se repete. As travestis têm sido vítimas de preconceito, incompreensão e violência há séculos. Inicialmente homens que se vestiam com roupas e assessórios femininos e que mais tarde passaram a tomar remédios para feminilizarem seus corpos, os avanços na tecnologia médica lhes permitiram fazer modificações corporais mais profundas. O silicone foi, desde o início de seu uso, associado ao travestismo. Contemporaneamente, cientistas sociais consideram que a travesti foi a precursora (e muitas vezes a infeliz vítima) de inúmeros processos cirúrgicos e bioquímicos que revolucionaram a Ciência. Numa sociedade em que temos desde cirurgias reparatórias simples até maquiagem permanente, plásticas bem elaboradas e próteses variadas; numa cultura em que nos tornamos ratos de academia, fazemos dietas mirabolantes e tomamos suplementos alimentares, ao ponto de estarmos nos transformando em “ciborgues”, a travesti pode ser considerada como “o primeiro ciborgue”, uma pioneira da era contemporânea.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Contudo, não lhes damos o devido valor como pessoas. Travestis são consideradas aberrações, pessoas doentes, sem identidade, “com o diabo no corpo”. Ainda são vistas como “homens homossexuais que tentam ser mulheres” – o que é um erro grave que só complica ainda mais as suas vidas. A travesti não é homossexual. Os gays de uma forma geral não querem se tornar mulheres. A travesti também não é transexual. Enquanto a transexual deseja passar por todos os estágios até chegar à transformação total do seu corpo (mudando do fenótipo masculino para o feminino ou vice-versa), a travesti permanece com suas características sexuais primárias (sua genitália) da forma original, só modificando suas características secundárias (cabelos, pêlos, seios, curvas etc.). “Travesti” é considerada uma identidade de gênero própria, intermediária entre as identidades masculina e feminina. Vale lembrar que existem, também, os travestis masculinos (que nasceram em corpos femininos e fazem o processo inverso do mais conhecido).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isso, um homem ou mulher que sinta desejo por travesti não é homossexual. Citando o Prof. Luiz Mott, decano do Movimento Homossexual Brasileiro, “&lt;i style=""&gt;travesti não é homem nem mulher, é travesti&lt;/i&gt;”. É sabido que a maior parte dos clientes das travestis que se prostituem são homens heterossexuais. Não, eles não são “gays enrustidos”, nem bissexuais. Eles gostam de travestis. Os homo e bissexuais que também têm relações com travestis são poucos. Se não existisse essa demanda, a oferta delas no mercado sexual já teria acabado há séculos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E as travestis são (mal)tratadas como prostitutas – mesmo as que têm outras profissões – e raramente podem trabalhar em outra coisa. Quando muito, são cabeleireiras, manicures, maquiadoras, cantoras, atrizes. Quantos de nós imaginam uma travesti advogada ou profissional de saúde? Mas elas existem!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A maior parte das travestis descobre sua identidade na adolescência. Muitas são expulsas de casa e não conseguem completar seus estudos. Que escola as recebe, dando-lhes amparo quando seus colegas e até familiares olham para elas como monstros? Que universidade abre suas portas para elas e garante que realizem seus sonhos acadêmicos e profissionais?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São citadas nos jornais por seus nomes masculinos e ridicularizadas, em total desrespeito a um processo de transição que, por si só, é complicado, mesmo que não existisse o preconceito. Quando uma travesti é assassinada, a investigação não anda, faltam provas e testemunhas. As travestis têm espaço nas páginas policiais, geralmente como vítimas. E, mesmo assim, são chamadas de “boneca”, “mulher com surpresa”, ou erroneamente citadas como homossexuais. Alguns jornais chegam a dizer “o travesti Andréia”, em patente provocação contra sua identidade de gênero. Se a travesti é feminina, é “a” travesti; se é masculino, é “o” travesti. Até a palavra é de dois gêneros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se houve tráfico de drogas, roubo ou extorsão a polícia deve fazer uma investigação imparcial e é trabalho da imprensa retratar os fatos de forma idônea. Mas não cabe a ninguém pré-julgar e condenar as travestis só por serem travestis. Respeito é bom e elas merecem.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-5186761810334556159?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/5186761810334556159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=5186761810334556159' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/5186761810334556159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/5186761810334556159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2008/05/ronaldo-e-as-travestis-respeito-bom-e.html' title='Ronaldo e as travestis: respeito é bom e elas merecem'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-3141622971449615985</id><published>2008-04-18T20:24:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T13:30:05.286-07:00</updated><title type='text'>A Idosa e a Bengala</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na semana passada, eu vi o que pode ser o fim de uma saga muito estranha. Após cerca de cinco anos, um golpe – nem tão sabiamente aplicado, mas eficaz assim mesmo – foi desmascarado e sua perpetradora, uma senhora idosa muito simpática, ficou sem uma fonte (improvável) de renda extra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAlsJ9h7YwI/AAAAAAAAATc/KLYFqMabhbU/s1600-h/vovozinha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 110px; height: 181px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAlsJ9h7YwI/AAAAAAAAATc/KLYFqMabhbU/s200/vovozinha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190798963912696578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E o que essa “doce velhinha” fazia? Nada menos do que uma estratégia, no mínimo, inusitada. Ela visitava esse ou aquele shopping center, se posicionava próxima a uma tabacaria (daquelas lojas que vendem várias bugigangas, sabem?) e, fazendo uma cara triste, conquistava a simpatia de algum passante, sugerindo-lhe que não conseguia caminhar direito e que seria “um ato de caridade” que ele ou ela lhe comprasse uma bengala, ou pelo menos ajudasse na arrecadação da quantia necessária. E o otário... digo, o bom samaritano ia lá, coçava o bolso e dava alguma ajuda à “pobre senhora”, que bem poderia ser sua mãe, tia ou avó. Algumas pessoas chegavam a comprar a bengala para ela. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não passava pela cabeça de ninguém a quantidade de furos dessa história: o que uma simpática senhora com dificuldades de locomoção estaria fazendo, sozinha, em um andar alto de um shopping (porque a maior parte das tabacarias não fica no térreo), pedindo dinheiro às pessoas? Que família cruel sujeitaria uma idosa a tal humilhação? E por que tinha que ser numa tabacaria de shopping? Certamente, há lojas onde as bengalas são muito mais baratas. Mas, como quase sempre acontece, quando o coração derrete, o raciocínio falha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAlsb9h7YxI/AAAAAAAAATk/tzAB6uq0Fc8/s1600-h/tabacaria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 121px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAlsb9h7YxI/AAAAAAAAATk/tzAB6uq0Fc8/s200/tabacaria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190799273150341906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O fato é que a senhora não tinha nenhuma dificuldade de locomoção, nem comprava a bengala com o dinheiro arrecadado. E, quando lhe compravam a bengala, ela rapidamente dava um jeito de quebrar o instrumento e, poucos dias depois, voltava à loja para exigir “o seu dinheiro” de volta. No início, os lojistas, com pena dela, até cediam – mesmo que a bengala tivesse sido paga no cartão de crédito de outra pessoa – em mais uma demonstração de como o coração mole embota o cérebro. Mas, após todo esse tempo aplicando golpes em diferentes shoppings, ela acabou “perdendo o charme”. Na semana passada, os atendentes da loja disseram que só poderiam trocar a bengala (e não devolver o dinheiro) mediante a apresentação da nota fiscal (que o último “bom samaritano” não tinha deixado com ela; talvez nem tivesse pedido). Visivelmente contrariada, ela ficou lá, com uma bengala rachada nas mãos, andando rápido de um lado para o outro (demonstrando claramente sua agilidade), sem saber o que fazer, até que os seguranças do shopping se ofereceram para acompanhá-la até a administração, de onde ligariam para sua família – e ela saiu de lá sem nem olhar para trás.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAlso9h7YyI/AAAAAAAAATs/96nxrssiQlA/s1600-h/vila+rica+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 165px; height: 108px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAlso9h7YyI/AAAAAAAAATs/96nxrssiQlA/s200/vila+rica+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190799496488641314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa cena me fez pensar no que faz uma pessoa se dar a todo esse trabalho para conseguir dinheiro “fácil”. No caso dela, poderia até ser esclerose ou um “hobby” muito peculiar, mas é um fato: em nossa cultura, somos ensinados a levar vantagem sobre os outros. Para quem se lembra da peça publicitária que trazia o então jogador Gerson falando “&lt;i style=""&gt;Leve vantagem, fume Vila Rica&lt;/i&gt;”, a expressão “&lt;i style=""&gt;lei de Gerson&lt;/i&gt;” tem implicações óbvias e manifestações diárias. O pior, na minha opinião, é a falta de memória (ou de vontade) das pessoas, que acabam aceitando “as coisas como elas são” e não se preocupam mais em questionar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAls9dh7YzI/AAAAAAAAAT0/5sGDnCRFI2Y/s1600-h/vendedor.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 113px; height: 152px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAls9dh7YzI/AAAAAAAAAT0/5sGDnCRFI2Y/s200/vendedor.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190799848675959602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos os dias, o ônibus que eu pego é invadido por, pelo menos, dois ambulantes. Um geralmente vende balas e doces, ou barras de chocolate, enquanto o outro vende objetos para o lar, canetas, enfeites de cabelo e até “novidades e artigos para presente”, como se fosse uma importadora sobre duas pernas. Um deles ainda traz o jargão “&lt;i style=""&gt;Bom dia, senhoras e senhores; desculpem incomodar o silêncio da sua viagem&lt;/i&gt;”; o segundo geralmente nem se preocupa, já vai apresentando a mercadoria “&lt;i style=""&gt;Aí, gente, vai levar capa para Riocard, um real, kit de manicure, um real, caneta com calendário, novidade, um real...&lt;/i&gt;” – no fim das contas, quem é pior, o que se desculpa por antecipação, mas não nos dá a opção de não termos o silêncio da viagem incomodado, ou o que, assumidamente, vai nos incomodar mesmo e por isso nem se preocupa com a nossa opinião? Ou os passageiros, que além de não ligarem, ainda compram os itens oferecidos, como se não houvesse uma loja, padaria ou outro local em que poderiam comprar os mesmos produtos, com muito mais garantias de validade e qualidade? Aí alguém me diz “&lt;i style=""&gt;mas, ali a oferta vem até você, é mais cômodo&lt;/i&gt;” e eu pergunto “&lt;i style=""&gt;você sabe o caminho que a tal ‘&lt;b style=""&gt;oferta’&lt;/b&gt; fez até chegar a você&lt;/i&gt;?” Ou alguém ainda tem dúvidas sobre a procedência daquela mercadoria? Roubos, contrabando, a própria artimanha do lojista para fugir do fisco... E lá estamos nós, pagando por isso e achando “normal”...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAltMNh7Y0I/AAAAAAAAAT8/Me6LevzPBM4/s1600-h/marcello+melo+menino.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 106px; height: 154px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAltMNh7Y0I/AAAAAAAAAT8/Me6LevzPBM4/s200/marcello+melo+menino.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190800102079030082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos os dias, no caminho de ida e volta entre meu prédio e a Uerj, sou abordado por mendigos chorosos, meninos ávidos por uma moeda, malabaristas de sinal de trânsito, lavadores de pára-brisa. Se você não dá o dinheiro, você é o “monstro”, o “anti-social”, o “malvado”, conforme eles fazem questão de demonstrar com suas expressões indignadas e seus pedidos insistentes. Se você perde a paciência e se irrita, você é quem perdeu a razão; eles ainda são cheios de si, exigindo que você “fale direito” com eles, já que eles só estavam ali pedindo, “com todo o respeito”. Como se não fosse uma falta de respeito total, desde o início, eles interromperem o seu caminho, atrapalharem a sua vida, insistirem em seus pedidos vãos e suas ofertas pífias de “serviços” inúteis. Como se boa parte deles nem vá usar o dinheiro e sim entregá-lo a seus "empresários"; como se tantos outros não fossem usar o dinheiro para comprar drogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O bordão clássico já nem é mais usado: “&lt;i style=""&gt;Eu podia estar matando, eu podia estar roubando, eu podia estar &lt;b style=""&gt;estrupando&lt;/b&gt; a Língua Portuguesa...&lt;/i&gt;” – sim, porque, além de usarem gerúndios em mais variações irritantes (só ultrapassadas, até agora, pelo sensacional futuro composto do gerúndio “&lt;i style=""&gt;eu vou estar tentando resolver o seu problema, senhor&lt;/i&gt;”, que usa nada menos do que quatro verbos...), essas pessoas colocam diante do povo uma “alternativa social” absurda e inaceitável como se fosse o “normal”. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAlta9h7Y1I/AAAAAAAAAUE/t-9t7qu4fac/s1600-h/meninos_de_rua.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 124px; height: 157px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAlta9h7Y1I/AAAAAAAAAUE/t-9t7qu4fac/s200/meninos_de_rua.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190800355482100562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Qual é a alternativa à mendicância? A criminalidade, na opinião deles mesmos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trabalho honesto? Nem pensar. E não me venham dizer que falta emprego, que falta oportunidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não falta tanto assim, não. Até o trabalho informal citado acima seria preferível à mendicância, mas não, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pedir é melhor do que roubar&lt;/span&gt;" - e do que trabalhar, também. O pior é que a maior parte da “população de rua” nem é “de rua”, mesmo. Muitos têm lugar pra morar e até oportunidade de trabalhar onde moram, mas ganham mais e gastam menos na rua. Outros simplesmente foram expulsos de comunidades, seja por rivalidade com lideranças locais, seja por pura estratégia de desvio de atenção criada por essas lideranças – pode-se observar que as autoridades fiscalizam menos o tráfico onde há excesso de população de rua para atrapalhar a vida alheia e ocupar seu tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAluNth7Y2I/AAAAAAAAAUM/SK1fdj_G1RQ/s1600-h/csi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 122px; height: 122px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAluNth7Y2I/AAAAAAAAAUM/SK1fdj_G1RQ/s200/csi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190801227360461666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tempo, aliás, muito mal empregado pelas autoridades, diga-se de passagem. Acabamos de passar pelo 110º dia do ano e já foram identificados 53 assassinatos brutais de GLBT no Brasil (&lt;b style=""&gt;cerca de um assassinato a cada dois dias&lt;/b&gt;), fora os não registrados e os outros atos de brutalidade, 99% dos quais sem solução – e mesmo quando há culpados, muitos ficam em liberdade ou cumprem penas mínimas. Enquanto a mídia faz um verdadeiro circo com as controversas medidas tomadas pela polícia e Justiça sobre o caso Isabella, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a população brinca de “CSI”, inúmeros depoimentos desmentem uns aos outros e cada nova notícia vem complicar ainda mais as coisas, o que se faz contra a truculência homofóbica e os crimes que ninguém parece querer desvendar? Por que isso? É porque o assassinato de gay por um pretenso “heterossexual” que quer negar ter tido algum envolvimento amoroso se justifica por “defesa da honra masculina”? Porque extorquir dinheiro do gay idoso e depois matá-lo quando ele não paga mais é “o correto a ser feito”? Porque a travesti vive como a prostituta e nenhum delas merece viver? Porque estuprar a lésbica repetidamente vai “curá-la” de sua sexualidade? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAluadh7Y3I/AAAAAAAAAUU/bUFhspdsG08/s1600-h/Isabella+Nardoni.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 152px; height: 180px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAluadh7Y3I/AAAAAAAAAUU/bUFhspdsG08/s200/Isabella+Nardoni.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190801446403793778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É irônico e cruelmente "engraçado" como, para cuidar de um caso como o da menina assassinada, de repente, surgem laudos periciais ultra-rápidos, depoimentos são tomados com presteza, os promotores e juízes se movimentam, a Justiça afinal parece ter um ritmo acelerado. Quem dos leitores já encarou um processo policial (seja do lado que for) e viu tamanha rapidez na produção de informações, documentos, laudos etc.? Eu mesmo, quando fiz exame de corpo de delito por ter sofrido uma agressão, tive que esperar um mês para ver o mesmo documento que o médico tinha escrito e assinado no dia do exame, só com mais carimbos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas, claro, o que é, na cabeça da população, uma agressão homofóbica, comparada à brutalidade (imaginada, porque nada foi provado ainda) de um pessoas que estrangulam e atiram uma menina pela janela? O que são mais de uma centena de assassinatos brutais de gays, lésbicas e travestis ao longo de um ano, comparados à morte de uma menina de classe média, de “boa família”? O que são todas as mortes provocadas pela invasão de terras, pelos conflitos entre posseiros e indígenas, o que são as mortes causadas direta ou indiretamente pela corrupção, pelo tráfico, pela disputa política, pela demagogia, por erros médicos, pelo desleixo das autoridades? O que são algumas dezenas de vítimas fatais da dengue, outras tantas da tuberculose, além do retorno da sífilis e de outras doenças que já deveriam estar extintas, mas que a falta de cuidado e o descaso estão trazendo de volta?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAluv9h7Y4I/AAAAAAAAAUc/W7VmQtbv_HM/s1600-h/Cartaz%2BParada%2BGay%2Bcontra%2Ba%2BHomofobia.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAluv9h7Y4I/AAAAAAAAAUc/W7VmQtbv_HM/s200/Cartaz%2BParada%2BGay%2Bcontra%2Ba%2BHomofobia.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190801815770981250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se nada disso afeta a mídia, se não se mantém nas primeiras páginas dos jornais por mais de dois dias seguidos, se não mexe com a opinião pública, se não causa comoção nacional, é mais uma coisa “normal” a ser “aceita” em meio a tantas distorções. Quando o caso Isabella passar, rapidamente outro será colocado na primeira página, outro caso que não envolverá uma família de comunidade destruída, um gay idoso assassinado, uma transexual mãe que perde a guarda do filho, nem uma lésbica estuprada. Será mais uma “boa família”, “normal”, que vai ganhar expressão na mídia e tocar os corações da população. E continuaremos tendo idosas usando bengalas de que não precisam, lavadores e malabaristas nos sinais, população de rua invadindo cada vez mais espaços, até que nós mesmos não consigamos mais respirar, sufocados em meio a tanta imundice social “normal”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-3141622971449615985?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/3141622971449615985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=3141622971449615985' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/3141622971449615985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/3141622971449615985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2008/04/idosa-e-bengala.html' title='A Idosa e a Bengala'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/SAlsJ9h7YwI/AAAAAAAAATc/KLYFqMabhbU/s72-c/vovozinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-292881025130583101</id><published>2008-03-26T09:45:00.000-07:00</published><updated>2008-03-26T10:36:31.331-07:00</updated><title type='text'>A Viagem de Perséfone</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As pessoas que me conhecem de longa data – ou mesmo as que não me conhecem muito, mas que têm lido meu blog com regularidade – sabem que eu não sou cristão. Já fui seguidor, não nego, mas como nem batizado eu sou, poderia me dizer totalmente pagão. Poderia, eu digo, porque o termo “pagão” deixou, há muito tempo, de representar a cultura popular e se limita a significar “não cristão” ou, para muitos, “não batizado”. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qEvNtXRdI/AAAAAAAAASM/hsQ8eywyI2k/s1600-h/religioes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 162px; height: 157px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qEvNtXRdI/AAAAAAAAASM/hsQ8eywyI2k/s200/religioes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182100267911824850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E eu não me considero a negação de nada. Por que uma religião ou cultura à qual eu não pertenço deveria servir de ponto de vista para uma definição pessoal minha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para efeito de definição (que coisa da Modernidade...), eu sou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;deísta&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isto é, creio que existe uma consciência cósmica que pode ser chamada “Deus” (que certamente não é a “entidade” adorada pelos católicos, protestantes, neo-pentecostais, judeus e muçulmanos e em nome de quem eles vêm se matando mutuamente há séculos). A divindade em que acredito não exige adoração e não julga ninguém – logo, não condena ninguém por “pecados” e, portanto, não oferece “salvação”.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Universo é seu corpo e El@ é sua consciência e espírito. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qGpdtXRfI/AAAAAAAAASc/Fkj0HHZcJ8Y/s1600-h/Milky_Way_galaxy_sun-redux.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qGpdtXRfI/AAAAAAAAASc/Fkj0HHZcJ8Y/s200/Milky_Way_galaxy_sun-redux.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182102368150832626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E, tal como acontece com muitas funções autônomas do nosso corpo, El@ não precisa interferir com o Plano Material, nem precisa escutar pouco mais de três mil anos (respeitando-se a contagem dos hebreus) de preces e orações de um grupo em particular, que integra uma raça que, há uns 12 mil anos (de História “civilizada”, escrita e/ou pelo menos comprovada), habita de um pequeno planeta de pouco mais de quatro bilhões de anos, na periferia de uma galáxia que tem o triplo dessa idade. Vistas desse ponto de vista, a arrogância e a megalomania de certos grupos religiosos parecem não ter limites, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De qualquer forma, este último feriado foi muito especial, em diversos sentidos. Presenciamos a Lua Cheia do Equinócio – de Outono, para nós, e de Primavera para o Hemisfério Norte. Tivemos uma noite e um dia de tamanho exatamente igual, apesar de pouquíssima gente ter notado. Ainda fiel às tradições ancestrais que eu abracei antes de assumir o Deísmo, aqui estava eu, às 2h19 da madrugada de quinta-feira para sexta-feira, nu, no quarto escuro, de janela aberta, banhando-me no luar sagrado e concentrando-me na prosperidade que desejo para minha vida. A próxima Lua Cheia de Equinócio em março só vai acontecer daqui a exatamente 220 anos. Eu ainda pretendo estar por aqui, mas por via das dúvidas, é melhor aproveitar, não?&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qG69tXRgI/AAAAAAAAASk/gnptj-sztZU/s1600-h/lua+cheia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 174px; height: 174px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qG69tXRgI/AAAAAAAAASk/gnptj-sztZU/s200/lua+cheia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182102668798543362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesses momentos, é difícil não sentir uma conexão íntima com a natureza. Posso ver claramente porque os antigos adoravam a Grande Mãe usando a Lua como seu símbolo. Que imagem, ferramenta ou objeto criado pelo homem pode se comparar à majestade de um corpo celeste? A cruz, com todos os seus significados históricos, semióticos, filosóficos e esotéricos (de encontro de caminhos, símbolo de sofrimento, ponto de partida para novos rumos etc.), não chega – literalmente – aos pés da simplicidade mística de se deixar banhar pela luminosidade branco-prateada em meio a um céu esplendoroso, sentindo o vento leve soprar na sua pele. Um banho preparatório torna a sensação ainda melhor, a umidade se evaporando causa efeitos fantásticos e sensações quase indescritíveis.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qHK9tXRhI/AAAAAAAAASs/5NdMX-uZGYU/s1600-h/persefone_regresso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 122px; height: 169px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qHK9tXRhI/AAAAAAAAASs/5NdMX-uZGYU/s200/persefone_regresso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182102943676450322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Equinócio marca a viagem de Perséfone. No mito, a filha da deusa Demeter (uma das maiores e mais conhecidas faces da Grande Mãe) começou uma conturbada história de amor com Hades, senhor dos mortos, após ter sido raptada por ele e levada para o Tártaro, reino cuja entrada é via de mão única, guardada pelo famoso cão tricéfalo Cérbero (aquele que Hércules traria para fora do Tártaro no seu último trabalho).&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qHVttXRiI/AAAAAAAAAS0/1KvzNgGYGaw/s1600-h/cerbero.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 119px; height: 154px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qHVttXRiI/AAAAAAAAAS0/1KvzNgGYGaw/s200/cerbero.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182103128360044066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Finalmente cedendo ao sentimento – e comendo a fruta proibida do Tártaro, que faz com que aquele que a ingere jamais saia do submundo, mesmo que encontre a saída – ela resolve ficar. Mas Demeter, mãe saudosa, se isola em sofrimento pela sua ausência e, com esse gesto, amaldiçoa o mundo com fome e seca. Finalmente, um acordo é feito e Perséfone passa a transitar entre dois mundos. Quando ela vem visitar a mãe, começa a primavera – após um longo inverno marcado pela escassez de vida, por um sentimento de perda, saudade, um compasso de espera por dias melhores – e, quando volta para seu marido, começa o outono – um período para se colher o que se plantou, prevenindo a fome e a escassez que se seguirão em breve.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os ciclos sazonais, assim como as fases da lua, geraram várias lendas e mitos. No caso da Páscoa, tudo o que os hebreus fizeram foi fortalecer seu próprio mito a partir da lenda do Êxodo, associando a lua cheia do Equinócio de Primavera ao sentimento de libertação da opressão, representada pela suposta escravidão no Egito. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qHldtXRjI/AAAAAAAAAS8/exz2wWFRO8w/s1600-h/mar+vermelho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 123px; height: 140px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qHldtXRjI/AAAAAAAAAS8/exz2wWFRO8w/s200/mar+vermelho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182103398942983730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Páscoa é anterior ao período histórico associado ao Êxodo (em torno de &lt;st1:metricconverter productid="1250 a" st="on"&gt;1250 a&lt;/st1:metricconverter&gt;.C.) e era marcada por abstinência, submissão e sacrifício (como bem mostra a refeição de pão ázimo, ervas amargas e cordeiro – &lt;i style=""&gt;ah, sim, os hebreus sacrificavam animais ao seu deus e muitos judeus ainda o fazem&lt;/i&gt;). Eu nem precisaria lembrar que, na época de Ramsés II, a fronteira do Egito ultrapassava em muito o Mar Vermelho, envolvia a atual Palestina e chegava à Babilônia, o que significa que a lendária travessia não tirou os hebreus do Egito. Some-se isso ao fato comprovado de que já havia hebreus em Canaã antes do suposto Êxodo e, novamente, as pretensões de se aceitar a Bíblia como documento histórico e verdade absoluta caem por terra.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Ato de fé”, alguns insistem em me afirmar que é assim que se chama o ato de se acreditar em uma fábula mentirosa, parcial e preconceituosa, amplamente editada e censurada ao longo de centenas de anos, como verdade e base para um compromisso comportamental complexo e profundo, que alterou os rumos da História em vários momentos e levou, entre outras atrocidades, ao extermínio de milhões de “pagãos”. Eu chamaria por outro nome, mas não foi para isso que eu resolvi escrever esse texto. Após um jejum de mais de 40 dias sem voltar ao blog, não quero marcar meu retorno com um texto que pode soar “intolerante” para com a crença alheia – mesmo que seja uma crença que eu, particularmente, considero uma das mais opressivas e intolerantes que o mundo já conheceu, chegando ao cúmulo de ser intolerante com ela mesma. A Guerra dos Cem Anos, o IRA e a luta sem fim na Palestina que o digam...&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qIPttXRkI/AAAAAAAAATE/CGor3v31CG4/s1600-h/DemeterCeresHarvestFeast-l.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 145px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qIPttXRkI/AAAAAAAAATE/CGor3v31CG4/s200/DemeterCeresHarvestFeast-l.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182104124792456770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bem, como eu dizia, esse foi um Equinócio especial para mim. Como no tradicional Sabbat de Mabon, com direito a muita comida, banho de luar e até sacrifício de virgem. Eu explico, não fiquem alarmados! Ao contrário do que muitos pensam, “sacrificar virgem” não significou, na maior parte das civilizações, enfiar uma faca no coração de um/a jovem. Em geral, o ritual se refere ao sacrifício da virgindade em si, um ponto marcante da vida e que significa enfiar outra coisa em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi algo de mágico, que merece ser registrado. Ainda mais, se tratando de um festival de renovação (no Norte) e de colheita (no Sul). “Virgindade” também pode ser interpretada como “falta de experiências” em determinado setor da vida. Um aprendizado, na prática, é um processo de desvirginamento, especialmente porque é um caminho sem volta – como entrar no Tártaro. Salvo raras exceções, não se desaprende o que se aprendeu; o professor, ou pelo menos o ensinamento em si, deixa sua marca no aluno. Sem sombra de dúvida, foi a melhor luz cheia de Equinócio que eu tive em vários anos.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Também foi um momento de decisões importantes, de tomar novos rumos.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tendo acumulado dois anos de artigos e participação em congressos e encontros, decidi cancelar a publicação do livro com a minha dissertação de mestrado. Ela já precisa ser atualizada e o doutorado, que tratará do mesmo tema, está bem à minha frente. Agora é o momento de esquentar os motores novamente e dar continuidade à pesquisa. E ainda há novos congressos e encontros para participar, novos artigos para escrever.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qJONtXRmI/AAAAAAAAATU/YoWhhJJPRpE/s1600-h/capa_equinox.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 131px; height: 185px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qJONtXRmI/AAAAAAAAATU/YoWhhJJPRpE/s200/capa_equinox.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182105198534280802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após quatro anos tentando emplacar um livro de RPG, não por acaso chamado "Equinox", finalmente eu decidi deixar rolar. O material já está pronto e encaminhado. Se o livro sair, ótimo. Se não sair, os direitos autorais estão garantidos. Quem sabe mais tarde sai um romance, filme e/ou game...&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qENttXRcI/AAAAAAAAASE/8YT6ZUkdb24/s1600-h/azalinrex.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qENttXRcI/AAAAAAAAASE/8YT6ZUkdb24/s200/azalinrex.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182099692386207170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de mais de seis anos jogando em duas campanhas múltiplas de RPG e gastando um tempo enorme preparando fichas de monstros terríveis, personagens exóticos e armadilhas mortais, resolvi dar um tempo. Que pode ser definitivo. Mantenho minha vasta coleção de materiais, livros (impressos e em PDF), propostas de aventuras e cenários. Talvez um dia eu volte, mas agora não tenho tempo nem condições de permanecer jogando e/ou narrando. Sentirei saudades – o RPG foi minha principal atividade lúdica nesse meio tempo, o que me salvou de enlouquecer no fim do mestrado – mas, como diz o lendário Azalin Rex, “&lt;i style=""&gt;mesmo os sonhos mais tenazes devem morrer um dia. O que não impede que eles sejam reanimados mais tarde&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qCK9tXRbI/AAAAAAAAAR8/f39pqYI7oJk/s1600-h/logo-reduzido.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qCK9tXRbI/AAAAAAAAAR8/f39pqYI7oJk/s200/logo-reduzido.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182097446118311346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Além das decisões que decretam o fim de ciclos, existem outras, que representam novos começos. Estamos à beira de um momento histórico para a população GLBT brasileira e eu vejo esse fato com grande esperança, mas confesso que estou muito ressabiado. A I Conferência Nacional de Políticas Públicas para GLBT vai acontecer em Brasília, de &lt;st1:metricconverter productid="6 a" st="on"&gt;6 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 8 de junho, provocando uma corrida, nos Estados, para a realização de Conferências Estaduais, que devem apresentar propostas locais consolidadas e eleger delegações para defender essas propostas. No Rio de Janeiro, a I Conferência Estadual (cuja data ainda está incerta, dependendo de vários fatores) se compõe de nove Pré-Conferências Regionais, organizadas para contemplar a diversidade interna do próprio Movimento, das necessidades específicas das diferentes macro-regiões do Estado e da multidão de ONGs e instituições interessadas &lt;st1:personname productid="em participar. Eu" st="on"&gt;em participar. Eu&lt;/st1:personname&gt; vou participar da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pré-Conferência da Capital, no dia 5 de abril, na Uerj, Pavilhão João Lyra Filho (Maracanã), 1º andar, auditório 11, das 8h às 18h. As inscrições estão abertas até o dia 2 de abril.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por um lado, toda essa movimentação me animou. Quatro anos de ausência do Movimento Homossexual Brasileiro (MHB) tinham me deixado enferrujado, distante e sem saber de mais nada do que estava acontecendo. Agora, tenho dedicado várias horas semanais a reuniões, preparação de documentos, captação de inscrições, divulgação etc. Voltei a me sentir um ativista de verdade, como nos tempos do movimento estudantil. Para quem entrou no Nível Médio com 14 anos e, na primeira semana, já estava, careca e pintado, encabeçando os calouros em uma passeata em defesa do Ensino Público de qualidade, estava fazendo falta essa movimentação.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por outro lado, eu tenho visto as discussões nas listas com apreensão. Acusações mútuas dentro do MHB, esvaziamento do debate, críticas sem oferta de propostas alternativas, um pouco de deboche puro e simples – eu imaginava que haveria dissidências internas, não sabia que o movimento estava tão dividido e tão cheio de intrigas. Realmente, a distância me deixou não apenas enferrujado, mas &lt;i style=""&gt;naïf&lt;/i&gt; também... Mais do que nunca, eu me sinto aquele idealista cheio de vontade e energia, que vê o movimento se fragmentar à sua volta em conflitos internos. Há até aqueles que querem boicotar totalmente a Conferência, por acharem que o Governo não a está conduzindo corretamente e que uma iniciativa independente seria a melhor alternativa.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qB-9tXRaI/AAAAAAAAAR0/KFRliw74OMA/s1600-h/IURD.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 158px; height: 105px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qB-9tXRaI/AAAAAAAAAR0/KFRliw74OMA/s200/IURD.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182097239959881122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez seja. Mas, na minha opinião, podemos – e temos que – lutar em ambas os campos de batalha. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tanto abrindo frentes independentes, que poderão servir de sentinelas e fiscalizadoras, quanto dentro do processo que o Governo nos oferece, com as armas que ele nos deu. Até porque, enquanto nós nos digladiamos mutuamente, nossos opositores se reúnem. É um fato que as bases populares das bancadas conservadoras do Poder Legislativo – em especial a bancada evangélica, da qual eu já falei em outros momentos aqui – se aproveitam da total falta de democracia em seu meio para dirigir a massa de ovelhas.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qAXdtXRYI/AAAAAAAAARk/g6zm6QAx1Pk/s1600-h/David%26Goliath.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 137px; height: 175px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qAXdtXRYI/AAAAAAAAARk/g6zm6QAx1Pk/s200/David%26Goliath.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182095461843420546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para quem incentivou fiéis em diferentes estados a abrirem mais de 50 processos contra jornalistas da &lt;i style=""&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt;, do &lt;i style=""&gt;Extra&lt;/i&gt;, d’&lt;i style=""&gt;O Globo&lt;/i&gt; e d’&lt;i style=""&gt;A Tarde&lt;/i&gt; (BA), que apenas registram o óbvio (que a Igreja Universal usa o dízimo, livre de impostos e controle, a título de “doação”, para fortalecer seus impérios de comunicação e financiar sua campanha política), não custa nada convocar seu “rebanho” para ir à Conferência e, por maioria de votos, não só declarar que o Estado do Rio de Janeiro não deseja ter nenhuma política pública específica para a população GLBT, como eleger uma delegação para defender essa posição na Conferência Nacional. Aliás, custará muito pouco fazer isso em vários estados ao mesmo tempo, efetivamente minando nosso maior momento por dentro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não podemos nos esquecer de que, só no campo da informação, a IURD tem 23 emissoras de TV e 40 de rádio, além de outras 19 empresas registradas em nome de 32 integrantes dela. O Bispo Macedo, ao falar do lançamento da Record News, se referiu à sua peleja contra a Rede Globo como “David contra Golias”. E hoje, quem é Golias? &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qAJdtXRXI/AAAAAAAAARc/Dkrd70iKD0I/s1600-h/david-goliath.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 147px; height: 169px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qAJdtXRXI/AAAAAAAAARc/Dkrd70iKD0I/s200/david-goliath.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182095221325251954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isso, temos que nos preparar e ser vigilantes, atuantes, decididos e unidos. Esse é um momento histórico e temos que agarrar todas as chances que se apresentam. No caso dos jornalistas, os processos têm sido vencidos e/ou arquivados, um a um, por meio de um processo longo e extenuante, mas muito necessário. O que será que tem que acontecer para que o MHB acorde? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao invés de David e Golias, eu prefiro me lembrar da relação de "amizade perfeita" entre &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qBCttXRZI/AAAAAAAAARs/HhrK-32g40Q/s1600-h/David+et+Jonathan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 161px; height: 198px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qBCttXRZI/AAAAAAAAARs/HhrK-32g40Q/s200/David+et+Jonathan.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182096204872762770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;David e Jonathan, que tanto incômodo causa aos ortodoxos...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando eu me vejo sozinho, à noite, cansado após um dia de muito trabalho e me pergunto "por que, com todas as minhas atividades, eu ainda insisto em participar voluntariamente de tudo isso?", eu mesmo me respondo: "Eu estou nisso porque eu quero, porque acho que posso contribuir para nossa emancipação social e nossa igualdade". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enfim, este parece ser um ano de grandes possibilidades, muita luta e o Equinócio veio fortalecer minha determinação em fazer parte de tudo isso. Perséfone me abençoou bastante sob a lua cheia e eu agradeço.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-292881025130583101?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/292881025130583101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=292881025130583101' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/292881025130583101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/292881025130583101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2008/03/viagem-de-persfone.html' title='A Viagem de Perséfone'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R-qEvNtXRdI/AAAAAAAAASM/hsQ8eywyI2k/s72-c/religioes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-4926799578612246924</id><published>2008-01-25T17:41:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T14:28:01.205-08:00</updated><title type='text'>Família, família, cachorro, gato, galinha...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pensem bem antes de responder: &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;o que determina a estrutura de uma família?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qShp0YGiI/AAAAAAAAAQU/qhipyNRkDr0/s1600-h/constituicao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qShp0YGiI/AAAAAAAAAQU/qhipyNRkDr0/s200/constituicao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159597429965199906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Constituição do Brasil, que neste ano completa seu 20º aniversário – e já está mais do que na hora dela passar por mudanças e atualizações – no seu artigo 226, diz que “&lt;i style=""&gt;a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado&lt;/i&gt;”. Ela também diz que o casamento é uma instituição civil, sendo que o casamento religioso – sem especificar qual religião – tem o mesmo valor. Mais adiante, no artigo &lt;st1:metricconverter productid="227, a" st="on"&gt;227, a&lt;/st1:metricconverter&gt; Carta Magna deixa claro que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar os direitos da criança e do adolescente, com máxima prioridade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Diante de tais elementos legais, como entender a decisão do promotor da Infância e da Juventude, Cláudio Santos de Moraes, de São José do Rio Preto (SP), que conseguiu, através do Ministério Público, retirar a guarda provisória de uma criança da transexual Roberta Góes Luiz? Ele alegou, eu seu parecer, que o bebê não pode conviver com um casal “anormal”, sem a presença de pai e mãe. Ao ser instado sobre o óbvio tom preconceituoso de seu parecer, ele se defendeu, dizendo que “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;qualquer coisa que fuja à regra é anormal&lt;/span&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, meditemos sobre isso: a qual “regra” ele se refere? Ao parágrafo 3º do artigo 226, que cita a união estável “&lt;i style=""&gt;entre homem e mulher&lt;/i&gt;” como entidade familiar? Mas essa “regra” apenas reflete um costume heteronormativo que os próprios juristas entendem que está ultrapassado. Até 1988, ainda se questionava se um indivíduo poderia criar sozinho os filhos, fossem eles naturais ou adotivos. A Constituição, logo adiante, acata essa possibilidade, ao declarar que também se entende por “entidade familiar” a “comunidade formada por qualquer um dos pais e seus filhos”. Assim, abriu-se a porta para solteiros, viúvos e divorciados criarem filhos sem a necessidade de constituir casal. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qUdZ0YGjI/AAAAAAAAAQc/_FMM04A0I6I/s1600-h/familia+GLBT+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 138px; height: 159px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qUdZ0YGjI/AAAAAAAAAQc/_FMM04A0I6I/s200/familia+GLBT+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159599555974011442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ora, se não é “regra”, portanto, que as crianças só podem ser criadas por pai e mãe heterossexuais, não há nada “fora da regra” em um casal formado por homossexuais, ou por um homem e uma transexual. Não se pode, portanto, falar em “anormalidade”. Aliás, é importante notar-se que, mais do que qualquer cidadão, um jurista, por força de sua profissão e responsabilidade jurídica e social, precisa saber diferenciar claramente o que é “regra” e o que é “costume”. Só porque famílias heteronormativas constituem a maioria no país, isso não é regra, é só um costume abrangente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se nós formos falar de regras e costumes, o que dizer do Carnaval, que está chegando? Para as igrejas cristãs – em especial as evangélicas, que não observam a quaresma – o Carnaval é um período “abominável e pecaminoso”, quando seus fiéis aproveitam o feriado e se recolhem, se “afastam do mundo” para meditar, orar e comungar com o divino, longe das “tentações da carne”. Esse é o costume deles, que deveria ser seguido, inclusive, pelos membros das bancadas evangélicas do Congresso Nacional, assembléias legislativas e câmaras municipais. Contudo, o Carnaval ainda é uma feriado nacional, determinado no calendário oficial. &lt;b style=""&gt;Essa é a lei, a “regra”&lt;/b&gt;. Eu já vi mercados, lojas e empresas cujos sócios e empregados são de maioria evangélica, abertos em feriados dedicados a santos católicos – desrespeitando, portanto, a “regra” enquanto que até shopping center só abre praça de alimentação e cinemas; mas, no Carnaval – um feriado de origem pagã, cuja celebração quase que invariavelmente leva a excessos de várias ordens, inclusive sexuais – eles fecham, contrariando os próprios costumes. Até porque, diga-se de passagem, segundo a lei eles pagariam horas extras em dobro aos funcionários por um fim de semana inteiro...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qVlZ0YGkI/AAAAAAAAAQk/2Ncn7vY_-_o/s1600-h/Familia+glbt+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 166px; height: 166px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qVlZ0YGkI/AAAAAAAAAQk/2Ncn7vY_-_o/s200/Familia+glbt+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159600792924592706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Voltando ao tema da família, os argumentos do respeitável promotor caem por terra, por várias razões. Roberta se submeteu ao procedimento legal de análise psicossocial (mais de uma vez) e foi aprovada. Ela tem emprego, residência e renda fixos. Mais ainda, tem uma relação estável há seis anos. Não há qualquer razão legal para ela ser considerada inapta para criar uma criança – o que ela começou a fazer com o consentimento da família do bebê, tendo criado vínculos afetivos com ele ao longo de oito meses. Cláudio Santos ainda afirmou que a criança ficará revoltada ao crescer e perceber que não está em uma família “normal”. Ele, obviamente, não apenas desconsiderou os exames legalmente realizados para comprovar a aptidão de Roberta como mãe, como também ignorou o fato de que já existem inúmeros casais homossexuais com filhos, tanto naturais de um dos cônjuges quanto adotivos. Eu me arriscaria a dizer que ele &lt;b style=""&gt;escolheu&lt;/b&gt; ignorar esses fatos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre o fato, a desembargadora Maria Berenice Dias, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, declarou que o Ministério Público carece de legitimidade para propor demanda com o fim de retirar uma criança da família que foi considerada apta à adoção. Muito acertadamente, ela disse que não é legitimo retirar a guarda da mãe sem trazer provas de que a convivência familiar estava lhe acarretando prejuízo. E esse é o ponto principal da questão. Agora, talvez para tentar “resolver” o caso, o promotor está tentando acelerar o processo de adoção da criança por uma família “normal”. Ele já declarou que, se o recurso de Roberta se mantiver “&lt;i style=""&gt;atrapalhando o processo de adoção legítima, a culpa do sofrimento da criança é da transexual e não dele&lt;/i&gt;”. Detecto aí uma tentativa fútil de se “livrar da culpa”? Talvez porque, no fundo, ele percebe que fez bobagem, mas agora acha que não pode voltar atrás?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em um confronto virtual promovido pelo programa “&lt;i style=""&gt;Superpop&lt;/i&gt;” – aquele, apresentado pela Luciana Gimenez – Roberta, seu advogado e uma psicóloga argumentaram contra o posicionamento do promotor, que falou pelo telefone. Sensacionalismo barato à parte, os termos usados pelo jurista são lamentáveis e mostram, claramente, a profundidade do seu preconceito. Em dado momento, o promotor – que sempre se referia à Roberta como um “&lt;i style=""&gt;homem que se fez passar por mãe&lt;/i&gt;” – recebeu a seguinte pergunta da apresentadora: “&lt;i style=""&gt;Mas, e se ela se operar e conseguir obter a mudança de identidade?&lt;/i&gt;” &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qWH50YGlI/AAAAAAAAAQs/wM5UThXfAK8/s1600-h/familia+glbt+3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qWH50YGlI/AAAAAAAAAQs/wM5UThXfAK8/s200/familia+glbt+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159601385630079570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sua resposta foi “&lt;i style=""&gt;Se um homem faz uma cirurgia e se transforma – &lt;b style=""&gt;eu não posso nem chamar isso de mulher&lt;/b&gt; – e se ele consegue, legalmente, mudar de identidade para uma de mulher, aí eu &lt;b style=""&gt;nem tenho como impedir&lt;/b&gt; o processo de adoção&lt;/i&gt;”. Não tem como, mas bem que gostaria e faria de tudo para impedir, não parece claro? E como assim, “&lt;b style=""&gt;isso&lt;/b&gt;”? Trata-se de uma pessoa, não de um objeto! A forma como o promotor desconsiderou não só a identidade sexual de Roberta, como sua identidade como pessoa, é revoltante. Mais ainda, ao ignorar os pareceres favoráveis anteriores e interferir no caso, sem ter sido chamado por ninguém (porque até a família da criança era favorável à adoção), ele demonstra, na minha humilde opinião, uma ânsia por arbitrar no que não lhe compete, sem ter qualquer conhecimento de causa, movido apenas e tão somente pelo desejo de fazer valer sua opinião preconceituosa. Eu, se fosse advogado de uma ONG e/ou instituição dedicada aos direitos da comunidade GLBT, questionaria a capacidade profissional desse jurista para arbitrar sobre esse caso e qualquer outro envolvendo os interesses e direitos de famílias que não se adaptem exatamente ao que ele, em particular, considera ser uma “família” – ou seja, qualquer estrutura que não seja heteronormativa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aqui, nos deparamos com outras questões. Por milênios, a família foi propriedade do pai, ao ponto de todos na casa o chamarem de “Senhor”, inclusive a esposa. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qWj50YGmI/AAAAAAAAAQ0/WyaGTUcYE38/s1600-h/sarcofagos-etruscos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qWj50YGmI/AAAAAAAAAQ0/WyaGTUcYE38/s200/sarcofagos-etruscos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159601866666416738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tanto na Grécia Clássica quanto na Roma pré-cristã, a mulher não tinha cidadania nem direitos. Às vezes não tinha nem um nome próprio: as filhas de Otávio seriam todas “Otávia”, as de Julio seriam todas “Julia”. Os romanos abominavam os seus vizinhos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;etruscos&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a quem consideravam “bárbaros” e cujas mulheres eram “todas prostitutas”, simplesmente porque elas tinham nome próprio e direito à propriedade. Devemos recordar essa lição da História: como em muitos outros momentos, o povo mais civilizado (como os etruscos) foi dizimado pelos verdadeiros bárbaros (os romanos). Como eu já disse e repeti, quem não aprende com a História está fadado a repeti-la...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Cristianismo não ajudou muito nessa área, com sua base cultural carregada de valores judaicos antigos e moralismos bíblicos, nos quais a mulher é inferior ao homem, além de carregar toda a “culpa pelo Pecado Original”. Vários povos “pagãos e primitivos”, nos quais a mulher tinha direitos iguais ou pelo menos próximos dos masculinos, foram dizimados “em nome de Deus”. No Brasil escravista, enquanto o dono da casa e seus filhos “machos” se divertiam sexualmente com escravas (e escravos) à vontade, a mulher livre que fosse pega com um escravo podia ser até emparedada viva. Nós herdamos toda essa carga preconceituosa, que mesmo após o ápice do movimento de liberação feminina (vide meus artigos anteriores), ainda está longe de ser extirpada de nossa cultura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É por essas e outras razões que ferramentas sociais e legais, como a Lei Maria da Penha&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qXFp0YGoI/AAAAAAAAARE/7zDERX2wWxk/s1600-h/familia+glbt+5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 183px; height: 147px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qXFp0YGoI/AAAAAAAAARE/7zDERX2wWxk/s200/familia+glbt+5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159602446487001730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, precisam ser usadas para proteger a mulher contra a violência e os abusos masculinos – que às vezes, infelizmente, são reforçados pela subserviência de mulheres influentes, como a esposa do Pastor Silas Malafaia, que vai à TV exortar a mulher cristã a exercer a plenitude de seu papel de “companheira e auxiliadora do seu marido, que é a cabeça do casal”. Uma mulher que tem &lt;i style=""&gt;mesmo&lt;/i&gt; orgulho de ser coadjuvante... O que eu&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;acho mais engraçado é que o marido dela já até publicou um livro com críticas contundentes ao “poder” que a televisão tem de influenciar os filhos e separar famílias – agora, o programa dele, com afirmações esdrúxulas como essa, não tem efeito nenhum, não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto isso, na Inglaterra, uma recente pesquisa indica que só 32% dos ingleses ainda tem problemas com a homossexualidade, e 42% acham que um casal GLBT não teria condições de criar uma criança de maneira adequada. Nos EUA, um estudo realizado pelo &lt;i style=""&gt;Rockway Institute&lt;/i&gt;, afiliado à &lt;i style=""&gt;California School of Professional Psychology&lt;/i&gt; (CSPP) &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qXWZ0YGpI/AAAAAAAAARM/ANde0l7fO5s/s1600-h/familia+glbt+4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qXWZ0YGpI/AAAAAAAAARM/ANde0l7fO5s/s200/familia+glbt+4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159602734249810578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mostra que casais gays e lésbicos demonstram ser mais atentos a questões-chave do relacionamento como divisão de tarefas de criação de filhos e de flexibilidade entre papéis de pai e mãe. A pesquisa mostra que a relação – em virtude de ser composta por pessoas do mesmo sexo – foge ao estresse provocado pelo estereótipo do papel do pai e da mãe tradicionais, contribuindo para a realização do casal. Casais do mesmo sexo também tendem a dividir mais igualmente as funções do lar e responsabilidades da família do que heterossexuais. A relação do trabalho dos dois também é proporcional. Já nas famílias heterossexuais, mães gastam mais tempo na criação de filhos do que pais, o que acaba provocando um ressentimento da mulher. Os estudos concluem que a liberdade de desafiar papéis tradicionais ajudam gays e lésbicas a terem uma relação de igualdade e, portanto justa, assim como na qualidade de criação dos filhos, em relação a heterossexuais. Ou seja, todo mundo se beneficia quando ninguém é “a cabeça do casal”...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Respondendo à minha própria pergunta, eu tenho por princípio que o Amor, mais do que qualquer estrutura social montada artificialmente, deve ser o eixo principal que une uma família. Nós costumamos dizer que não se escolhe os pais nem os parentes, o que (explicações espíritas à parte) não deixa de ser uma verdade. Mas, se os pais demonstrarem grande amor entre si e pelos filhos, esse deve ser um processo quase “natural” que levará os filhos amarem a seus pais e uns aos outros. Não devem ser o temor, uma estrutura constituída e protegida pela lei, nem um costume reforçado por qualquer religião, as engrenagens fundamentais da família. E, pelos dados do IBGE, as coisas realmente parecem estar mudando por aqui, mesmo que bem devagar: já há 17 mil unidades familiares homossexuais registradas, só nos municípios periféricos. A estimativa é de que haja o dobro disso nos grandes centros. Eu creio que 50 mil famílias formadas por casais gays, lésbicas e transexuais, junto com seus filhos – cerca de 0,05% da população brasileira – já seriam evidência mais do que suficiente para fazer um certo promotor rever seu conceito de “regra”, não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;P.S.: Como vocês devem ter notado, dessa vez em quase não usei imagens diretamente associadas ao texto. Eu preferi respeitar a Roberta (que deve estar passando por problemas sérios e não precisa de exposição adicional) e acho que nem o promotor, nem a Luciana Gimezes, nem os pastores e suas famílias merecem destaque visual. Por isso, preferi ilustrar este artigo com imagens de famílias normais, saudáveis, felizes - e vistas com preconceito de algum tipo, tanto o casal etrusco representado na tampa do seu próprio sarcófago, quanto as famílias GLBT - uma das quais, inclusive, pertence à comunidade de gays e lésbicas mórmons dos EUA. E, para finalizar, eu resolvi colocar uma imagem que homenageia um famoso casal gay do cinema, sofrido e amado por milhões de espectadores. Há poucos dias, um dos atores que compunham esse casal nos deixou; mesmo sendo apenas um papel em uma ficção (ou talvez exatamente por isso), Ennis Del Mar viverá para sempre - e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Heath Ledger&lt;/span&gt; através ele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qY6J0YGqI/AAAAAAAAARU/F9McZ7MpW_Y/s1600-h/Brokeback+Mountain.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qY6J0YGqI/AAAAAAAAARU/F9McZ7MpW_Y/s200/Brokeback+Mountain.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159604447941761698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-4926799578612246924?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/4926799578612246924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=4926799578612246924' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/4926799578612246924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/4926799578612246924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2008/01/famlia-famlia-cachorro-gato-galinha.html' title='Família, família, cachorro, gato, galinha...'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R5qShp0YGiI/AAAAAAAAAQU/qhipyNRkDr0/s72-c/constituicao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-5993274845640433011</id><published>2007-12-30T13:45:00.002-08:00</published><updated>2007-12-31T12:32:06.390-08:00</updated><title type='text'>Coisas que aprendi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sim, eu sei, é um clichezão esperar até o aniversário (e mais ainda, pelo fim do ano) &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3gUGRGQWEI/AAAAAAAAAOk/gDdSUX_UCP0/s1600-h/%21-bolo-40.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3gUGRGQWEI/AAAAAAAAAOk/gDdSUX_UCP0/s200/%21-bolo-40.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149888271799572546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para falar do que se&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; aprendeu no ano, na vida etc. Especialmente quando se trata do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;40º aniversário&lt;/span&gt;. Há algo de místico nesse&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; número, cabalístico, mesmo: “&lt;st1:metricconverter productid="40”" st="on"&gt;40”&lt;/st1:metricconverter&gt; representa sacrifício, adversidade, obstáculos a serem vencidos antes de se chegar à plenitude, de se ter clareza do destino. Na Bíblia – um conjunto de livros, antes de tudo, místicos e cheios de simbolismos – vemos isso: &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3gVQhGQWFI/AAAAAAAAAOs/OMxhu4BGjAY/s1600-h/%21-noah.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3gVQhGQWFI/AAAAAAAAAOs/OMxhu4BGjAY/s200/%21-noah.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149889547404859474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Noé&lt;/span&gt; encara 40 dias e noites de chuva no Dilúvio antes de ver o sol novamente; o povo de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Moisés &lt;/span&gt;vaga 40 anos pelo deserto, enquanto toda uma geração se esvai, antes de começar a sua verdadeira batalha por território em Canaã; e o próprio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jesus &lt;/span&gt;agüenta 40 dias de jejum no deserto, antes de vencer três disputas com o espírito tentador, voltar renovado e pronto para sua missão. Evidências arqueológicas à parte, o ponto aqui não é discutir a veracidade ou não desses momentos como fatos históricos; é o simbolismo dos “&lt;st1:metricconverter productid="40”" st="on"&gt;40”&lt;/st1:metricconverter&gt; que interessa. Até para sair do ambiente bíblico, podemos citar os 40 ladrões que Ali Babá teve de vencer para adquirir e manter sua fortuna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3goahGQWGI/AAAAAAAAAO0/xCydLRtfkH4/s1600-h/patrick_wolf.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 154px; height: 139px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3goahGQWGI/AAAAAAAAAO0/xCydLRtfkH4/s200/patrick_wolf.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149910609924479074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3goyxGQWHI/AAAAAAAAAO8/QTzqjXF7wkc/s1600-h/lobo_pele_cordeiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 171px; height: 117px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3goyxGQWHI/AAAAAAAAAO8/QTzqjXF7wkc/s200/lobo_pele_cordeiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149911026536306802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passados os primeiros 40 anos de vida, diz-se que o ser humano entra na “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;idade do lobo&lt;/span&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Seja o que for que isso queira dizer (&lt;i style=""&gt;eu espero que tenha a ver com a verdadeira lenda de Chapeuzinho Vermelho, na qual o lobo é o caçador, o galante forasteiro que traz a renovação, que conquista, seduz e vence os princípios antiquados e tradicionais representados pela avó&lt;/i&gt;), e levando em consideração que quase ninguém na minha família morre antes dos 80, só me resta esperar para ver o que me reservam os próximos 40, 50, 60+ anos. Mais uma caminhada...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bom, de qualquer forma, resolvi seguir o velho clichê e falar de algumas coisas que aprendi. Nem todas levaram 40 anos para serem aprendidas (algumas só levaram uns minutos); nem eu vou listar “40 coisas que aprendi”; eu não acho que tenha aprendido só uma coisa significativa por ano e seria um martírio para se ler; e eu também não espero que elas se apliquem a todos os que lêem este artigo. Até porque eu sou um defensor ferrenho da diversidade e da individualidade; eu acredito na compreensão (e não na mera assimilação) da diferença como base da verdadeira democracia. Então, é óbvio que algumas das coisas que eu aprendi (talvez até todas) não serão aplicáveis às vidas dos outros. Mas, quem sabe, uma ou outra lição pode “soar um acorde” na memória e na consciência de um ou outro leitor, servir de inspiração e até fazer um bem. Eu sei que as lições realmente importantes devem ser vividas em primeira mão; mas não custa nada dividir um pouco de experiência pessoal...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, aqui vão algumas ‘pérolas de sabedoria do Dudu’:&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3grNxGQWII/AAAAAAAAAPE/jiDbs_of5fc/s1600-h/Murphy-Coat.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 124px; height: 143px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3grNxGQWII/AAAAAAAAAPE/jiDbs_of5fc/s200/Murphy-Coat.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149913689416030338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aprendi que a internet é uma rede inteligente que se diverte em atazanar o juízo de alguns escolhidos. De&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; repente, do nada, ela decide “hoje esse aqui não vai receber nada e não vai mandar nada pra ninguém!” – e voilá, é o que acontece... na verdade, a internet foi criada por aquela família muito conhecida nossa – os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Murphy&lt;/span&gt;!&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que o importante na vida é o caminho que se trilha e como se escolhe trilhá-lo, não o destino, nem a chegada. De que adianta chegar “primeiro”, se você teve que trapacear, sacrificar coisas boas ou deixar de ser você mesmo?&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que tudo em excesso atrapalha a vida. Trabalho demais, lazer demais, sono demais, sexo demais, comida demais, até água demais. É fundamental conhecer o limite, entender onde se deve parar.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Apesar de não ser budista, aprendi que a idéia do “caminho do meio” é muito apropriada, em especial na vida contemporânea. Para quem não sabe: &lt;i style=""&gt;se você deixa a corda do instrumento musical muito frouxa, ele não toca direito; se aperta demais, a corda arrebenta&lt;/i&gt;. É preciso achar o equilíbrio em tudo. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hIRBGQWJI/AAAAAAAAAPM/mqHKTuF8afE/s1600-h/treebuddha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hIRBGQWJI/AAAAAAAAAPM/mqHKTuF8afE/s200/treebuddha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149945631087810706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já viu como um elástico fica quando você estica demais entre os dedos? Quando você o soltar, ele pula para o outro lado e muitas vezes você o perde. Pressionar demais uma pessoa em um sentido geralmente faz esse mesmo efeito. Não pressione os outros e não se deixe pressionar para longe do equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Na vida religiosa, então, equilíbrio é importantíssimo. Eu canso (canso mesmo) de ver pessoas que, por terem sofrido em suas vidas – especialmente por causa de vícios – se entregam tão absolutamente a uma causa religiosa, que passam a viver em função dela e se tornam incapazes de tomar qualquer decisão na vida sem uma consulta ao líder religioso ou ao texto sagrado. Isso não é vida; é apenas a troca de um vício por outro. Religião demais, como todo o resto, é nociva.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hJfxGQWKI/AAAAAAAAAPU/p1ZBjBff2t8/s1600-h/kidney.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 108px; height: 161px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hJfxGQWKI/AAAAAAAAAPU/p1ZBjBff2t8/s200/kidney.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149946984002508962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aprendi a valorizar a enorme importância de uma coisa aparentemente banal: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a capacidade adquirida, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; com tempo e treinamento, de se reter líquido na bexiga mesmo em estado de inconsciência. Não ria! Se você acha “natural” segurar a bexiga enquanto dorme, lembre-se de que todo bebê molha a fralda e toda criança molha a cama até aprender a segurar, primeiro conscientemente e depois de forma automática, sua bexiga. E a incontinência urinária é uma realidade triste para muitas pessoas, idosas ou não. Se você não acredita, experimente, como eu fiz, expelir um cálculo renal do tamanho de um grão de arroz pela urina! Depois de dias de hemorragia e meses tomando remédios para recompor a rede vascular peniana (lembrando que o pênis é, basicamente, uma esponja de sangue em volta de um canal), você também valorizará a capacidade de reter a urina. Não se deixe surpreender pelos rins! Faça exames! Beba muito líquido!&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hKtRGQWLI/AAAAAAAAAPc/F0so3r1Kh20/s1600-h/duckwalk-1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 160px; height: 169px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hKtRGQWLI/AAAAAAAAAPc/F0so3r1Kh20/s200/duckwalk-1.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149948315442370738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aprendi que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nem todo mundo que anda como um pato é um pato&lt;/span&gt; (piada interna)&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que Forrest Gump estava certo: &lt;i style=""&gt;a vida é como uma caixa de bombons. A gente nunca sabe o que vai encontrar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que Confúcio também estava certo: &lt;i style=""&gt;a comida já deve vir cortada para a mesa&lt;/i&gt;. Sim, ele escreveu isso em um tempo em que parentes matavam uns aos outros à mesa de jantar e a presença de facas só piorava as coisas. Mas, mesmo assim, é uma chatice ter que cortar carne e legumes enquanto se come, ainda mais em um prato cheio como esses dos restaurantes “povão”. Eu detesto...&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi a cortar carne e legumes em quantidade par. Não, eu não conto quantos pedaços eu cortei, só vou contando de dois em dois e assim sei que é par. Por quê? Para dar a chance aos dois lados da boca de mastigar igualmente, o mesmo número de vezes, sem ter que usar a língua para passar a comida de um lado para o outro (o que, aliás, muita gente considera nojento). Bobagem? Talvez, mas eu não precisei de tratamento dentário (além da limpeza anual, claro) por quase 20 anos...&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Falando em tratamento dentário: aprendi que o importante não é a quantidade de pasta de dentes e sim a forma como se escova. Não sigam aqueles comerciais em que se vê mais pasta do que escova. Antes de tudo, o fio dental deve ser usado antes, para soltar o que estiver entre os dentes. Deve-se colocar uma quantidade mínima de pasta e, sem molhar a escova, começar o trabalho. O movimento deve ser sempre da raiz para a ponta, como se a escova fosse uma vassoura ou um pente. Uma boa escovação leva de cinco até 10 minutos. Uma enxaguada é suficiente. Depois, sempre usem um produto asséptico para enxaguar a boca e, após cuspir, não lavem a boca de novo, nem bebam água (é gostoso, eu sei, mas é importante deixar os restos do produto se assentarem na boca). Essas foram recomendações de três dentistas diferentes, então devem fazer algum sentido.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;[dica sexual: se você não faz sexo anal, não precisa ler essa dica - se quiser lê-la, passe o mouse sobre o texto]&lt;/b&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;Da boca direto para o ânus: aprendi que quem pratica sexo anal não precisa necessariamente fazer a famosa limpeza interna conhecida popularmente como “chuca”. Só profissionais do sexo (que precisam transar muitas vezes por dia) e artistas de filmes pornográficos precisam fazer isso com regularidade (porque a câmera vai focalizá-los de perto e eles vão ficar atuando horas a fio). Limpeza em excesso é como tudo mais em excesso: complica – nesse caso, pode enfraquecer o esfíncter e causar infecções posteriores. Basta ter cuidado com o que come antes do sexo e fazer a limpeza geral que já se faz ao se tomar banho (você limpa lá quando toma banho, não?). Afinal, a língua só vai até determinada profundidade (que já é coberta pela limpeza normal) e, para o pênis, é fundamental o uso de camisinha&lt;/span&gt; &lt;b style=""&gt;[fim da dica sexual]&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hM3RGQWMI/AAAAAAAAAPk/Qq7qBmzdMZ8/s1600-h/camisinha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hM3RGQWMI/AAAAAAAAAPk/Qq7qBmzdMZ8/s200/camisinha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149950686264318146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que a camisinha é mesmo uma peça fundamental no sexo, galera! Ela não é só para impedir a gravidez e a AIDS. Existem inúmeras DST que podem ser evitadas pelo uso do preservativo – &lt;i style=""&gt;sempre com o lubrificante apropriado, à base de água e não de óleo mineral, que corrói o látex&lt;/i&gt;. Eu mesmo tive uma experiência terrível na adolescência, da “camisinha que estoura com o lubrificante errado”. Apesar de ter parado tudo na hora, só aquele breve contato foi suficiente. Poucos dias depois, eu pensei que estava com blenorragia (gonorréia) – uma infecção desagradabilíssima, que provoca secreções amarelo-esverdeadas e ardência ao urinar (no caso do pênis; um conhecido meu teve essa infecção... na garganta – ugh!). O exame comprovou que não era a famigerada; tratava-se de uma bactéria comum da flora retal, que no interior do pênis se torna uma colônia nociva. Um caso típico de mudança de ecossistema&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;com&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;efeitos catastróficos (como levar gatos para a Austrália). Portanto, todo cuidado é pouco!&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que preservativo com aroma é ótimo para sexo oral, mas nem tanto para sexo anal (ele é fino e  arrebenta relativamente fácil). Use cada preservativo para a função que lhe cabe.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que a desinformação é uma das doenças mais contagiosas que existem. Ela se transmite através da ignorância, de dogmas e preconceitos, de estatutos de “moral” e “ética” desatualizados em relação às mudanças sociais, de pretensões políticas, de disputas internas e externas entre grupos, tribos, ideologias, religiões, ONGs, partidos e até governos. O famoso “militante sem facção” &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carlos Tufvesson&lt;/span&gt; escreveu um artigo ótimo sobre isso na sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pensata &lt;/span&gt;no Mix Brasil: &lt;a href="http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/31_169_64328.shtml"&gt;http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/31_169_64328.shtml&lt;/a&gt; – e cada vez mais eu acho que quero me manter um “militante sem grupo” como ele...&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que, em nome de uma bandeira e uma ideologia, muitas vezes nos mantemos ignorantes às possibilidades. Ainda vemos tudo em preto-e-branco, sem possibilidades de cinza. Eu, por exemplo, critico veementemente a disposição religiosa – especialmente a cristã – para impedir que preservativos sejam usados, que anticoncepcionais sejam distribuídos, que pesquisas importantes no campo da Genética e da Medicina de um modo geral sejam realizadas. Mas, por outro lado, reconheço que as igrejas, muitas vezes, assumiram para si encargos sociais que os governos e outras instituições não quiseram assumir. Também reconheço a necessidade, de muitos de nós, de se agarrar a alguma coisa, de crer em algo, de ter esperança – e as religiões preenchem esse espaço. Não que as religiões orientais – que não pregam uma “salvação” vindoura, mas antes um aperfeiçoamento interior – não me atraiam muito mais e pareçam muito mais lógicas; mas depois de séculos de história a seu favor, eu entendo que será muito difícil “destronar” as igrejas. É, portanto, preciso haver um trabalho de conscientização e uma tentativa de chegar a um acordo social geral em prol de um bem maior. Sim, eu sei que a idéia de “Bem Maior” que eles têm envolve basicamente a “aceitação de Cristo como seu Salvador”, mas, quem sabe, um dia eles acordam...&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hOJhGQWNI/AAAAAAAAAPs/H23KvUE9Mdk/s1600-h/wyn-sorriso.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hOJhGQWNI/AAAAAAAAAPs/H23KvUE9Mdk/s200/wyn-sorriso.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149952099308558546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aprendi que não é só uma imagem que vale mil palavras; um sorriso também...&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que a praia seria ótima, não fosse o mar, o sal, o sol e a areia. Não podia ser marmorizada, com ar-condicionado, vidro com insulfilm e água devidamente tratada? Não é nem por mim, é por vários amigos meus hehehe&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que, de vez em quando, é preciso gritar. Explodir, mesmo. E depois de cinco minutos, voltar à programação normal. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desde que os outros saibam que a programação é normal&lt;/span&gt;; se alguém tentar trazer o problema de volta à pauta, não terá adiantado muito a explosão. Explodiu? OK, parte pra outra!&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que nem tudo precisa – nem deve – ser “perdoado e esquecido”. Algumas vezes é importante saber claramente quais foram os erros cometidos, para se ter certeza de que eles não serão repetidos. Não se trata de guardar rancor; trata-se de aprendizado e evolução. O que mais se vê por aí é gente que não aprendeu com os erros fazendo tudo de novo; é a história se repetindo por causa de alguns que se recusam a guardar “lembranças ruins”. &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ainda nesse assunto, aprendi que algumas pessoas simplesmente não se emendam; se elas são más por natureza, se gostam do que fazem ou se são loucas, não me cabe julgar – o fato é que algumas pessoas merecem perder a liberdade, todos os direitos e até a vida, em vista de tudo o que fizeram. Acreditar que elas se arrependerão depois de terem passado a vida inteira coletando fortunas, matando, estuprando, vendendo e comprando vidas é pueril. Nem todo mundo é cristão, budista ou de qualquer outra religião que se prima pela fé em que todos têm uma bondade fundamental que pode ser acessada. Algumas pessoas simplesmente não têm tal bondade. Aceite isso. Eu aceitei e não me sinto nem um pouco mal com isso.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify; text-indent: -1cm;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aprendi que, de resto, devemos viver nossas vidas plena e intensamente – não como se cada dia fosse o último, porque senão não há planejamento que agüente, mas permitindo-nos entrar em contato com nossas emoções, nossos limites e nossas conquistas – lembrando que todas as coisas são interligadas de alguma forma. Sim, a borboleta bate asas em Nova York e chove &lt;st1:personname productid="em Tókio. Ou" st="on"&gt;em Tókio. Ou&lt;/st1:personname&gt; você nunca teve uma série de coincidências irônicas e kármicas (às vezes trágicas, às vezes muito divertidas) na sua vida? Não? Uau, que vida sem sal que você deve ter vivido até agora... mas, não se preocupe, você ainda tem tempo! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Viva sua vida! VIVA!&lt;/span&gt; E conte-nos o que você aprendeu! Porque a vida é um constante aprendizado, todos ensinamos, todos aprendemos. Temos um oceano de possibilidades bem à nossa frente, então pare de ficar só admirando as conchinhas! Feliz “para o resto de sua vida”! Feliz Ano Novo!&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 65.85pt; text-align: justify; text-indent: -37.5pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hPRRGQWOI/AAAAAAAAAP0/sqlfglnXf4E/s1600-h/amanhecer+oceano.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 153px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3hPRRGQWOI/AAAAAAAAAP0/sqlfglnXf4E/s200/amanhecer+oceano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149953331964172514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-5993274845640433011?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/5993274845640433011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=5993274845640433011' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/5993274845640433011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/5993274845640433011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/12/sim-eu-sei-um-clichezo-esperar-at-o.html' title='Coisas que aprendi'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R3gUGRGQWEI/AAAAAAAAAOk/gDdSUX_UCP0/s72-c/%21-bolo-40.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-2962909358250624643</id><published>2007-12-09T06:16:00.000-08:00</published><updated>2007-12-09T07:11:28.484-08:00</updated><title type='text'>Fundamental é mesmo o Amor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Faltando cerca de uma semana para o evento mais esperado do ano (para mim, pelo menos), eu ia deixar para só postar neste blog após o mesmo, de preferência com fotos – pessoal, levem câmeras para registrar, porque o aniversariante não tem! – e já inaugurando uma nova fase da minha vida. Entretanto, dados os fatos tristes ocorridos nessas últimas semanas, eu me vi compelido a citá-los agora, até para separá-los do momento de comemoração que vem por aí.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há duas semanas, eu vi mais uma daquelas discussões intermináveis sobre a tal “liberdade de expressão” daqueles que insistem em dizer que falar mal da homossexualidade (ou pior, do “homossexualismo” que eles insistem em citar, ignorando solenemente que o termo já caiu em desuso) não seria homofobia, seria apenas a manifestação de uma opinião. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1v9kOwnDHI/AAAAAAAAANM/KPy5dJS6WSg/s1600-h/argello.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 154px; height: 117px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1v9kOwnDHI/AAAAAAAAANM/KPy5dJS6WSg/s200/argello.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141982198452653170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na semana passada, o senador &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gim Argello &lt;/span&gt;(PTB-DF; o suplente que dedurou Joaquim Roriz para a revista "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;", tomou o lugar dele e foi questionado, no dia de sua posse, por desvio de dinheiro público, grilagem e propinas) fez requerimento para que o PLC 122/2006 (projeto de lei que criminaliza a homofobia, tornando-a equivalente ao racismo) seja transferido da Comissão de Direitos Humanos para a de Ação Social, obviamente para descaracterizá-lo e enfraquecê-lo. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1v9sewnDII/AAAAAAAAANU/zmPZljZL1XM/s1600-h/%21+Crivella.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 101px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1v9sewnDII/AAAAAAAAANU/zmPZljZL1XM/s200/%21+Crivella.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141982340186573954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outros políticos, como o Bispo-Senador &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crivella&lt;/span&gt;, chegam a afirmar que “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é direito de um pai cristão ensinar aos seus filhos que um homem se deitar com outro homem é uma abominação&lt;/span&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu, particularmente, acho que não é direito dele, não, a partir do momento que suas idéias, além de equivocadas, abrem ampla margem para interpretações literais que podem ocasionar ações violentas de repressão – como, aliás, tem sido o sistema desde sempre. Seria direito dele, então, ensinar aos filhos que os judeus “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;traíram Cristo e estão banidos da Salvação a menos que se convertam&lt;/span&gt;”? Pois foi isso que se ensinou aos cristãos pos séculos – e muitos ainda crêem nisso, o que amenizou, em muitos locais, a percepção do quanto os judeus sofreram ao longo da História, especialmente o Holocausto. Mas, infelizmente, não é possível impedir que as pessoas tenham idéias equivocadas e as transmitam. O que se pode impedir é que tais idéias frutifiquem em ações equivocadas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só quero ver o que dirá o excelentíssimo senhor senador, quando o filho do tal pai cristão encontrar um colega de escola gay, ou um colega de escola filho de um casal de homossexuais e, resolvendo tomar a si o “direito de expressar com veemência a sua opinião”, juntar um grupo de colegas igualmente “ensinados nos princípios do Cristianismo” e bater no tal colega (seja ele mesmo “abominável” ou filho de um casal de “abominações”) até “expulsar a abominação que existe dentro dele”. Como não vai aparecer nenhum espírito para saltar em uma vara de porcos – e provavelmente nem haverá uma vara de porcos por perto – eles vão acabar batendo no colega até a morte. Aí, quem será responsabilizado perante a justiça dos homens e da sociedade? Os filhos dos pais cristãos, que são menores de idade e terão sobre si a proteção de leis e instrumentos especiais de julgamento? Os pais cristãos, que exclamarão que nunca incentivaram seus filhos à violência e ainda tentarão fazer da vítima o culpado? &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1v-fewnDJI/AAAAAAAAANc/3Z1G6LmV3fw/s1600-h/Homofobia+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 133px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1v-fewnDJI/AAAAAAAAANc/3Z1G6LmV3fw/s200/Homofobia+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141983216359902354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou o senador, que certamente dirá que sequer conhece os perpetradores do crime e que, como bom cristão, jamais apoiaria uma conduta violenta? Até que a Justiça decida o que fazer, só quem terá sofrido será o morto, seus parentes, entes queridos e amigos. E a pena, por maior que seja, nunca trará de volta a vítima – e eu tenho dúvidas, com o nosso sistema legal e carcerário, se ela servirá como forma de correção eficaz para quem for preso, se é que alguém será preso, no final do processo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Infelizmente, o quadro acima não é um exagero, nem é fantasia. As estatísticas e as notícias de jornal provam que ele é uma fria e dura realidade. No Brasil, a cada três dias em média, um homossexual é assassinado, em geral com tortura, violência e requintes de crueldade. São mais de 120 crimes hediondos por ano, motivados pela homofobia e, dos quais, nem a metade é solucionada. Mesmo aqueles em que se tem certeza da identidade do criminoso, muitas vezes ele escapa da justa punição, por força de investigações malfeitas, descaso de autoridades, influência política e a mais básica das razões: a homofobia, velada ou não, de investigadores, promotores e até juízes, que não acham que valha a pena “gastar papel e perder tempo” com o assassinato de alguém que, para eles, é um cidadão de segunda classe, ou nem mesmo é um cidadão, portanto não tem direito algum.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1v-0ewnDKI/AAAAAAAAANk/9VD6EzPdJCQ/s1600-h/agressao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 142px; height: 190px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1v-0ewnDKI/AAAAAAAAANk/9VD6EzPdJCQ/s200/agressao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141983577137155234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na madrugada do dia 30 de novembro, o estudante de 19 anos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ferruccio Silvestro &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;teve o rosto desfigurado por três agressores, na Praça Leoni Ramos, &lt;st1:personname productid="em S￣o Domingos" st="on"&gt;em São Domingos&lt;/st1:personname&gt;, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, depois de sair de uma boate GLS com um grupo de amigos. O caso ganhou tal notoriedade que conseguiu ocupar as primeiras páginas de alguns jornais – ao contrário do evento ecumênico pelo Dia Mundial de Combate à AIDS, realizado no Cristo Redentor com a presença de várias autoridades, mas que foi eclipsado pela dúvida atroz “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Joel fica no Flamengo ou não?&lt;/span&gt;” e pela memorável queda do Corinthians para a 2ª divisão. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wBluwnDMI/AAAAAAAAAN0/vAP_bFJe-gA/s1600-h/cristo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 113px; height: 76px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wBluwnDMI/AAAAAAAAAN0/vAP_bFJe-gA/s200/cristo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141986622268968130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pois é, a mídia acompanha o que acredita serem as prioridades do seu público leitor – futebol em primeiro lugar, seguido de violência (com imagens para marcar a primeira página), escândalos de corrupção (geralmente empatados com escândalos do meio artístico) e finalmente as notícias de real interesse público. Como ninguém morreu no Cristo Redentor, até a discussão sobre se a distribuição de preservativos insultaria ou não as autoridades religiosas presentes caiu para o terceiro plano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E, para alívio geral, ninguém morreu também no incidente do dia 30 – dessa vez, a violência não chegou ao nível mais elevado, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;só porque eles acharam que o tinham matado e o deixaram de lado&lt;/span&gt;. Porém, eu confesso que estou morbidamente curioso com os desdobramentos desse fato triste. Aqui vão algumas dúvidas para meus poucos leitores:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Será que as autoridades vão capturar algum dos agressores? E, fazendo isso, será que ele será liberado para aguardar julgamento em liberdade, como acontece com réu primário sem antecedentes? Ou será que a pressão da mídia e das ONGs falará mais alto e o colocará sob custódia judicial para impedir que ele fuja (como acontece com réu primário sem antecedentes)?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Será que o jovem Ferruccio vai ganhar lugar de destaque no primeiro carro da próxima Parada? Quem vai capitalizar a imagem dele?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Será que, ao se vasculhar os pertences de qualquer um dos suspeitos, serão descobertos livros de RPG e/ou Wicca – que são os favoritos da mídia para “determinar influências” e desviar a responsabilidade dos pais, escola etc. sobre a má educação dos adolescentes? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Ou será que vamos encontrar uma suástica e uma cópia de “&lt;i style=""&gt;Mein Kampf&lt;/i&gt;” – confirmando a hipótese muito popular de que “se trata de um grupo neonazista”? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wB6-wnDNI/AAAAAAAAAN8/Zae8GVLTyDY/s1600-h/potter+bispo+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 104px; height: 139px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wB6-wnDNI/AAAAAAAAAN8/Zae8GVLTyDY/s200/potter+bispo+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141986987341188306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Ou será que vamos encontrar um exemplar de “&lt;i style=""&gt;O Bispo&lt;/i&gt;”, ou de uma “&lt;i style=""&gt;Bíblia de Estudos para a Família&lt;/i&gt;”, publicações líderes em vendas entre os fiéis seguidores de Macedo e Malafaia, respectivamente? &lt;b style=""&gt;Aliás, um parêntesis&lt;/b&gt;: observem as livrarias e vejam que fato curioso – “&lt;i style=""&gt;O Bispo&lt;/i&gt;” tem sido colocado junto com os livros de “&lt;i style=""&gt;Harry Potter&lt;/i&gt;”! Agradeço ao Sandro pela observação acurada, eu também venho percebendo isso! Por que será? Mistério...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Se for verdadeiro esse último caso, como será que a mídia vai tratar do assunto? Vai ignorar, ao contrário do que faria se outras “influências” fossem determinadas na vida desses adolescentes? Ou vai comprar a briga em favor do PLC 122/2006? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Falando em liberdade de expressão, não podemos nos esquecer dos outros eventos tristes que pipocaram na imprensa: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wCLOwnDOI/AAAAAAAAAOE/JSEYo0s6b6Q/s1600-h/rogeria_seminua.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 82px; height: 147px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wCLOwnDOI/AAAAAAAAAOE/JSEYo0s6b6Q/s200/rogeria_seminua.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141987266514062562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- A exposição de fotos que foi cancelada em Brasília por conta da “genitália exposta” de Rogéria (alguém podia informar aos digníssimos deputados que Rogéria não operou e que, portanto, a genitália dela não estava exposta na foto?)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- No evento de lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Comunidade Gay na Assembléia de São Paulo, a presença de um ator transformista em trajes menores causou polêmica. Não vou discutir agora o valor político da apresentação – até porque o ator se declarou não militante – nem vou entrar no mérito da questão se o transformismo é ou não parte da “cultura GLBT”, mas concordo com aqueles que argumentam que, se fossem aborígenes visitando o local em seus trajes típicos, a nudez deles não seria considerada ofensiva, seria cultural. Só para lembrar: até a década de 1970, neste país, ainda se registrava nudez total (para os nossos padrões) em vários grupos indígenas - o que não impediu que até presidentes os recebessem para jantar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wCVewnDPI/AAAAAAAAAOM/OWL5mKBggak/s1600-h/jane_rule.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 94px; height: 126px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wCVewnDPI/AAAAAAAAAOM/OWL5mKBggak/s200/jane_rule.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141987442607721714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- A escritora Jane Rule, pioneira da literatura lésbica, morreu aos 76 anos por complicações devido a um câncer no fígado.  Seus livros marcaram uma geração, desde a década de 70, quando chocou os EUA com "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lesbian Issues&lt;/span&gt;". Ela abriu caminho para a liberdade de expressão da diversidade sexual e merece um lugar especial na História.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por essas e outras, para aqueles que insistem em defender a “liberdade de expressão religiosa”, em especial os que se dizem “bons cristãos”, como o Bispo-Senador, eu encaminho essa mensagem: vistam a carapuça que nós lhes passamos (mesmo que em forma de protesto e com sentido pejorativo) e sejam, realmente, &lt;i style=""&gt;fundamentalistas&lt;/i&gt;! Retornem imediatamente, não às bases fundamentais da sociedade judaica que escreveu o tão citado texto do Levítico supostamente abominando a homossexualidade, em meio à luta dos filhos de Israel para se estabelecerem em Canaã (e que, para sobreviver, precisava ser uma sociedade agressiva, intransigente, isolacionista e sectária), mas sim às &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bases fundamentais do Cristianismo&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wDDuwnDQI/AAAAAAAAAOU/p8hDgDhKHDY/s1600-h/David+Jonathan.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 152px; height: 124px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wDDuwnDQI/AAAAAAAAAOU/p8hDgDhKHDY/s200/David+Jonathan.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141988237176671490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No Cristianismo, como diz a canção, “&lt;b style=""&gt;fundamental é mesmo o Amor&lt;/b&gt;”. É não apenas um anacronismo, mas uma total incoerência, que membros e líderes de uma religião que prega que “Deus é Amor” e que “Jesus é Amor” continuem se apegando às leis arcaicas e ultrapassadas do Antigo Testamento, de base obviamente política, mundana e historicamente isolada, para justificar seu próprio preconceito e sua incapacidade de aceitar e amar ao próximo como a si mesmos. Dizer que “&lt;i style=""&gt;não se é contra os homossexuais, mas sim contra a homossexualidade&lt;/i&gt;” é um eufemismo mal feito: não se pode caracterizar a ação sem se caracterizar seus atores – como pode um homossexual ser homossexual sem ser homossexual? Deixem David amar Jonathas!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wDvOwnDRI/AAAAAAAAAOc/ekwfkoBZQoE/s1600-h/crab+monster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 159px; height: 117px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1wDvOwnDRI/AAAAAAAAAOc/ekwfkoBZQoE/s200/crab+monster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141988984500981010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No fim das contas, eu espero que uma das duas coisas aconteça: ou que vocês finalmente entendam que a base fundamental dos princípios do seu Deus de Amor nada tem a ver com a doutrina do “Senhor dos Exércitos” do Antigo Testamento, ou que passem a fazer campanha contra o consumo de crustáceos e frutos do mar, que a Bíblia considera um pecado mortal. Eu, particularmente, tenho pavor a caranguejo, não suporto caviar e posso viver muito bem sem comer mexilhões; quem sabe nessa campanha eu não ofereço apoio a vocês? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-2962909358250624643?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/2962909358250624643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=2962909358250624643' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/2962909358250624643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/2962909358250624643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/12/fundamental-mesmo-o-amor.html' title='Fundamental é mesmo o Amor'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/R1v9kOwnDHI/AAAAAAAAANM/KPy5dJS6WSg/s72-c/argello.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-4002687855159811678</id><published>2007-11-17T05:02:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T06:09:43.299-08:00</updated><title type='text'>Orgulho, Consciência e Preconceito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7t3tCZ7PI/AAAAAAAAALE/pkstXGuRtoU/s1600-h/zumbi+dos+palmares.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 92px; height: 115px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7t3tCZ7PI/AAAAAAAAALE/pkstXGuRtoU/s200/zumbi+dos+palmares.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133802166487215346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No dia 20 de novembro, celebramos o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dia da Consciência Negra&lt;/span&gt; (ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dia de Zumbi&lt;/span&gt;) e eu achei por bem falar um pouco sobre o tema. Afinal, o movimento GLBT está centrado, neste momento, na aprovação do PLC 122/2006, que iguala a homofobia ao racismo, para que ofensas e práticas violentas contra pessoas homossexuais, bissexuais e transgênero sejam tratadas como atos de preconceito étnico-racial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E, apesar do que alegam alguns pseudo-cristãos, que escondem sua intolerância atrás de interpretações duvidosas da Bíblia, o PLC 122/2006 não fala da “&lt;i style=""&gt;liberação total e absoluta da orgia gay nas ruas da cidade&lt;/i&gt;”, nem da “&lt;i style=""&gt;liberdade de gays terem encontros românticos em igrejas e templos, em total desrespeito ao local onde se encontram, sem medo de repreensão por parte de sacerdotes e fiéis&lt;/i&gt;”. O projeto de lei fala de respeito, de igualdade, de integridade e de um resgate histórico de direitos – os mesmos princípios que regem a luta das feministas e dos afro-descendentes ao longo da História.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para comprovar a veracidade dessa afirmação, basta fazer um exercício simples de deslocamento. É bem fácil, a menos que os leitores sejam adeptos da matemática da turma do Chaves – eu estou falando do personagem da TV, não do venezuelano malcriado que conseguiu tirar até o Rei da Espanha do sério, apesar de o excelentíssimo presidente da Venezuela mostrar a toda hora que também é um palhaço com mentalidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; infantil que adora aparecer na TV.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7um9CZ7RI/AAAAAAAAALU/2eCkO0DK-lE/s1600-h/solano+lopez.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 118px; height: 138px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7um9CZ7RI/AAAAAAAAALU/2eCkO0DK-lE/s200/solano+lopez.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133802978236034322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aliás, um parêntese: será que o Lula não vê que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Huguinho”&lt;/span&gt;, que ele defende como um “irmão e aliado”, tomaria as reservas de petróleo e gás do país do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Luizinho” &lt;/span&gt;na primeira chance? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O cara fala e age como se seguisse os passos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Solano López&lt;/span&gt; – o ditador paraguaio que resolveu declarar guerra aos seus vizinhos, encarando sozinho Argentina, Brasil e Uruguai. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7u3dCZ7SI/AAAAAAAAALc/KxweXPqHMes/s1600-h/Lula_Hugo_Chavez_Venezuela_01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 137px; height: 102px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7u3dCZ7SI/AAAAAAAAALc/KxweXPqHMes/s200/Lula_Hugo_Chavez_Venezuela_01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133803261703875874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É só dar uma abertura que o Chávez &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mostrará a que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; veio – e, para variar, nosso querido presidente não vê nada e de nada sabe... Ou será que o Lula está oferecendo apoio a um terceiro mandato para Chávez, na esperança de que seu próprio terceiro mandato esteja garantido? Será que o Brasil resistirá a mais quatro anos de assistencialismo barato e populista, da institucionalização da esmola, do aumento do tráfico de drogas e armas em escala nacional e do crescimento desenfreado do trabalho informal?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7vJNCZ7TI/AAAAAAAAALk/YRNXFr1Rne0/s1600-h/girafales.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 95px; height: 95px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7vJNCZ7TI/AAAAAAAAALk/YRNXFr1Rne0/s200/girafales.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133803566646553906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bom, mas não é para criticar o nosso governo que eu estou aqui hoje. Voltando ao assunto: lembram-se daquele quadro clássico da escola do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Professor Girafales&lt;/span&gt;, em que os “brilhantes” alunos conseguem fazer contas com laranjas, mas não maçãs? Eu espero que meus leitores consigam fazer melhor do que isso. Vamos tirar a diversidade sexual do centro das atenções e pensar juntos em algo que já está garantido &lt;st1:personname productid="em lei. Aproveitando" st="on"&gt;em lei. Aproveitando&lt;/st1:personname&gt; a Semana da Consciência Negra, vamos pensar em diversidade étnico-racial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vocês sabiam que, até 1954 e o presidente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dwight “Ike” Eisenhower&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7vYtCZ7UI/AAAAAAAAALs/rjgLia1aDLY/s1600-h/dwight-eisenhower-picture.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 118px; height: 132px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7vYtCZ7UI/AAAAAAAAALs/rjgLia1aDLY/s200/dwight-eisenhower-picture.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133803832934526274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nos EUA (nação que se orgulha de sua&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; democracia e respeito à diversidade, mas que ainda não resolveu completamente a questão do casamento homossexual), os “negros” e “brancos” (que sabemos não serem “racialmente puros” na imensa maioria dos casos) nem podiam estudar juntos na mesma escola? E os negros nem votavam! Aqui, apesar de não haver tal sectarismo explícito, as próprias condições sociais e financeiras impediam que muitos afro-descendentes freqüentassem as melhores escolas. Eu me lembro de que, na década de 80, no CEFET-RJ, entre alguns milhares de alunos, menos de 10% era de “negros” – eu uso as aspas porque, no Brasil, a maioria de nós é mestiça, mas mesmo assim, vivemos em um mundo em que as aparências falam muito alto – quem “parece negro” sofre mais dificuldades do que quem “parece branco”. Esses fatos ainda se perpetuam até hoje, caso contrário não haveria razão para termos leis de reserva de vagas, não é mesmo? E o escândalo dos irmãos gêmeos que pleitearam reserva de vagas e só um conseguiu (por causa de uma foto em que o outro parecia “branco”) demonstra isso claramente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7wOtCZ7WI/AAAAAAAAAL8/N43PMuYi0e8/s1600-h/hillary-clinton.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 124px; height: 124px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7wOtCZ7WI/AAAAAAAAAL8/N43PMuYi0e8/s200/hillary-clinton.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133804760647462242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Até hoje, a Casa Branca ainda não recebeu um presidente que se tenha declarado “negro” no censo – e é possível que uma mulher (provavelmente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hillary Clinton&lt;/span&gt;) venha a ser presidente daquele país antes de um negro. A luta das mulheres pela igualdade é mais antiga, em vários locais, do que a luta dos afro-descendentes e eu acho que elas merecem – contudo, o mais irônico é ver que, em vários países da própria África, as tradições arcaicas ainda impedem que as mulheres sequer tenham educação básica, quanto mais direitos civis e igualdade. Em alguns locais elas ainda têm o clitóris extirpado na infância, em um ato de total brutalidade contra a natureza e os direitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7v79CZ7VI/AAAAAAAAAL0/KdEMrNE_u08/s1600-h/feminista.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 102px; height: 131px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7v79CZ7VI/AAAAAAAAAL0/KdEMrNE_u08/s200/feminista.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133804438524915026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A propósito dos direitos das mulheres, vale relembrar uma história que eu já contei: há algum tempo, uma colega de trabalho veio me perguntar “&lt;i style=""&gt;por que vocês fazem essa tal parada gay?&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;Eu acho desnecessário; afinal, vocês querem igualdade, mas não existe parada hétero&lt;/i&gt;”. Es respondi com outra pergunta: “&lt;i style=""&gt;Por que você é jornalista?&lt;/i&gt;” Ela me disse que era porque ela gostava, porque tinha estudado muito para isso e tinha passado no concurso. Eu então lhe respondi “&lt;i style=""&gt;Não, você trabalha como jornalista &lt;b style=""&gt;porque você pode&lt;/b&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt; Porque a sociedade lhe permitiu estudar, porque sua família não a criou para ser apenas uma dona-de-casa e, no máximo, professora primária. Porque você teve o direito de concorrer no vestibular e no concurso público, da mesma forma como hoje você tem direito de votar para presidente&lt;/i&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7wj9CZ7XI/AAAAAAAAAME/iIvpMxicQ_s/s1600-h/suffragists.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7wj9CZ7XI/AAAAAAAAAME/iIvpMxicQ_s/s200/suffragists.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133805125719682418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela riu e disse “&lt;i style=""&gt;Mas é claro que eu posso fazer tudo isso, eu tenho esses direitos! Isso é natural!&lt;/i&gt;”&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aí está o erro clássico de muita gente. &lt;b style=""&gt;Ter direitos sociais não é “natural”; é social e cultural&lt;/b&gt;. Minha colega só tem seus direitos porque, décadas atrás, algumas mulheres faziam passeatas e queimavam sutiãs, se rebelavam e eram presas. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7wvNCZ7YI/AAAAAAAAAMM/gne9yxBzGKE/s1600-h/suffragists+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 112px; height: 168px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7wvNCZ7YI/AAAAAAAAAMM/gne9yxBzGKE/s200/suffragists+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133805318993210754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Naquela época, havia homens que pensavam como ela: que o direito era “natural” e que não havia necessidade das mulheres fazerem passeatas em sua luta pela igualdade, já que não havia passeatas masculinas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem tem seus direitos garantidos freqüentemente comente o erro de achar que eles são “naturais”. Eles são concedidos; são conquistados; às vezes são politicamente negociados. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porém, qualquer que seja a forma, &lt;b style=""&gt;direitos são sempre frutos de relações sociais e de uma mudança de paradigmas culturais&lt;/b&gt;. E vale lembrar que, mesmo garantidos, os direitos das mulheres e de minorias étnicas ainda não são plenamente desfrutados – a luta continua, companheiros!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Voltemos à comparação: quando se chama a homossexualidade de “&lt;i style=""&gt;homossexualismo&lt;/i&gt;”, quando um heterossexual chama um homem homossexual de “&lt;i style=""&gt;veado&lt;/i&gt;”, “&lt;i style=""&gt;bicha&lt;/i&gt;”, “&lt;i style=""&gt;boiola&lt;/i&gt;”, uma mulher homossexual de “&lt;i style=""&gt;sapa&lt;/i&gt;”, “&lt;i style=""&gt;sapata&lt;/i&gt;”, “&lt;i style=""&gt;fanchona&lt;/i&gt;”, um travesti de “&lt;i style=""&gt;boneca&lt;/i&gt;”, “&lt;i style=""&gt;trava&lt;/i&gt;” etc. – é o mesmo que um “branco” chamar um afro-descendente de “&lt;i style=""&gt;crioulo&lt;/i&gt;”, “&lt;i style=""&gt;neguinho&lt;/i&gt;”, “&lt;i style=""&gt;negão&lt;/i&gt;”, “&lt;i style=""&gt;preto&lt;/i&gt;”, “&lt;i style=""&gt;macaco&lt;/i&gt;” etc.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7yO9CZ7ZI/AAAAAAAAAMU/m-vJBwgxJU0/s1600-h/Racismo+e+Aids.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 137px; height: 132px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7yO9CZ7ZI/AAAAAAAAAMU/m-vJBwgxJU0/s200/Racismo+e+Aids.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133806963965685138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dizer que “&lt;i style=""&gt;ninguém é obrigado a aceitar que um adolescente homossexual ou um filho de um casal homossexual estude na mesma escola dos seus filhos&lt;/i&gt;” é o mesmo que dizer – e eu ouvia dizer isso abertamente no Brasil até os anos 80 – que “&lt;i style=""&gt;eu nada tenho contra negros, mas uma família deles na vizinhança poderia desvalorizar o meu imóvel&lt;/i&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7yaNCZ7aI/AAAAAAAAAMc/Vgt7PzXaH8s/s1600-h/Racismo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 139px; height: 118px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7yaNCZ7aI/AAAAAAAAAMc/Vgt7PzXaH8s/s200/Racismo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133807157239213474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Além de preconceituosas, as pessoas ainda são auto-indulgentes o bastante para desculparem a si mesmas e dizerem “&lt;i style=""&gt;eu não tenho nada contra, mas o que os outros vão pensar?&lt;/i&gt;” Sim, a culpa é sempre dos outros...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dizer que “&lt;i style=""&gt;uma empresa pode ter o direito de demitir ou não selecionar para emprego um trabalhador por ele ser homossexual&lt;/i&gt;” é o mesmo que dizer que “&lt;i style=""&gt;uma empresa tem o direito de não ter negros trabalhando misturados aos brancos, ganhando o mesmo&lt;/i&gt;”. E, até hoje, tanto negros quanto mulheres ainda têm, em muitas empresas, tratamento diferenciado e salários menores do que seus colegas homens “brancos”.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7yyNCZ7bI/AAAAAAAAAMk/uTQPLU6FVIk/s1600-h/benedita+e+pitanga.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 168px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7yyNCZ7bI/AAAAAAAAAMk/uTQPLU6FVIk/s200/benedita+e+pitanga.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133807569556073906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O próprio feriado de 20 de novembro foi motivo de controvérsia. Sua proposta foi lançada em 1978, mas só pouco a pouco, estado a estado, ele foi se tornando um dia de celebrações públicas e só neste século sua abrangência alcançou o país. Aqui no Rio de Janeiro, foi preciso esperar até 2002 para que a então governadora &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Benedita da Silva&lt;/span&gt; (não por acaso mulher e negra) o tornasse feriado estadual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7zINCZ7cI/AAAAAAAAAMs/ZyvzuUZt4FE/s1600-h/racismo+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 121px; height: 177px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7zINCZ7cI/AAAAAAAAAMs/ZyvzuUZt4FE/s200/racismo+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133807947513195970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É preciso entender que o PLC 122/2006 não trata de sexualidade – tal como as leis anti-racismo não tratam de cor ou origem – e sim de &lt;b style=""&gt;respeito&lt;/b&gt;. Ele, na verdade, meramente especifica (da mesma forma que as leis do racismo e da proteção à mulher) direitos que a própria Constituição define: que ninguém sofrerá discriminação por &lt;b style=""&gt;qualquer motivo&lt;/b&gt;. Ninguém é obrigado a &lt;b style=""&gt;aceitar ou mesmo entender&lt;/b&gt; a homossexualidade – e ninguém é obrigado a ter amigos negros, amarelos, azuis ou de qualquer cor de pele e ascendência étnico-racial – mas é preciso que todos saibam que, se desrespeitarem publicamente os homossexuais por causa de sua orientação sexual, &lt;b style=""&gt;pagarão por isso perante a sociedade&lt;/b&gt;, tal como aqueles que desrespeitam o negro, o índio ou o chinês por causa de sua cor de pele, sua cultura, sua religião e seus costumes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porque, da mesma forma como somos todos mestiços em algum nível, todos temos potencial para a&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz716dCZ7fI/AAAAAAAAANE/Zx0ZiCDmrjM/s1600-h/acorrentado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 121px; height: 166px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz716dCZ7fI/AAAAAAAAANE/Zx0ZiCDmrjM/s200/acorrentado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133811009824878066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; diversidade sexual – nós, nossos filhos, sobrinhos, primos e netos. O que dizer de quem condena a “abominação” que é o seu vizinho cabeleireiro – e acaba descobrindo, no fim da vida, que seu filho militar, engenheiro, machão e pai de família na verdade sempre foi um homem triste e reprimido, que só encontrou a felicidade nos braços de outro, em encontros às escondidas? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz700tCZ7dI/AAAAAAAAAM0/iIxij48sptY/s1600-h/confucio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 120px; height: 149px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz700tCZ7dI/AAAAAAAAAM0/iIxij48sptY/s200/confucio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133809811529002450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O sábio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Confúcio &lt;/span&gt;(provavelmente um parente na minha distante linhagem chinesa) deixou três opiniões fundamentais para a civilização: a primeira foi de que “&lt;i style=""&gt;a carne deve ser cortada antes de chegar à mesa&lt;/i&gt;” – realmente, é um absurdo o que se vê nos restaurantes: pessoas desastradas tentando cortar bifes e costeletas dignas dos Flintstones, sem derrubar montanhas de arroz, feijão, macarrão, farofa e salada para todos os lados; a segunda foi de que “&lt;i style=""&gt;todos os homens nascem iguais; é a educação que recebem que gradualmente os diferencia&lt;/i&gt;”; e a terceira foi “&lt;i style=""&gt;há homens incapazes para a Ciência, mas não para a Virtude&lt;/i&gt;”. Então, vamos todos nos educar para a verdadeira perfeição, alcançando as virtudes da tolerância e da aceitação mútua. Aí, sim, as paradas, os dias internacionais e as comemorações de consciência e de orgulho serão desnecessários. Porque todos nós seremos verdadeiramente iguais, tal como quando nascemos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz71OdCZ7eI/AAAAAAAAAM8/vRrvVE2OMZA/s1600-h/children_on_potties_big.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz71OdCZ7eI/AAAAAAAAAM8/vRrvVE2OMZA/s200/children_on_potties_big.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133810253910633954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-4002687855159811678?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/4002687855159811678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=4002687855159811678' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/4002687855159811678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/4002687855159811678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/11/orgulho-conscincia-e-preconceito.html' title='Orgulho, Consciência e Preconceito'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rz7t3tCZ7PI/AAAAAAAAALE/pkstXGuRtoU/s72-c/zumbi+dos+palmares.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-1588641130525161213</id><published>2007-11-06T14:16:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T06:19:04.676-08:00</updated><title type='text'>Momento de arrumar a casa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;i style=""&gt;Eu hoje joguei tanta coisa fora...&lt;/i&gt;” – Herbert Vianna.&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eu adoro o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Halloween&lt;/span&gt;. Sempre fui fascinado pelo mistério do “Dia das Bruxas”, &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDrIaAhlrI/AAAAAAAAAJ0/TWarVsbcsRk/s1600-h/%21+sanheim.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDrIaAhlrI/AAAAAAAAAJ0/TWarVsbcsRk/s200/%21+sanheim.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129858505227998898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e um dia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aprendi seu verdadeiro significado: mudança, reflexão, memória, respeito aos ancestrais, heróis e mestres que se foram e deixaram lembranças e lições. O mistério acabou, mas o fascínio continua. O que nos leva a depositar tanta fé e respeito nos mortos, que mesmo dois mil anos de Cristianismo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;não conseguiram apagar? Sim, porque o Dia de Finados nada mais é do que a tradução cristã da última parte da festa pagã, o momento de prestar homenagens aos entes queridos e ídolos amados. E também é a melhor época do ano para se livrar de coisas usadas, daqueles trambolhos que você guarda a vida toda para usar um dia (mas nunca usa), de contas e documentos que perderam a validade e dos recibos que manteve na gaveta por causa do IR. Foi exatamente isso que eu fiz nesse fim de semana. Que maneira melhor de comemorar o Festival dos Ancestrais e Entes Queridos, do que renovando seu lar?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDrz6AhlsI/AAAAAAAAAJ8/JuSZchsOh-k/s1600-h/Richard-close.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDrz6AhlsI/AAAAAAAAAJ8/JuSZchsOh-k/s200/Richard-close.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129859252552308418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na verdade, o Halloween tem um significado ainda mais especial pra mim: no dia 31 deste ano, meu saudoso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Richard Caesar Reinchenberger&lt;/span&gt; (com 28 anos na foto) teria completado 45 anos (e provavelmente estaríamos juntos até hoje; seriam 17 anos de relacionamento). Ele era o escorpiano mais sério, ciumento e controlador que eu já conheci, 2,05m de puro músculo e rabugice – e um grande amor na minha vida, que me fez muito feliz por quatro anos, até seu coração se revelar frágil demais para aquele corpo todo. Se existe alguém que eu realmente gostaria de ver de novo (além de alguns parentes que também já foram descansar), na melhor tradição pagã de Samhein, mesmo que mascarado, no escuro e só por uma noite, seria ele. Afinal, consegui digitalizar a única foto que restou dele e posso deixar aqui um detalhe dela, uma pequena homenagem a alguém que deixou saudades. &lt;i style=""&gt;Miss you, “big nose”, really miss you&lt;/i&gt;... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por essas e outras, eu acho muita graça quando um grupo de extremistas de direita como o MV Brasil coloca cartazes dizendo “&lt;i style=""&gt;Halloween é o cacete! Viva a cultura nacional&lt;/i&gt;” – e agora faz pior, escrevendo “&lt;i style=""&gt;Halloween é satanismo, o Brasil é um país cristão&lt;/i&gt;” – sem conhecer nem a raiz cultural do feriado (que não é norte-americano), nem a natureza laica do estado brasileiro, nem o perigo que o ultranacionalismo extremo representa. A maioria deles nem deve ser velha o suficiente para se lembrar de como o ultranacionalismo foi usado nos estados totalitários – a Alemanha nazista, a Itália fascista, até o Brasil sob a Ditadura. &lt;b style=""&gt;Isolamento cultural só leva à decadência cultural&lt;/b&gt;, da mesma forma como relacionamentos fechados na mesma família enfraquecem o sangue e trazem loucura, doenças e degeneração.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDsNqAhltI/AAAAAAAAAKE/Y2RRtfaPyEg/s1600-h/%21+EdirMacedo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 120px; height: 123px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDsNqAhltI/AAAAAAAAAKE/Y2RRtfaPyEg/s200/%21+EdirMacedo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129859694933939922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Falando em falta de memória, eu tive a oportunidade de assistir a um pequeno trecho &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tal “documentário”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; feito sob encomenda pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bispo Macedo&lt;/span&gt; para contar sua “emocionante história” 15 anos atrás, quando, em um momento de lucidez jurídica, ele foi preso. Em um dado momento, a “pobre vítima”, se justificando no banco de trás de &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDsaaAhluI/AAAAAAAAAKM/R4a2aTjlh94/s1600-h/%21+Edir+Macedo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 152px; height: 115px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDsaaAhluI/AAAAAAAAAKM/R4a2aTjlh94/s200/%21+Edir+Macedo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129859913977272034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sua Mercedes, disse uma pérola na qual, infelizmente, muita gente ainda deve acreditar:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;i style=""&gt;O povo não é bobo, nem se deixa enganar por muito tempo. Nós estamos aí há 30 anos. Já seria hora do povo perceber se estivesse sendo enganado. Não é possível propagar uma mentira por tanto tempo assim.&lt;/i&gt;” Sinto muito, mesmo, meu caro Macedo, mas infelizmente isso não é verdade. O neonazismo está aí para provar que uma ideologia perversa pode prevalecer, sobrevivendo aos seus fundadores – agora mais ainda, com o “integralismo” voltando a se manifestar por aí sob nova roupagem; a Guerra dos Cem Anos, a Diáspora, as Cruzadas e tantos outros conflitos “em nome do Deus Único” mostram que é perfeitamente possível convencer a massa a fazer atrocidades pelas “melhores intenções”.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDs-qAhlvI/AAAAAAAAAKU/k1IwhCxJi6Q/s1600-h/%21+phelps.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 103px; height: 151px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDs-qAhlvI/AAAAAAAAAKU/k1IwhCxJi6Q/s200/%21+phelps.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129860536747529970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas, com o tempo, as coisas mudam e algumas limpezas realmente acontecem. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se não conseguimos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; convencer a massa das intenções escusas de seus líderes pseudo-religiosos, às vezes a justiça dos homens funciona. Nos EUA, a Igreja Batista de Westboro, aquela seita do “reverendo” &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fred Phelps&lt;/span&gt; e mais umas 70 pessoas, que se diz cristã, mas fala barbaridades (ultranacionalistas e de direita, por sinal), foi multada &lt;st1:personname productid="em quase US" st="on"&gt;em quase US&lt;/st1:personname&gt;$ 11 milhões por ter invadido o funeral de um fuzileiro morto no Oriente Médio para dizer que “&lt;i style=""&gt;Deus permite que os EUA sofram porque o país é tolerante com gays&lt;/i&gt;”. Há alguns anos o tal “reverendo” apareceu na TV americana para dizer o mesmo da tragédia de 11 de setembro, alegando que as leis sobre aborto e o casamento gay eram a razão por trás da queda das Torres Gêmeas.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDtUaAhlwI/AAAAAAAAAKc/GtMLwGu2idA/s1600-h/%21+reverendo+kane.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 143px; height: 107px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDtUaAhlwI/AAAAAAAAAKc/GtMLwGu2idA/s200/%21+reverendo+kane.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129860910409684738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Vamos esperar que a tal “igreja” vá à falência com esse e outros processos, já que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; infelizmente não é possível internar todos esses doentes mentais de uma vez. E fiquei muito feliz ao descobrir que não sou só eu que acho o Fred Phelps muito parecido com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;reverendo Kane&lt;/span&gt;, o vilão de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poltergeist II&lt;/span&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aqui no Brasil, finalmente o Ministério da Justiça voltou seus olhos para o programa “Vitória em Cristo”, do pastor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Silas Malafaia&lt;/span&gt;, no qual ocorrem inúmeras aberrações. Não quero nem comentar a esposa dele aparecendo para &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDtq6AhlxI/AAAAAAAAAKk/_7w1lBsI5eg/s1600-h/%21+Silas_Malafaia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 112px; height: 112px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDtq6AhlxI/AAAAAAAAAKk/_7w1lBsI5eg/s200/%21+Silas_Malafaia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129861296956741394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;falar “&lt;i style=""&gt;a você, mulher, que às vezes acha que está desperdiçando a sua vida cuidando da casa, do bem-estar do seu marido e filhos, quando poderia estar em uma faculdade, um emprego. Eu quero dizer que você é uma vencedora em Cristo! Você cumpre o seu papel de mulher, esposa e mãe, papel determinado na Bíblia, ao lado do seu esposo, que é a cabeça do casal! Não há realização maior do que essa!&lt;/i&gt;” Depois de ver tal demonstração de machismo e submissão feminina propagadas &lt;b style=""&gt;por uma mulher&lt;/b&gt;, pode-se esperar qualquer coisa, não? Pois é, o excelentíssimo Malafaia tem vindo a público falar de forma depreciativa e humilhante da comunidade GLBT, tentando defender sua “direito à liberdade de expressão” para poder continuar ofendendo gays, lésbicas, travestis etc. sob o pretexto de “divulgar a palavra de Deus”. Agora o programa dele deve ser censurado e passar do horário da tarde para após as 20h. Não que isso resolva algo, mas ele terá que enfrentar a concorrência da Globo e da própria Record (sua “irmã evangélica”) no horário nobre. Quem sabe assim ele aquieta o facho...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E uma outra boa notícia de última hora! Mesmo com a pressão dos fundamentalistas, a Associação de Travestis de Mato Grosso do Sul foi considerada de utilidade pública em plebiscito popular pela internet. Mais espaço para  el@s terem o tratamento justo e digno que merecem da nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda nesse fim de semana, eu tive o desprazer de ler uma carta do senador-bispo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcelo Crivella&lt;/span&gt; (que&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDt7KAhlyI/AAAAAAAAAKs/FKL-m8E_UBA/s1600-h/%21+Crivella.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 114px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDt7KAhlyI/AAAAAAAAAKs/FKL-m8E_UBA/s200/%21+Crivella.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129861576129615650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; pretende se candidatar a prefeito do Rio! Fiquem de olho nele!) falando sobre “&lt;i style=""&gt;homossexualismo&lt;/i&gt;” e a tal “&lt;i style=""&gt;ditadura gay&lt;/i&gt;” que ele, Malafaia e outros dizem temer. Respeitando o espaço dos cristãos conscientes, que entendem que a primeira lição do Cristo foi &lt;b style=""&gt;amar a todos&lt;/b&gt;, vou falar abertamente: ditadura foi o que o Ocidente sofreu, de uma forma geral, sob o jugo da Cristandade. Em nome das “verdades absolutas” difundidas por conservadores, hipócritas, machistas e tiranos, os judeus (outro “povo escolhido” pelo mesmo Deus Único) foram e ainda são perseguidos; tem havido centenas de anos de conflito com os muçulmanos (olha aí, outro “povo escolhido”...); nações entraram e ainda entram em guerra “santa”; civilizações foram completamente exterminadas e/ou absorvidas; riquezas foram roubadas; culturas antes ricas se tornaram comunidades miseráveis; há muita dor, morte e sofrimento espalhados pelo mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O fanatismo religioso das massas (muitas vezes dirigido por líderes inescrupulosos) foi e ainda é a maior causa de guerras e mortes na História, mais do que a fome e a conquista de territórios. Então, quando um desses dirigentes vem falar publicamente que “teme a ditadura” daqueles que são diferentes, devemos pensar: o que será que ele realmente teme? Já dizia o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Senador Palpatine&lt;/span&gt; (que, como esses líderes, também tinha uma agenda secreta e completamente egoísta): “&lt;b style="font-style: italic;"&gt;O maior medo daqueles que detêm o poder é perdê-lo&lt;/b&gt;”. E &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDuKKAhlzI/AAAAAAAAAK0/abHUQ_hUwaI/s1600-h/ratzinger-palpatine.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDuKKAhlzI/AAAAAAAAAK0/abHUQ_hUwaI/s200/ratzinger-palpatine.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129861833827653426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sabemos que a pregação contra a homossexualidade é uma das maiores bandeiras desses pseudo-cristãos, que denigrem e desonram a imagem do seu próprio Salvador para alimentarem os ódios e a intolerância dos seus “rebanhos”... até eu, que não sou cristão, consigo ver claramente como eles distorcem o que há de melhor nos ensinamentos bíblicos e só aproveitam o que se traduz em ódio, intolerância e preconceito. Infelizmente, a ignorância ainda é a maior arma deles: eles têm legiões de “ovelhas” que se&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDueaAhl0I/AAAAAAAAAK8/m7vHLeP_KVQ/s1600-h/%21+samheim+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDueaAhl0I/AAAAAAAAAK8/m7vHLeP_KVQ/s200/%21+samheim+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129862181720004418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; deixam enganar e conduzir, porque é mais fácil deixar o líder inteligente e carismático pensar e falar por você. Foi assim que muitos nazistas alegaram que “só estavam cumprindo ordens” e é assim que muitos fanáticos tentam exorcizar gays, hostilizá-los em escolas, no trabalho e nas ruas, porque seus líderes disseram que essa é “a vontade do Senhor”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acho que já é hora de todos refletirmos sobre tudo isso e arrumarmos nossa casa e nossa vida. Porque, se deixarmos de lado o momento ideal, outra pessoa arrumará nossa casa por nós – e depois a tomará de nós. Quanto a mim, eu não sou ovelha no rebanho de ninguém. Prefiro encarar de frente o Rei Abóbora e me divertir em sua corte, a seguir cegamente esses “pastores” que, no fim de tudo, levarão suas ovelhas ao abate.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-1588641130525161213?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/1588641130525161213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=1588641130525161213' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/1588641130525161213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/1588641130525161213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/11/momento-de-arrumar-casa.html' title='Momento de arrumar a casa'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RzDrIaAhlrI/AAAAAAAAAJ0/TWarVsbcsRk/s72-c/%21+sanheim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-4058630625115002344</id><published>2007-10-21T19:19:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T21:33:06.254-07:00</updated><title type='text'>A Parada de Dumbledore</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se J. K. Rowling tivesse anunciado publicamente, há duas semanas, que o mundialmente famoso e querido &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Professor Albus Dumbledore&lt;/span&gt;, falecido ex-diretor da Escola de Hogwarts, era gay e tinha tido uma paixão adolescente por aquele que seria um de seus maiores inimigos, a XII Parada do Orgulho GLBT certamente teria um carro dedicado a ele e a todo o universo de Harry Potter.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwLHfBlfeI/AAAAAAAAAHs/C9dgKdBs2eA/s1600-h/%21+Albus_Dumbledore.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 142px; height: 107px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwLHfBlfeI/AAAAAAAAAHs/C9dgKdBs2eA/s200/%21+Albus_Dumbledore.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123982699255922146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não que Dumbledore tenha sofrido ataques homofóbicos em vida, nem que sua morte tenha sido em razão dessa terrível doença que afeta tantas pessoas e traz resultados catastróficos (infelizmente) não para o doente, mas para as vítimas dos seus sintomas. Não, Dumbledore sofre com a homofobia hoje, após sua morte no sexto livro e mesmo depois que a série de HP chegou ao fim. Poucos dias após o anúncio, já há enormes discussões pela internet. O engraçado é que, na prática, o anúncio não muda nada no enredo – isto é, exceto para quem tem preconceito. Só eles verão a série “de outra forma” e buscarão justificativas para afirmar que foi “um erro” dela ter dito isso. Já há aqueles que dizem temer uma represália das igrejas (como se elas já não odiassem uma série de livros sobre bruxos), os que falam de conspiração da Warner para ter mais lucros nos filmes, os que dizem que agora os livros serão censurados para crianças... Galera, acordem! Só a surpresa dos fãs ao saber do fato prova que &lt;b style=""&gt;nada mudou na série&lt;/b&gt;! Será que é tão difícil assim de se perceber que a “diferença” está nos olhos e na cabeça de quem a vê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwLgfBlffI/AAAAAAAAAH0/1iJAXNbmbRo/s1600-h/%21-Parada-teatro-homofobia.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 241px; height: 121px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwLgfBlffI/AAAAAAAAAH0/1iJAXNbmbRo/s200/%21-Parada-teatro-homofobia.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123983128752651762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Aliás, enxergar diferenças e não aceitá-las foi a principal questão da semana que culminou com a Parada do Orgulho. O tema deste ano foi “&lt;b style=""&gt;Homofobia: Criminalização JÁ!&lt;/b&gt;” Apesar de não dar exatamente um "ótimo" slogan (depois de uns chopes, o pessoal enrola a língua em “&lt;i style=""&gt;criminalização&lt;/i&gt;” e só sabe falar “&lt;i style=""&gt;homofobia... já!&lt;/i&gt;”), a intenção foi excelente – e o resultado também: além de termos a presença do governador apoiando 100% nossa causa, ficou claro que os políticos evangélicos e católicos homofóbicos não têm argumentos contra nós. Eles, em seu desespero, tentam fazer parecer que vamos sair por aí nos beijando em suas igrejas, sem medo de represálias, ou que vamos transformar ruas e praças &lt;st1:personname productid="em orgias. Igreja" st="on"&gt;em orgias. Igreja&lt;/st1:personname&gt; não é lugar de beijar (exceto quando são noivos se casando) nem pra eles, quanto mais pra nós! E sexo em local público é atentado ao pudor, seja quem for que o estiver fazendo. A lei deve ser igual para &lt;b style=""&gt;todos&lt;/b&gt;, isso é tudo o que nós queremos. Façam-me um favor...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas, eu estou me adiantando. Eu fui voluntário durante todo o fim de semana e todos os dias têm suas histórias para contar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;Sexta-feira&lt;/b&gt;: Tivemos o Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos no Museu da República. A festa foi linda, mas a arrumação foi muito trabalhosa. Com poucos voluntários disponíveis, tivemos que acumular funções. E houve situações engraçadas: lá pelo início da tarde, depois de eu ter carregado cadeiras e mesas pesadas, me pedem pra pegar um grampeador industrial e prender um corte de cetim branco dos lados da escada de acesso ao palco do prêmio. Só que era para “fazer um truque e colocar um drapeado” nos degraus, disfarçando os grampos com o pano. Gente, se eu tivesse um estereótipo gay, eu provavelmente seria estivador. Sei lá o que é um “drapeado”! E que raio de “truque” é esse que eu tenho que fazer? E, mais ainda, com um grampeador industrial? Totalmente sem noção...&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;M&lt;/o:p&gt;ais tarde, apesar de eu estar completamente suado e sujo, assumi uma função que eu conheço bem melhor:&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwM7_BlfgI/AAAAAAAAAH8/n6uDyyxGSQw/s1600-h/%21-Prof-Luiz-Mott.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwM7_BlfgI/AAAAAAAAAH8/n6uDyyxGSQw/s200/%21-Prof-Luiz-Mott.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123984700710682114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; fazer Sala VIP e coordenar tudo sobre as celebridades premiadas. Por sorte, eu tinha uma muda de roupa extra. Foi tudo de bom: conversar com Leila Maria (que só encrencou na hora de pedir água sem gás, quando tudo o que tínhamos era H2OH, Skol e Pepsi), bater papo com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prof. Luiz Mott&lt;/span&gt;, talvez a maior autoridade em história do movimento GLBT no Brasil (sim, é aquele maluco que disse que Zumbi era gay) e ver de perto as Divinas Divas. A coisa só esquentou quando a cerimônia atrasou mais de meia hora e as meninas da agência me passaram, nervosas, um celular para eu atender: é que a grande celebridade da noite, Ângela Rô Rô, estava dando chilique com todo mundo pelo telefone. Eu atendi e ouvi cinco minutos de impropérios e palavrões. Algo sobre seu cachê – curiosamente, ela disse que tinha reservado a data “por amor ao Arco-Íris” e também tinha reduzido seu cachê mínimo. Ora, que eu saiba, os artistas que agem “por amor” a uma causa ou grupo doam seu cachê integralmente... Bom, o fato é que ela chegou, suas exigências foram atendidas – inclusive a água sem gás e a dúzia de bananas – e ela cantou, fez graça com o público e foi aplaudida de pé por todos. &lt;i style=""&gt;All is well when ends well&lt;/i&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;Sábado&lt;/b&gt;: Fiquei o dia todo envolvido com a Feira Cultural no Museu da República. Mais uma vez: carregador&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwNtvBlfhI/AAAAAAAAAIE/QEykSkieoBw/s1600-h/%21-mariana.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwNtvBlfhI/AAAAAAAAAIE/QEykSkieoBw/s200/%21-mariana.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123985555409174034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de manhã, assessor VIP à tarde. Dessa vez, coordenei o palco de shows (MPB e &lt;i style=""&gt;drag queens&lt;/i&gt;) com a passarela improvisada de desfiles. &lt;b style=""&gt;Mariana Casals&lt;/b&gt; (foto à esquerda),&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwN7_BlfiI/AAAAAAAAAIM/v10KcbVABOk/s1600-h/%21-Parada-Oliver.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 117px; height: 163px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwN7_BlfiI/AAAAAAAAAIM/v10KcbVABOk/s200/%21-Parada-Oliver.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123985800222309922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; que à noite é uma pacata aluna de Inglês/Literaturas na Uerj, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mas durante o dia é uma arrojada estudante de Moda e editora de uma revista virtual na Veiga&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; mostrou-se mais do que a simpática e alegre amiga de sempre: é uma profissional de mão cheia, sem a qual os desfiles provavelmente não sairiam na hora e co&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;m tanto sucesso. Junto com o incansável &lt;b style=""&gt;Oliver&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(foto à direita), ela organizou diferentes desfiles, colocou os modelos na linha, improvisou com roupas e acessórios – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e ainda registrou tudo em fotos, um arquivo primoroso, ao qual eu tive a sorte e a honra de ter acesso. Valeu, Mari! Destaque para a Daspu, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cuja linha masculina arrasou (inclusive o recheio das roupas, que ninguém é de ferro, né, gente...) e para Almir França,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwRxfBlfpI/AAAAAAAAAJE/EBJk_sIifkM/s1600-h/%21-Parada-modelos-daspu.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 123px; height: 154px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwRxfBlfpI/AAAAAAAAAJE/EBJk_sIifkM/s200/%21-Parada-modelos-daspu.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123990017880194706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ó&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;timo profissional e um luxo absoluto de pessoa, &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwRbvBlfnI/AAAAAAAAAI0/fHPcv36FeeA/s1600-h/%21-Parada-modelos.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 129px; height: 145px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwRbvBlfnI/AAAAAAAAAI0/fHPcv36FeeA/s200/%21-Parada-modelos.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123989644218039922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;organizador geral  e responsável  em particular&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; pelo último desfile.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwRpPBlfoI/AAAAAAAAAI8/pEPidMxzZNY/s1600-h/%21-Parada-modelos-1.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwPJfBlfjI/AAAAAAAAAIU/an_fMlMwx8M/s1600-h/%21-Abel.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 121px; height: 177px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwPJfBlfjI/AAAAAAAAAIU/an_fMlMwx8M/s200/%21-Abel.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123987131662171698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;À tarde, tivemos uma leitura dramatizada com o ótimo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abel Borba&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e um super show comandado pela&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;excelente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elza Ribeiro &lt;/span&gt;– que, além de ótima cantora, é uma hiper-mega &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwPTvBlfkI/AAAAAAAAAIc/j1R2gs7uPT4/s1600-h/%21-Elza-Ribeiro.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 120px; height: 156px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwPTvBlfkI/AAAAAAAAAIc/j1R2gs7uPT4/s200/%21-Elza-Ribeiro.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123987307755830850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;profissional; ela me ajudou a controlar a ordem de tudo, tornando a tarde super agradável para todos, com o dose certa de MPB, música eletrônica, desfiles e eventuais anúncios para sair do gramado...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;À noite, antes de Leila Maria, as drags reinaram. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwloPBlfsI/AAAAAAAAAJc/Sk4wWOt60hc/s1600-h/%21-Parada-Isabelita.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 165px; height: 138px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwloPBlfsI/AAAAAAAAAJc/Sk4wWOt60hc/s200/%21-Parada-Isabelita.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124011849198960322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Isabelita&lt;/span&gt; (sem patins) passeou&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; pelo Museu a tarde toda, algumas vezes acompanhada por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sammylie Cunha&lt;/span&gt;. No palco, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Xaxu França&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwYvvBlfrI/AAAAAAAAAJU/T3ThR8oJJSc/s1600-h/Parada+xaxu+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 99px; height: 124px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwYvvBlfrI/AAAAAAAAAJU/T3ThR8oJJSc/s200/Parada+xaxu+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123997684396818098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– rainha do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quiosque Rainbow de Copacabana, uma diva que dispensa apresentações e que eu tenho o prazer e a honra de considerar como parte da família há pouco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; mais de 22 anos – brindou a todos com um show de arrasar, junto com Lola Batalhão e seu go-go boys (que fizeram um “strip família”, já que havia crianças na platéia) e outras convidadas. Houve um pequeno&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; desentendimento com o empresário da Leila Maria (porque será que a últim&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a a se apresentar sempre dá problema?), mas graças à atuação profissional magistral da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Elza, tudo correu às mil maravilhas e todas se&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwnsPBlfuI/AAAAAAAAAJs/rngkCjdm5-U/s1600-h/%21-Lorna.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 79px; height: 162px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwnsPBlfuI/AAAAAAAAAJs/rngkCjdm5-U/s200/%21-Lorna.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124014116941692642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; apresentaram. Na segunda parte do show, tive o imenso prazer de ajudar a diva &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lorna Washington &lt;/span&gt;(que conheço há mais de 17 anos) a subir ao palco. É outra que dispensa apresentações. “&lt;i style=""&gt;Eu não preciso ser aceita, mas exijo ser respeitada&lt;/i&gt;”, sua frase clássica, virou bordão na noite GLBT. Lorna é uma dama, uma rainha da noite e uma diva, com classe e categoria (de verdade, não essa imitação escrita errada de novela das oito). E não posso deixar de registrar a participação especial do ator transformista Eula Rochá (não, ele não é &lt;i style=""&gt;drag queen&lt;/i&gt;, é transformista).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Domingo&lt;/b&gt;: Finalmente, a Parada! Mais uma vez, carregar peso pela manhã (cansado dos dois dias e ainda &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwQPPBlflI/AAAAAAAAAIk/nsW2XNXm-To/s1600-h/%21-Eu-Parada-2007.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwQPPBlflI/AAAAAAAAAIk/nsW2XNXm-To/s200/%21-Eu-Parada-2007.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123988329958047314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mais confuso pelo horário de verão). Dessa vez, a coisa estava uma loucura mesmo – eu separei e embalei preservativos, carreguei cadeiras e mesas, ajudei a abastecer o estoque de bebidas dos trios elétricos, carreguei arco-íris de balões para os trios, ajudei celebridades a tomar seus lugares, sinalizei para os trios, fiz cordão de isolamento para a bandeira não avançar sobre o teatro contra homofobia – aliás, uma excelente apresentação – e até carreguei a bandeja com os copos exclusivos do governador, desde o Hotel Debret até o primeiro trio. É mole? Às 18h30, exausto, cheio de dor de cabeça, eu vim embora para casa, sem ter beijado nenhum desconhecido dessa vez – mas com a consciência do dever cumprido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;Minhas impressões da Parada&lt;/b&gt;: Sim, deve ter tido mais de um milhão de pessoas, como o Arco-Íris anunciou. Sim, tinha muitos casais e famílias de heterossexuais – o que eu achei ótimo; afinal, a Parada é para isso mesmo, não? Para integrar todos, reunir e diminuir as diferenças. Não sei por que tantas críticas a isso... sim, eu sei que, para muitos, a Parada é uma “grande micareta” ou um “carnaval fora de época”, que muitos heterossexuais presentes ao evento podem não aceitar tanto a comunidade GLBT fora dele – mas, pelo menos, cada momento como esse é importante e nos aproxima mais da igualdade de direitos, da verdadeira liberdade&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwQlPBlfmI/AAAAAAAAAIs/SZ67nT51IkE/s1600-h/%21+dumbledore+architect.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwQlPBlfmI/AAAAAAAAAIs/SZ67nT51IkE/s200/%21+dumbledore+architect.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123988707915169378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de expressão, da verdadeira democracia. O PL 122/2006 (projeto de lei que tramita no Congresso e que iguala a homofobia ao crime de racismo) está cada vez mais perto de ser uma realidade. Juntos, um dia, todos seremos vistos e tratados como iguais. Dessa vez, a Parada conseguiu vencer as críticas às anteriores, de que estão virando festas de rua e perdendo o caráter político. Todos os eventos foram bem sucedidos diante do público de maioria heterossexual. Mostramos nossa cara sem medo e fomos bem recebidos. Tivemos uma profusão de gays, lésbicas, travestis, transexuais e todas as subvariedades – lacraias, barbies, ursos etc. Só senti falta da terceira idade, talvez nossos próximos eventos possam ajudar essa fatia tão importante (e tão esquecida e isolada) da comunidade GLBT. Quem sabe, aí, Albus Dumbledore (que era "outra diva poderosa" do alto de seus mais de 100 anos de idade) venha a fazer parte da Parada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-4058630625115002344?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/4058630625115002344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=4058630625115002344' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/4058630625115002344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/4058630625115002344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/10/parada-de-dumbledore.html' title='A Parada de Dumbledore'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RxwLHfBlfeI/AAAAAAAAAHs/C9dgKdBs2eA/s72-c/%21+Albus_Dumbledore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-642158216394217144</id><published>2007-10-04T19:15:00.000-07:00</published><updated>2007-10-05T19:54:40.600-07:00</updated><title type='text'>Um dia vamos rir disso tudo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWh9PBlfTI/AAAAAAAAAGU/Dm-qSnu3wbQ/s1600-h/smile+cat.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 174px; height: 120px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWh9PBlfTI/AAAAAAAAAGU/Dm-qSnu3wbQ/s200/smile+cat.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117674624953711922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Minha falecida tia-avó (na verdade, tia e mãe de criação do marido de uma das minhas tias maternas) teve uma vida plena e, como toda vida plena, um bocado sofrida. Já adulta e mais do que senhora do próprio nariz, ela teve a infelicidade de estar no lugar errado na hora errada e ser confundida com uma comunista, na ascensão da Ditadura Militar nos anos 60. Presa, ela chegou a desaparecer, mas foi reencontrada mais de uma vez. Revoltada diante de um regime que dizia nos proteger e pregava o crescimento nacional, ela decidiu vestir a camisa do comunismo e do ativismo social. Finalmente exilada, ela voltaria, vários anos mais tarde, cheia de garra e bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela sempre nos contava a história sobre como, ao voltar, chegou diante do auditor do governo responsável&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWiTfBlfUI/AAAAAAAAAGc/XGKX1Uh6Ud4/s1600-h/1984.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 139px; height: 152px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWiTfBlfUI/AAAAAAAAAGc/XGKX1Uh6Ud4/s200/1984.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117675007205801282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; pelas entrevistas com os anistiados, trazendo nas mãos um livro intitulado “&lt;i style=""&gt;Um dia vamos rir disso tudo&lt;/i&gt;” (Maria Alice Barroso, 1976), que lia “casualmente”. Desconfiado, como tantos outros &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;representantes do regime que estava para acabar, o agente perguntou a ela sobre o que falava o livro. Ela prontamente explicou que se tratava de um romance de ficção científica, em que a heroína (sim, uma mulher era a principal) contava sua história em dois momentos entrelaçados entre suas memórias e sua realidade cotidiana. A tal heroína era uma ex-escritora e ex-jornalista (duas &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWic_BlfVI/AAAAAAAAAGk/Y_xC-6PXu20/s1600-h/brave+new+world.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 101px; height: 156px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWic_BlfVI/AAAAAAAAAGk/Y_xC-6PXu20/s200/brave+new+world.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117675170414558546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;profissões perigosas &lt;st1:personname productid="em qualquer Ditadura" st="on"&gt;em  qualquer ditadura&lt;/st1:personname&gt;, ainda mais para uma mulher) em um mundo dos vindouros anos 90, em que tudo era controlado pelos aparelhos ideológicos do Estado e onde não havia livre pensamento, nem expressão, nem originalidade. Ela lembrava com um misto de amargura e nostalgia de 30 anos antes (nos anos 60, portanto), quando, por pressão dos colegas da elite, abandonou seu amante, um boxeador de origem indígena, espontâneo, intuitivo e até meio turrão, em favor de companhias mais intelectualizadas e viu tudo desmoronar com a tomada do governo pelo novo regime, que alienou mentes e corações por anos, até criar um povo covarde, submisso e desinteressado. Reunindo elementos de tensão política e sexual, “&lt;i style=""&gt;Um dia...&lt;/i&gt;” remontava a alertas e críticas de autores consagrados como Simone de Beauvoir, Huxley, Marcusse, Orwell, Althusser e Foucault, exaltando a vida mais simples e natural como resposta às armadilhas políticas, sociais e culturais que nós mesmos criamos e nas quais nos enredamos.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWirvBlfWI/AAAAAAAAAGs/U449z9R7NeY/s1600-h/bravenewworld-heads.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 156px; height: 145px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWirvBlfWI/AAAAAAAAAGs/U449z9R7NeY/s200/bravenewworld-heads.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117675423817629026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;    &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Irritado diante da óbvia provocação representada por aquela obra diante dos valores (e principalmente dos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; processos) antes dominantes, o auditor indagou de minha tia por que, afinal, ela estava lendo aquele livro. Ela olhou direto para ele e respondeu: “&lt;i style=""&gt;Ora, porque um dia eu ainda vou rir disso tudo o que vocês fizeram, que não deu em nada! Eu continuo viva, o Brasil continua vivo e, apesar de vocês, nós vamos em frente!&lt;/i&gt;” Nesse ponto, todos os ouvintes da história já estavam rolando de rir da sagacidade e audácia daquela senhora irreverente e decidida. O tal agente, claro, ficou uma fera...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;    &lt;/o:p&gt;Ela não era minha consangüínea, mas foi das primeiras na família a aceitar minha orientação sexual: quando eu, ainda adolescente, estava por perto, ela nunca perdia uma chance de dizer "casualmente" a quem quisesse ouvir sobre como, entre seus muitos amigos exilados, os gays sempre se destacavam pela inteligência, coragem e vontade de seguir adiante. Talvez ela tenha sido, afinal, uma das maiores influências para que eu estudasse Jornalismo, seguisse no Mestrado e ainda participasse da militância. Ah, quantas saudades das suas histórias, tia Edméia. E essa história em particular sempre me fascinou, me levou a seguir adiante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWi7_BlfXI/AAAAAAAAAG0/Brc-q7eaMX8/s1600-h/suicidio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 162px; height: 137px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWi7_BlfXI/AAAAAAAAAG0/Brc-q7eaMX8/s200/suicidio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117675702990503282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, mais uma vez essa história me vem à mente. Na semana passada, mais um jovem em desespero e sem perspectivas se atirou do prédio principal da Uerj. Dessa vez, foi um aluno da UFRJ, de 25 anos, que se jogou da varanda lateral do 12º andar, caindo bem ao lado da minha sala. A visão foi aterradora; e mais ainda foi saber, em meio às inúmeras discussões e hipóteses, que a mãe dele também havia se matado, alguns dias &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;antes. Lembram-se da história que eu contei aqui em junho, intitulada “&lt;i style=""&gt;Viver a vida, viver o momento&lt;/i&gt;”? A mãe da minha ex-colega &lt;i style=""&gt;Maria&lt;/i&gt; cometeu suicídio na semana da nossa formatura, razão pela qual não houve festa. Talvez a família dela tenha mesmo razão para temer que a tendência ao suicídio (ou talvez ao desespero absoluto, que não permite enxergar as saídas) seja hereditária: após a tragédia do seu casamento, Maria continua sob cuidados intensos e vigilância constante, por medo de que, afinal, ela se canse de viver e não consiga ver seu caminho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Histórias como essas geram reações diferentes, algumas quase tão chocantes quanto os &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWkY_BlfcI/AAAAAAAAAHc/oBmoLLnw9Qw/s1600-h/ayrton+senna.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 105px; height: 124px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWkY_BlfcI/AAAAAAAAAHc/oBmoLLnw9Qw/s200/ayrton+senna.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117677300718337474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fatos &lt;st1:personname productid="em si. Fiquei" st="on"&gt;em si. Fiquei&lt;/st1:personname&gt; constrangido ao ler, no Orkut, um tópico com mais de 200 mensagens&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; sobre o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;suicídio, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;onde era &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;possível&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; contar nos dedos quem realmente se preocupava com a família do rapaz e/ou com a repercussão negativa do ocorrido para a Uerj. A maior parte era de piadas, deboches&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e descaso. Tinha até&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;gente que reclamava de não ter aparecido foto nos jornais, do corpo com o prédio ao fundo. Eu até entendo a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; necessidade de uma válvula coletiva de escape diante da aparente enormidade da morte (quem não se lembra da quantidade enorme de piadas depois da morte trágica, espetacular e transmitida pela TV ao mundo, do nosso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; heróico Ayrton Senna, em 1994?), mas algumas coisas têm limites, é preciso respeitar o espaço da dor alheia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWjx_BlfaI/AAAAAAAAAHM/70XpG7xLtTM/s1600-h/30_MHG_uerj_Priscilla+Botafogo+Santos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWjx_BlfaI/AAAAAAAAAHM/70XpG7xLtTM/s200/30_MHG_uerj_Priscilla+Botafogo+Santos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117676630703439266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Infelizmente (ou não?), o assunto trágico do momento na Universidade mudou poucos dias depois, atraindo a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;atenção de ainda mais pessoas: no domingo (30/09), o pavilhão Reitor João Lyra Filho sofreu um incêndio de mais de quatro horas, que destruiu completamente as sedes das Sub-Reitorias de Graduação e de Pós-Graduação e Pesquisa, além do gabinete da Reitoria, banheiros e salas adjacentes. Seja por karma, milagre ou intervenção cósmica do Caos, o conjunto de salas onde eu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;trabalho (que é a última do corredor) ficou quase intacto. Todos os computadores, mobiliário e documentos se salvaram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;    &lt;/o:p&gt;Hoje (04/10) fomos convocados a fazer nossa mudança e eu tive a oportunidade de visitar o local e passar pelo corredor que atravessei tantas vezes nos últimos quatro anos, agora transformado diante de todos os sentidos. Logo ao chegar, o cheiro de materiais queimados é&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWkJ_BlfbI/AAAAAAAAAHU/bXhu74XZ70c/s1600-h/corredor_terreo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWkJ_BlfbI/AAAAAAAAAHU/bXhu74XZ70c/s200/corredor_terreo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117677043020299698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; muito incômodo. Os olhos lacrimejam, a boca se enche com um gosto acre. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda é&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; possível ouvir plástico estalando e fórmica rachando. Mas o efeito maior ainda é sobre a visão. As fotos, por mais chocantes que sejam, não dão a dimensão total da tragédia. A informação oficial é de que não houve vítimas. Eu não concordo inteiramente. Talvez não tenha havido vítimas humanas, mas o prédio, nosso patrimônio, a Uerj como um todo – e, conseqüentemente, o Estado do Rio de Janeiro – foram vítimas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    Fala-se em acidente, fala-se em incompetência profissional, fala-se até em ato criminoso. Não me cabe fazer elucubrações sobre as razões do fato; isso é trabalho para a perícia. A mim, como a todos nós envolvidos, cabe aprender com o que houve e seguir &lt;st1:personname productid="em frente. Descobrir" st="on"&gt;em frente. Descobrir&lt;/st1:personname&gt; novos significados na vida, pessoal, coletiva e profissional. Estabelecer novos laços com colegas de trabalho e demarcar um novo território, no prédio e no sistema como um todo. Hoje, em meio à desolação, achamos tempo e motivo para rir, brincar, confraternizar. Indo e voltando com carrinhos, mobília, papéis e equipamentos; carregando peso; limpando desesperadamente a fuligem; enfrentando alergias e irritações da pele e dos olhos – a cada momento, víamos razão para achar graça em alguma coisa, o companheirismo era patente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWlNfBlfdI/AAAAAAAAAHk/092WtN0L4d8/s1600-h/smile.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 160px; height: 125px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWlNfBlfdI/AAAAAAAAAHk/092WtN0L4d8/s200/smile.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117678202661469650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    Há, realmente, males que vêm para o bem. Nossa mudança de sala, prometida há meses, mas sempre adiada, ocorreu por força das circunstâncias. Testamos nossa capacidade individual e coletiva de nos organizarmos e reagirmos rapidamente às surpresas mais assustadoras – e podemos dizer, com orgulho, que passamos com louvor. E temos à nossa frente um amplo leque de possibilidades. Sem perder a esperança, sem cair no desespero que cobre as saídas com um véu. E, como dizia minha saudosa tia avó, um dia vamos rir disso tudo. Na verdade, já estamos rindo agora, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-642158216394217144?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/642158216394217144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=642158216394217144' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/642158216394217144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/642158216394217144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/10/um-dia-vamos-rir-disso-tudo.html' title='Um dia vamos rir disso tudo'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RwWh9PBlfTI/AAAAAAAAAGU/Dm-qSnu3wbQ/s72-c/smile+cat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-4430976913107145129</id><published>2007-09-23T15:49:00.000-07:00</published><updated>2007-09-30T09:09:03.699-07:00</updated><title type='text'>Protocolos, Fundamentalismo e Preconceito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc8ovBlfLI/AAAAAAAAAFU/FzmrR27xKW0/s1600-h/fractal-flower.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 145px; height: 145px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc8ovBlfLI/AAAAAAAAAFU/FzmrR27xKW0/s200/fractal-flower.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113622572418038962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem me conhece sabe que eu não acredito em coincidências. Ou melhor, eu acredito em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;co-incidência&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de fatos, momentos, pensamentos e emoções semelhantes ou correlatas e que ocorrem simultaneamente. Eu não creio é que haja &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;acaso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nisso. Para mim, "acaso" é apenas um conjunto calculável (mesmo que infimamente representativo) de probabilidades, da mesma forma que o "caos" não passa de um conjunto de regras, normas e ordens que se referem a momentos e casos específicos. Sim, eu vejo "ordem no caos", enxergo "propósito e deliberação no acaso". Não é a toa que um número enorme de amantes da Física dêem continuidade ao aprendizado em Filosofia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Não acho que seja por acaso que eu conheço e/ou reencontro determinada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pessoa, tenho a intuição de ir ou não a determinado local em determinada hora, faço mudanças repentinas de planos. Eu vejo padrões nesses eventos, em que a minha participação "casual" tem um efeito sobre uma linha de acontecimentos que pouco ou nada teriam a ver comigo. Isso acontece o tempo todo para quem tiver paciência e percepção aguçada para ver, ouvir e sentir os movimentos do mundo, dentro de nós e à nossa volta. Alguns chamam isso de "intervenção divina", "milagre", "consciência interior", "fé" etc. Eu não me preocupo tanto com nomes e definições - todos já devíamos ter percebido há tempos que nomes e definições sofrem da tendência desagradável a serem incompletos, limitados em si mesmos e limitadores daquilo que pretendem nomear/definir - e prefiro dar mais atenção ao processo em si, à conjunção dos fatos e, em especial, à nossa possibilidade de manipulação e participação influente nos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc8_fBlfMI/AAAAAAAAAFc/_uEjNRN6hWM/s1600-h/The-Remains-of-the-Day-Posters.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc8_fBlfMI/AAAAAAAAAFc/_uEjNRN6hWM/s200/The-Remains-of-the-Day-Posters.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113622963260062914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não deve ser a toa, portanto, que, numa mesma semana, eu tenha me deparado com um docu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mentário na TV&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; sobre os famigerados "Protocolos de Sião", tenha lido sobre a Grande Diáspora em um livro explicando definições de História Cultural, tenha assistido o excelente "Vestígios do Dia" com Anthony Hopkins, Emma Thompson e Christopher Reeve, tenha participado de um debate sobre preconceito religioso entre cristãos e judeus e tenha sido convidado a falar sobre diversidade religiosa para um seminário acadêmico. Tudo isso é "muita coincidência", mesmo para quem acredita no acaso. Portanto, eu achei por bem falar um pouco sobre o tema (ou melhor, sobre a interconexão de temas) para minha meia dúzia de leitores fiéis - que não por acaso são de diferentes correntes religiosas e/ou ateístas. Talvez eu até encontre eco nos seus diferentes pontos de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc9lfBlfNI/AAAAAAAAAFk/kkn8dvi2Wls/s1600-h/marx.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 120px; height: 147px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc9lfBlfNI/AAAAAAAAAFk/kkn8dvi2Wls/s200/marx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113623616095091922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A história é a seguinte: em 1848, os alemães Karl Marx e Friedrich Engels publicaram o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manifesto do Partido Comunista&lt;/span&gt;. Engels, o menos citado dos dois, era filho de um rico industrial. Marx era filho de judeus, forçados à conversão cristã para poderem permanecer no serviço público. A "herança semita" seria um dos pretextos para alguns líderes mundiais declararem o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manifesto &lt;/span&gt;uma obra perigosa - curiosamente, Marx não professava o Judaísmo e defendia uma sociedade distinta da religião. De qualquer forma, o medo tanto do Comunismo quanto dos Judeus, influenciou o Czar russo no final do século XIX, Hitler na Alemanha dos anos 30, McCarthy nos EUA nos anos 50 e tantos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1865, Maurice Joly publicou uma sátira política chamada "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O diálogo no inferno entre Maquiavel e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc90_BlfOI/AAAAAAAAAFs/jUP8oYlmscA/s1600-h/180px-1912ed_TheProtocols_by_Nilus.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc90_BlfOI/AAAAAAAAAFs/jUP8oYlmscA/s200/180px-1912ed_TheProtocols_by_Nilus.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113623882383064290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Montesquieu&lt;/span&gt;", na qual havia uma série de supostas táticas e estratégias contra o governo de Napoleão III. Em 1897, os textos apareceram, grosseiramente plagiados, na Rússia czarista, na forma dos lendários "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Protocolos dos Sábios do Sião&lt;/span&gt;". Uma falsificação criada pela polícia secreta Okhrana, adaptada para culpar os judeus pelos problemas enfrentados no Império. Indo muito além dos judeus, o texto se apresenta como uma ata, que supostamente teria sido redigida em um congresso secreto na Basiléia, em 1807. No tal congresso super-secreto, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sábios maçons, bolcheviques, rosacruzes, judeus, membros de sociedades secretas e outros, teriam se reunidos para estruturar um esquema de destruição do Cristianismo. Eles teriam criado planos terríveis para &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;explodir cidades européias, utilizar a Cabala para dominar a força mágica da Igreja Católica, inocular o tifo em chefes de Estado e, quando o mundo estivesse finalmente dominado, estuprar as mulheres cristãs e escravizar os seus maridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vejam isso: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;maçons, bolcheviques, rosacruzes e judeus, todos juntos, conspirando para destruir o Cristianismo! Se tivessem sido inventados neste século, os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Protocolos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;provavelmente incluiriam os Wiccanos e os adeptos do Candomblé. Sim, o mundo já foi bem mais ingênuo... Infelizmente, o Czar usou os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Protocolos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para tirar propriedades dos judeus ricos e expulsá-los. Hitler fez pior ainda, como todos sabemos: ele fundamentou muito daquele livro ridículo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Mein Kampf&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, nos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Protocolos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e, mais tarde, os usaria para justificar o extermínio de judeus no III Reich (apesar de, ainda hoje, neonazistas tentarem provar que o Holocausto nunca ocorreu ou que, pelo menos teria justificativa). Alguns islâmicos hoje falam do Holocausto evidenciando "os dois lados da questão", como se o judeus tivessem massacrado outros povos antes da guerra recente e cada vez mais sangrenta entre Israel e os palestinos; massacre de outros povos, só se os islâmicos levarem em conta a Bíblia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Protocolos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ainda hoje servem de "base intelectual" para "provar" a culpa dos judeus em tudo de errado que acontece no mundo.  Desde &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;meados &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dos anos 90, eles estão disponíveis gratuitamente, em diversos idiomas, na internet. Em 2000, o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;s países de cultura árabe começaram a usar publicamente os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Protocolos &lt;/span&gt;para justificar o ódio pelos judeus e pela "campanha sionista de dominação mundial". &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 2001, uma minissérie de TV foi exibida no Egito, usando os textos para acusar os judeus  de tentarem dominar todo o Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc-N_BlfPI/AAAAAAAAAF0/jRDsMliyjI0/s1600-h/veneza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc-N_BlfPI/AAAAAAAAAF0/jRDsMliyjI0/s200/veneza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113624311879793906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aí, surge a dúvida: mas, por que os judeus? Ou, melhor ainda, por que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;só &lt;/span&gt;os judeus? A história está cheia de exemplos de segregação que eles sofreram. Segundo Sennet, o termo "gueto" foi criado em referência a eles: em Veneza, no século XIV, as ilhas que abrigavam as fundições de armas e casas de ourivesaria (chamadas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;getto&lt;/span&gt;) eram habitadas apenas pelos judeus - e tinham suas pontes levantadas e portões fechados à noite, para isolá-los do resto da cidade. Por isso, até hoje, a palavra traz a marca do isolamento&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc-kvBlfQI/AAAAAAAAAF8/Kzjz3n-5wvA/s1600-h/carnaval-veneza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc-kvBlfQI/AAAAAAAAAF8/Kzjz3n-5wvA/s200/carnaval-veneza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113624702721817858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; social. O mais curioso sobre aquela época é que, enquanto jovens e belíssimos travestis mascarados trafegavam de gôndola pelos canais da cidade, fortemente protegidos por guarda-costas, trabalhando como modelos para expor as jóias mais refinadas (que as famílias ricas compravam diretamente dos barcos, sob vigilância de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; milícias e sociedades&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc-_PBlfRI/AAAAAAAAAGE/nXO7pw3EFgc/s1600-h/MerchantofVenice.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 143px; height: 143px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc-_PBlfRI/AAAAAAAAAGE/nXO7pw3EFgc/s200/MerchantofVenice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113625157988351250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; comerciais bem organizadas), os judeus ficavam à margem da sociedade: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;úteis, desde&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; que mantidos em isolamento (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ponto para os gays!&lt;/span&gt;). O tratamento dispensado em Portugal e na Espanha não foi diferente: o Brasil &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e a América Colonial receberam grandes quantidades de "cristãos novos" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;exilados (ou auto-exilados) fugindo da Inquisição e dispostos a recomeçar a vida no Novo Mundo. Shakesperare, no século XVI, imortalizaria a "malícia e usura" dos judeus em "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mercador de Veneza&lt;/span&gt;", que por sinal termina com a conversão do terrível agiota Shylock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros de História Cultural destacam &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, na época da ascensão de Hitler, uma verdadeira enxurrada de intelectuais judeus apareceu na Inglaterra, França e Estados Unidos, entre outros países, no movimento conhecido como Grande Diáspora. Acolhidos em altos círculos acadêmicos, eles puderam desenvolver ciências, filosofia e arte, apesar de muitos ainda sofrerem preconceito (mais ou menos velado) e outros terem sido capturados e encaminhados de volta ao inferno nazista. O filme "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vestígios do Dia&lt;/span&gt;" mostra um pouco do problema que os judeus menos favorecidos sofriam na Inglaterra (curiosamente, o filme foi ofuscado no Oscar de 1994 por "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Lista de Schindler&lt;/span&gt;"). Acuado, Walter Benjamin se matou. Outros membros da Escola de Frankfurt, Theodor Adorno e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Max Horkheimer,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; levaram o famoso Instituto para Pesquisa Social para Genebra, de onde ele foi para os EUA, só voltando a Frankfurt em 1951. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc_WPBlfSI/AAAAAAAAAGM/f6GTNyP-C9g/s1600-h/Albert+Einstein.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 145px; height: 174px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc_WPBlfSI/AAAAAAAAAGM/f6GTNyP-C9g/s200/Albert+Einstein.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113625553125342498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Freud perdeu suas irmãs para os campos de concentração. Einstein e seus colegas foram para os EUA. É dele a famosa frase "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se minhas teorias se provarem corretas, os alemães lembrarão que eu sou alemão e os americanos dirão que eu sou cidadão do mundo; se elas estiverem erradas, os americanos lembrarão que eu sou alemão e os alemães, que eu sou judeu&lt;/span&gt;". Alguém ainda tem alguma dúvida sobre a Relatividade, expressa aqui de maneira tão simples?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para perceber um padrão, não? O povo judeu, unido ou disperso, praticante ou "convertido", teve acesso a riquezas e as usou de forma prática, fomentando estudos que renderam ao mundo grandes gênios. Se eles realmente quisessem conquistar o planeta, já não teriam feito isso? A justificativa apresentada pelos seguidores dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Protocolos &lt;/span&gt;são tão pífias quanto a suposta "defesa da liberdade de expressão" que os religiosos homofóbicos usam para defender seu "direito" de afirmar publicamente que os homossexuais são pecadores  possuídos por demônios, que morrerão de AIDS e irão parar no inferno. É o fundamentalismo na sua face mais triste, algo perigosamente semelhante ao que leva alguns islâmicos a praticarem atos terroristas - não vou comentar aqui as muitas teorias conspiratórias sobre 11 de setembro; há muitos outros eventos abertamente praticados por alguns fundamentalistas islâmicos. E, sim, há aqueles que culpam os judeus pelo ataque ao WTC e usam os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Protocolos &lt;/span&gt;como base teórica para justificar essa afirmação. Vai entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundamentalismo, em qualquer religião, originalmente significava apenas "a busca pelos fundamentos da fé" daquela crença; entretanto, ele acabou sendo transformado em "extremismo", algo que beira a perturbação mental e justifica qualquer ato, por mais hediondo que seja.  O exagero é um erro em qualquer prática, em qualquer nível. Há quem diga que os judeus são simplesmente "amaldiçoados" por terem negado a Jesus o status de Messias. Mas, se assim fosse, porque as igrejas cristãs manteriam o Antigo Testamento na Bíblia? Como eles poderiam aceitar textos escritos por judeus (mesmo que sob a pretensa "inspiração divina")? O paradoxo não pára aí; há muitos equívocos históricos comprovados envolvendo os judeus, desde passagens bíblicas adaptadas de mitos babilônicos e egípcios muito mais antigos, até os Protocolos, um documento obviamente forjado, mas que ainda deixa sua mácula por onde é lido, ajudando a fomentar o ódio e a segregação. É por essas e outras que "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;amai teu próximo como a ti mesmo&lt;/span&gt;" cada vez mais parece  com "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;transformai o próximo em uma cópia de ti mesmo e então amai-o&lt;/span&gt;". Os católicos e os primeiros protestantes forçaram a conversão; vários islâmicos simplesmente querem exterminá-los. E, na hipótese de que um dia isso realmente aconteça, depois que os judeus tiverem sumido do mapa, quem eles vão culpar? Os gays estão na fila, disso eu tenho certeza...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-4430976913107145129?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/4430976913107145129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=4430976913107145129' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/4430976913107145129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/4430976913107145129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/09/protocolos-fundamentalismo-e.html' title='Protocolos, Fundamentalismo e Preconceito'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rvc8ovBlfLI/AAAAAAAAAFU/FzmrR27xKW0/s72-c/fractal-flower.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-8736178955711429263</id><published>2007-09-10T19:53:00.000-07:00</published><updated>2007-09-12T12:06:23.286-07:00</updated><title type='text'>O Casório, o Cemitério, a Vigília e o Aniversário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Definitivamente, esse foi um fim de semana cheio de eventos e surpresas. Aqueles que me conhecem sabem que eu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;detesto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;surpresas, mesmo as boas... apesar de que, entre mortos e feridos, salvaram-se (quase) todos. E seus fatos e eventos começaram e terminaram na família, em um ciclo notável, que merece uma pequena crônica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYir6c3jVI/AAAAAAAAAEU/GkD7OwC4wmg/s1600-h/%21+Raphael+casamento+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYir6c3jVI/AAAAAAAAAEU/GkD7OwC4wmg/s200/%21+Raphael+casamento+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108808965118463314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para começar, na quinta-feira o meu "primo" Raphael (que divide comigo e os demais membros da família a sina de ser conhecido como "Peret" pela maioria das pessoas) se casou. Com a filha Izabelle pronta para chegar em dezembro (mais &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uma sagitariana, uhu!), ele e a Noelle se casaram no cartório. Eu não pude ir, mas tive a chance de ver uma filmagem rápida do banho de arroz na saída do evento. Acreditem, foi uma enxurrada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mesmo, com direito a arroz ricochetea&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ndo no pequeno nariz do Rapha e acertando vários co&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nvidados incautos... espero que coloquem no Youtube, o mundo merece a chance de ver isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na sexta-feira tivemos o feriado de Sete de Setembro - dia em que celebramos o momento em que o Brasil deu continuidade a um processo político lógico e óbvio, fez uma transição pacífica e diferente de todo o resto do continente, herdou uma dívida externa absurda (parte da que Portugal tinha com a Inglaterra) e ainda pagou uma indenização a Portugal pela sua "independência". E tudo isso gritando&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYjE6c3jWI/AAAAAAAAAEc/5tS01-J3z0w/s1600-h/%21+Independencia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYjE6c3jWI/AAAAAAAAAEc/5tS01-J3z0w/s200/%21+Independencia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108809394615192930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Independência ou Morte&lt;/span&gt;"... "Independência de quem" e "morte de quem" são dúvidas que ainda pairam no ar, 185 anos depois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bom, pelo menos as coisas não estão tão mais na mesmice que se esperava: o Governo foi vaiado em Brasília, houve interrupção do desfile em Maceió... Cada vez mais, parece que os desfiles militares de Sete de Setembro dão lugar às Paradas GLBT como eventos de representatividade nacional e comemoração dos direitos civis, das conquistas sociais e, principalmente, verdadeiras festas populares. Como se não bastasse o descrédito que o povo tem nas autoridades constituídas, o desfile tradicional ainda carrega em si um r&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;anço da Ditadura, das obrigatoriedades de alistamento e voto, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;deveres &lt;/span&gt;civis etc. Nas Paradas, por outro lado, desfila quem quer, patrocina quem tem interesse e trabalha quem deseja se voluntariar em nome da conscientização e dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;direitos&lt;/span&gt; civis. E na balança de direitos x deveres, acho que todos sabem quem ganha na preferência popular... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda na sexta-feira, ao me pesar na balança eletrônica do shopping, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tive a boa notícia de que consegui &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cumprir a meta da dieta proteica ("&lt;span style="font-style: italic;"&gt;toda dieta tem uma meta certa&lt;/span&gt;"; apesar da rima ruim, essa é uma verdade universal) e perdi 10kg em três semanas. Não fiquem tão entusiasmados... eu sofri um bocado, entre o mau humor diário, o mau hálito matinal e a prisão de ventre constante, a dieta de proteínas é um fardo. Não tentem isso em casa, crianças, pelo menos não sem acompanhamento sério de um profissional!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na volta para casa, um susto: o táxi onde eu estava levou uma batida forte na traseira. Eu estava de cinto, mas de alguma forma a inércia fez meus chinelos arrebentarem. O táxi ficou bem amassado e, pior ainda, incapaz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de prosseguir viagem. A PM que fazia blitz na área finalmente fez algo de bom e registrou tudo, pegou meus dados e me liberou para prosseguir - apesar de que subir a minha ladeira a pé e descalço não era exatamente uma boa forma de voltar para casa. Se alguém ainda tinha dúvidas sobre eu não gostar de "levar um tranco por trás", agora não deve ter nenhuma...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYjRqc3jXI/AAAAAAAAAEk/d9zcOMEwu30/s1600-h/%21+marieta+andrea.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYjRqc3jXI/AAAAAAAAAEk/d9zcOMEwu30/s200/%21+marieta+andrea.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108809613658525042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A sexta foi coroada como a noite das surpresas estranhas e infelizes. Um amigo me convidou para assistir a peça "As Centenárias", com Marieta Severo e Andréa Beltrão, no Teatro Poeira. O teatro fica na Rua São João Batista - aquela que termina no cemitério de mesmo nome, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em Botafogo. A peça está "bombando", fazendo tanto sucesso que tinha manobrista de estacionamento até na porta do cemitério, a meio quarteirão de distância; quem passasse por ali poderia achar que havia uma "festa de jazigo", tal a quantidade de carros caros estacionados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Momento "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;too much information&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;" - se você não tiver estômago para um pequeno depoimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYkJ6c3jYI/AAAAAAAAAEs/mOJe7i3InUo/s1600-h/%21+sao+joao+batista.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYkJ6c3jYI/AAAAAAAAAEs/mOJe7i3InUo/s200/%21+sao+joao+batista.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108810580026166658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; de conteúdo erótico gay, pule este parágrafo&lt;/span&gt;] Ah, o São João Batista... aquele cemitério tem história, sabiam? Sim, eu confesso, foi lá, em uma das quadras próximas ao morro, que aconteceu o "evento". O que foi, eu não contei o "evento"? Pois então: um dia, há muito tempo atrás, eu tinha ido ao dito cemitério para prestar homenagens à mãe de um conhecido. Eu não era propriamente amigo dele - da mãe, então, menos ainda. Por isso não é de se estranhar que eu não ficasse muito tempo e resolvesse dar um passeio para retomar um antigo passatempo, de ler datas de nascimento e óbito e calcular idades. Curiosidade mórbida? Talvez... O fato é que, entre admirar a arquitetura desse jazigo e os arranjos florais daquela tumba, eu me deparei com um auxiliar de coveiro que faria qualquer esqueleto balançar. Cerca de 19 anos, torso nu, calças jeans desbotadas, músculos marcados... E sabia se divertir com uma pá, isso eu pude comprovar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in loco&lt;/span&gt;. Sim, foi ali mesmo, com féretro passando na esquina daquela quadra e tudo. Quando as pessoas me perguntam "mas você pegou o garoto numa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cova&lt;/span&gt;?!", eu sempre lembro que, tecnicamente, eu só entrei em um buraco, só é "cova" quando você enterra algo nela. Sim, um amigo já me lembrou que, tecnicamente, eu enterrei alguma coisa no buraco - mas pula essa parte, OK? [&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fim do momento "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;too much information&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;" - voltamos à programação normal&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYm9ac3jZI/AAAAAAAAAE0/a4GLATKIEXA/s1600-h/%21+bispo+macedo+e+diabo.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYm9ac3jZI/AAAAAAAAAE0/a4GLATKIEXA/s200/%21+bispo+macedo+e+diabo.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108813663812685202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Infelizmente, eu não consegui assistir a peça. Lembram-se de que eu disse que ela estava bombando? Pois é, o amigo que me convidou tinha convites de cortesia para trocar, mas o teatro lotou antes que ele chegasse. Devido à "Vigília pela Paz" da Empresa Universal do Reino de Deus na praia de Botafogo, o trânsito estava muito ruim e ele chegou tarde demais. Aliás, esse "evento" merece um comentário adicional: depois de usar a mídia descaradamente para mentir ao público, o Bispo Macedo e sua gangue usam o povo crédulo para alimentar sua mídia e manter o ciclo em movimento. Eu explico: acusados de não obter permissão da Associação de Moradores para sua vigília e ameaçados de não poderem realizá-la por se tratar de "perturbação da paz" (irônico, não? Uma vigília pela paz que perturba a paz), os pastores e bispos da IURD trataram de mostrar naquele programa "Escuta e acredita no que eu estou falando" (ou algo assim) uma filmagem da praia de Botafogo para "fazer todos verem que a praia é uma área pública e comercial, quase sem residências próximas". Só que eles só mostraram a porta do Botafogo Praia Shopping. Para quem não sabe, com exceção do shopping, do Cine Arteplex e da Casa &amp; Vídeo, toda a extensão da orla da praia de Botafogo é ocupada por prédios residenciais, alguns deles com 60+ apartamentos por andar. Usar a exceção para provar a regra é uma coisa; tentar fazer a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;exceção &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ser a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;regra &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;é outra muito diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por fim, o aclamado Bispo Macedo fez o seu comercial - literalmente: seus "obreiros" distribuíram "carnês&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYnLKc3jaI/AAAAAAAAAE8/HcwEQhTGFdk/s1600-h/%21+bispo+macedo+e+broadway.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYnLKc3jaI/AAAAAAAAAE8/HcwEQhTGFdk/s200/%21+bispo+macedo+e+broadway.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108813900035886498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de auxiliar" à população que compareceu. O carnê declara que quem fizer o depósito será um auxiliar do Bispo e que Edir Macedo rezará por cada um deles; mais ainda, que o objetivo é "coletar almas para o Senhor Jesus", usando o dinheiro arrecadado para fortalecer a estrutura de comunicação da IURD, que já é super poderosa. Todos sabemos que o dízimo e a oferta não são fiscalizados pela Receita Federal; porém, usar essa verba tão abertamente para custear sua rede nacional de jornais, rádio e televisão já é um abuso total. Não existe uma autoridade nesse país capaz de fazer essa vergonha e falcatrua deslavadas acabarem? O que tem de "paz" nesse processo viciado e obviamente explorador da (boa) fé popular? O fato dessa apropriação indébita de verbas ter sido noticiada na primeira páginas dos jornais não quer dizer nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, eu recomendo "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Centenárias&lt;/span&gt;", mesmo sem tê-las visto; é teatro, é Marieta Severo, é Andréia Beltrão, é cultura e é beneficiado pela Lei Rouanet - enquanto existirem iniciativas como essa, podemos ter a esperança de que as igrejas empresariais não conseguirão abocanhar mais essa fatia das verbas públicas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYoiqc3jbI/AAAAAAAAAFE/hhJv23BtyWA/s1600-h/%21+tio+alberto+e+familia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYoiqc3jbI/AAAAAAAAAFE/hhJv23BtyWA/s200/%21+tio+alberto+e+familia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108815403274440114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Voltando à parte feliz do fim de semana: no sábado, foi o aniversário de 80 anos do meu tio Alberto. Reuniões de família são coisas engraçadas... Muitos de nós dizem que não apreciam, alguns até fazem o possível para evitá-las. Mas o fato é que a família existe, é uma instituição importante em nossas vidas e, no meu caso, ela é enorme e festas assim são ótimos momentos para rever pessoas com quem não temos contato há anos, às vezes décadas. O que eu mais escutei foi "mas menino, eu não te via desde que te carreguei no colo!" e "Eu não vejo fulano desde a festa de 15 anos de beltrana" (detalhe, a dita beltrana já pode estar com bem mais de 30 rsrsrsrs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, particularmente, fico em uma situação muito especial nessas ocasiões: como caçula e temporão, agora que eu estou chegando aos 40, a maior parte dos meus primos tem algo em torno de 50+ anos. Meus vários tios têm uma média de 75-80. E nossa família é notoriamente prolífica, com três ou mais gerações em taxa de crescimento &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;constante&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Resultado: metade da festa declarava já ter me carregado no colo; e a outra metade (seus filhos e netos) eu já tinha carregado no colo. Até encontrei um rapaz (namorado de uma prima de grau indeterminado) que eu já carreguei no colo recentemente (mas pula essa parte também)... o coitado não sabia onde ficar para sumir de vista toda vez que eu passava e eu achei por bem não trazer o assunto à tona naquele momento. Etiqueta é essencial nessas horas, tenham isso sempre em mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etiqueta só faltava quando os grupos se reuniam. Não importa muito a idade ou procedência, nossa família é&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYo4qc3jcI/AAAAAAAAAFM/X6u_qoFFbzQ/s1600-h/%21+tio+alberto+e+familia+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYo4qc3jcI/AAAAAAAAAFM/X6u_qoFFbzQ/s200/%21+tio+alberto+e+familia+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108815781231562178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; marcada por algumas características típicas dos seus membros adultos (em três das quais eu sou exceção notória): nariz avantajado, baixa estatura e diâmetro no lugar de cintura. E olhem que eu só tenho 1,76m e acabei de fazer uma dieta exaustiva... Meus primos amigavelmente se apelidam de "bola" depois do primeiro nome: "Armando Bola, Alberto Bola" etc. Minhas sobrinhas nem conseguiram ultrapassar a mãe delas, que por sua vez empata em altura com a minha mãe, abaixo de 1,60m. Quando a minha mãe, irmã, tias, sobrinhas e primas se reuniram, eu só conseguia pensar "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bem-vindos ao Condado!&lt;/span&gt;". Nós poderíamos faturar uma grana alta com uma versão brasileira do "Senhor dos Anéis", com certeza... E acreditem quando eu digo que eu sou um dos membros mais sérios da família: comentários engraçadinhos são uma regra geral entre os Peret, ninguém escapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi realmente um fim de semana prolongado e deveras agitado. Como eu disse, entre mortos (os do São João Batista) e feridos (o táxi e o meu orgulho pessoal por não ter ido ao teatro graças à IURD), salvaram-se (quase) todos - o táxi está acabado mesmo e o Bispo Macedo parece ter ganho mais uma rodada; entretanto, ter visto meus parentes se divertindo a valer na festa dos 80 anos do meu tio me encorajou a comemorar meus humildes 40 anos de forma clássica, entre família e amigos. Afinal, cada vez mais eu me convenço de que ainda nem cheguei à metade da minha vida (ou melhor dizendo, ainda não cheguei à metade da vida do meu pai, que está com 81; e espero viver no mínimo tanto quanto ele, que está lá, firme e forte); e se eu puder chegar até o fim com a alegria, paz de espírito e felicidade de ter tantos entes queridos à minha volta como tenho agora, terá sido uma vida repleta de realizações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-8736178955711429263?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/8736178955711429263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=8736178955711429263' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8736178955711429263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8736178955711429263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/09/o-desfile-o-cemitrio-viglia-e-o.html' title='O Casório, o Cemitério, a Vigília e o Aniversário'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RuYir6c3jVI/AAAAAAAAAEU/GkD7OwC4wmg/s72-c/%21+Raphael+casamento+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-2653294109389444788</id><published>2007-09-02T15:54:00.000-07:00</published><updated>2007-09-03T19:46:07.664-07:00</updated><title type='text'>A Moreninha e o Desperdício</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttZwac3jUI/AAAAAAAAAEM/5kXvfdOK-sM/s1600-h/%21%21%21+suplicy.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 176px; height: 144px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttZwac3jUI/AAAAAAAAAEM/5kXvfdOK-sM/s200/%21%21%21+suplicy.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105773290823585090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Recentemente,  nossa excelentíssima Ministra do Turismo (ou será do Turismo Sexual? Afinal, depois de ter dito "relaxa e goza" sobre o caos aeroviário...) foi pega em outro imbroglio com uma de suas expressões infelizes, ao indagar se a atleta Eliete Cardoso era mãe de Daiane dos Santos, porque as duas seriam "moreninhas". Indignada, Eliete respondeu que não era "moreninha" e sim negra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;       Bom, para mim a única e inesquecível jovem que pode receber esse tít&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ulo é&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Carolina, personagem criada por Joaquim Manuel&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de Macedo no seu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; romance, não por acaso,&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttT4Kc3jPI/AAAAAAAAADk/yQnGZQuURdA/s1600-h/moreninhadefinitiva.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttT4Kc3jPI/AAAAAAAAADk/yQnGZQuURdA/s200/moreninhadefinitiva.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105766826897804530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; chamado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"A Moreninha" (1844). Considerada a primeira obra do Romantismo nacional, dizem que ela deu mais fama e fortuna a seu autor do que as carreiras de médico e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;professor juntas. Naquele&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; tempo, talvez escritor brasileiro ganhasse mesmo um bom dinheiro, mesmo sem ser o Paulo Coelho, quem sabe... O romance, aliás, rendeu uma novela excelente, simples, envolvente e muito bem feita, que chamou a atenção do público não apenas para a literatura brasileira, como também para a beleza singela da Ilha de Paquetá. Se alguém ainda não a visitou, não sabe o que está perdendo. A ilha é linda, tem umas casas muito bonitas e conservadas e também umas praias pequenas mas muito aconchegantes - tá bom, é na Baía de Guanabara, mas eu não estou dizendo a ninguém pra entrar na água...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Voltando à questão de nomenclatura, todos os que me conhecem sabem que eu tenho muito cuidado com o excesso de politicamente correto, que tende a gerar uma série de&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttURac3jQI/AAAAAAAAADs/icgLA_sG8NE/s1600-h/patinacao_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttURac3jQI/AAAAAAAAADs/icgLA_sG8NE/s200/patinacao_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105767260689501442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; distorções e inadequações, chegando a beirar o ridículo algumas vezes. Mas, nesse caso, a patinadora Eliete Cardoso está corretíssima: chamar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;um negro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;afro-descendente&lt;/span&gt; é politicamente correto; chamá-lo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;negro, &lt;/span&gt;mantendo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uma conotação de orgulho étnico-racial é aceitável (desde que aquele que chama não seja branc&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o, louro e de olhos claros; "quem chama", nesse caso, é tão importante quando "do que se chama"); chamá-lo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;preto &lt;/span&gt;é ofensivo (claro, existem exceções quando o próprio sujeito as aceita em tom de brincadeira); porém, chamá-lo de "moreno" é um eufemismo típico de quem quer ser cortez e não sabe como; de quem se atrapalha todo tentando mostrar que não é preconceituoso; de quem, enfim, geralmente (não sempre, mas geralmente) guarda um ranço cultural tão entranhado, que tem dificuldade em se expressar adequadamente, mesmo que não tenha nenhum preconceito (no caso da ministra, tal como no exemplo no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;negro&lt;/span&gt;, o fato de ela ser branca e loura - natural ou não - agrava ainda mais a situação dela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; A língua é um reflexo da cultura. Mais ainda, ela é (literalmente) a verbalização dessa cultura, uma de suas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; manifestações mais diretas e evidentes. E a língua está cheia de  "gafes", expressões eufemísticas que geralmente têm as melhores intenções e, como tal, estão destinadas a levar seu usuário ao inferno social.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttWAqc3jRI/AAAAAAAAAD0/LQxWn1wGAxc/s1600-h/puroosso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 96px; height: 147px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttWAqc3jRI/AAAAAAAAAD0/LQxWn1wGAxc/s200/puroosso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105769171949948178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;     Os diminutivos, particularmente, têm lugar de destaque na Língua Portuguesa. Já dizia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Luís Fernando&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Veríssimo: só a morte e seus aspectos não recebem eufemismos dimin&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;utivos. Nossa vidinha não termina em uma mortinha; ninguém vai a um veloriozinho nem a um enterrinho, ninguém acende velinha de defunto nem vai à missinha de sétimo dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas todo mundo vai a uma festinha de vez em quando, toma um choppinho, come uns &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;salgadinhos, faz um lanchinho... aí, quando &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;você está empaturrado de lanchinho atrás de lanchinho, de fazer uma boquinha agora e depois mais outra daqui a&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttW0ac3jSI/AAAAAAAAAD8/UtdJHl9T5PA/s1600-h/Jabba_the_Slut.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 143px; height: 155px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttW0ac3jSI/AAAAAAAAAD8/UtdJHl9T5PA/s200/Jabba_the_Slut.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105770061008178466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; pouco, lá vêm os amigos bem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;intencionados dizer que "o fulano está gordinho, né?" Ninguém está obeso, é sempre "gordinho". E o "gordinho", certo de que está agradando, crente que ainda está dentro dos limites (os mesmos que a auto-indulgência já esticou há muito tempo além das fronteiras da razão) nem se dá conta de que já passou do seu ideal de peso em mais de 20kg, está com o sangue cheio de colesterol, as veias entupidas, o triglicerídeo nas nuvens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesmo já fui vítima desse tipo de gafe, por razões adversas: eu sempre achei por bem chamar algo que eu acho fofo de "bonitinho", até que um dia um pretendente a namorado me disse, indignado, que "bonitinho é o mesmo que feio arrumadinho". Até eu explicar pra ele que eu nunca tinha considerado o uso desse termo dessa forma, tinha perdido a chance de um possível relacionamento. Também, com uma pesso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a assim eu nem iria querer, mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De eufemismo em eufemismo, continuamos tentando filtrar a verdade do dia-a-dia através de lentes coloridas e acabamos deixando escapar expressões de preconceito, de inadequação, de vergonha mesmo. O que há de errado em chamar um negro de negro (dentro das devidas proporções de respeito, claro)? Que vergonha ele deve ter de suas origens? Ou que há de mal dizer claramente a um amigo obeso que ele está obeso? Se ele se sente bem assim, é com ele; se ele precisa de ajuda, é conosco. Na ânsia de não ofender, por vezes acabamos ofendendo muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me lembra aquela piadinha (outro diminutivo) sobre a orientação sexual e os salários mínimos: Se você é homem, gosta de outro homem e ganha de 3 a 5 salários, você é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;viaaaado&lt;/span&gt;; se ganha de 5 a 8, é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bicha&lt;/span&gt;; se ganha de 8 a 10 salários, é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gay&lt;/span&gt;; se ganha de 10 a 15 salários, é entendido; se ganha de 15 a 20 salários, é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homossexual&lt;/span&gt;; se ganha mais de 21 salários mínimos, é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rapaz bem educado que teve problemas na adolescência&lt;/span&gt;. Aí, a pergunta: "Mas e o homem que gosta de outro homem e ganha menos de 3 salários?" "Esse não tem dinheiro nem pra comprar o batom e a peruca, nem pode ser uma trava decente!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horrível, eu sei. Eu avisei que era uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;piadinha&lt;/span&gt;. Mas a mensagem é clara, não? A forma como nós mesmos nos vemos e nos expressamos é socialmente determinada por tantos ângulos que nós mesmos nos perdemos às vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outro dia, uma amiga estava olhando comigo uma revista, quando se&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttYBqc3jTI/AAAAAAAAAEE/eK_dKabq-j8/s1600-h/apple.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 185px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttYBqc3jTI/AAAAAAAAAEE/eK_dKabq-j8/s200/apple.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105771388153072946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; deparou com a foto de um conhecido&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; artista e "galã" - que ela hoje sabe que não é 100% heterossexual. Na foto, aliás, ele estava ao lado de outro galã que, segundo as fofocas de bastidores, é seu atual namorado (claro, ambos riem publicamente disso e ostentam várias mulheres como possíveis companheiras de noite). &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;**Atenção, a foto ao lado é meramente ilustrativa **&lt;/span&gt; Distraidamente, ela disse algo como "ele é tão lindo, que desperdício". Eu olhei para ela e perguntei tranqüilamente: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"E no que, exatamente, você acha que eles dois desperdiçam alguma coisa?" Ela me olhou pálida, sem ação, sem resposta, pega no ato com um comentário absolutamente preconceituoso e totalmente inocente. Sim, eu insisto, no que qualquer gay - lindo ou não, famoso ou não, rico ou não - desperdiça sua vida? Ao não fazer filhos? Muitos os fazem, outros tantos os adotam e criam e todos continuam com sua orientação sexual, logo isso não justifica nada; Não ficar com uma mulher?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Mas aí ele não estaria desperdiçando de verdade a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; sua vida (como aliás muitos enrustidos fazem, tornando suas próprias vidas miseráveis e infelizes enquanto enganam a si mesmos, suas cônjuges e famílias?) No que, exatamente, um homossexual desperdiça sua vida? Ao não constituir uma família nos moldes e tradições judaico-cristãs? Não será melhor que ele constitua uma família de verdade ao lado de seu companheiro, com ou sem filhos, e viva a plenitude de sua relação, sem desperdício algum? Eu nunca desperdicei relacionamentos felizes minha vida, isso eu posso assegurar a todos os que já me disseram isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, que tal pararmos por um instante, olharmos para nós mesmos, pensando conscientemente no que gostamos e não gostamos naquilo que estamos vendo? Que tal usarmos um pouco mais de verdade em nossas relações do dia-a-dia? E que tal, principalmente, guardarmos os eufemismos para os momentos adequados, em que eles não causarão mal algum nem nos meterão em encrencas? Eu, pelo menos, agora chamo qualquer pretendente de "gracinha", antes de qualquer outra coisa - sei lá, se eu disser que ele é "fofinho", ele pode achar que eu o estou chamado de gordo através de um eufemismo... A gente nunca sabe o nível de auto-conhecimento (ou de auto-indulgência, ou de auto-piedade) que uma pessoa tem, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchauzinho por enquanto, meus queridos leitores, até a próxima! Até porque, como todos nós sabemos, adeuzinho não tem nada de adeus...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-2653294109389444788?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/2653294109389444788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=2653294109389444788' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/2653294109389444788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/2653294109389444788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/09/moreninha-e-o-desperdcio.html' title='A Moreninha e o Desperdício'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RttZwac3jUI/AAAAAAAAAEM/5kXvfdOK-sM/s72-c/%21%21%21+suplicy.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-627093462535846361</id><published>2007-08-25T14:49:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T19:38:45.001-07:00</updated><title type='text'>Histórias de ônibus</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em primeiro lugar, por favor, peço que me perdoem o silêncio de mais de dois meses. Depois dos eventos traumáticos relatados no meu último texto, confesso que perdi um pouco do ânimo para escrever. As questões que me levaram a abrir este espaço - a necessidade de expressar opiniões e ouvir (bom, na verdade ler) comentários e  críticas, minhas idéias sobre preconceito, sexualidade, gênero, história, religião etc. - empalideceram diante da simples verdade de que a vida humana é imensamente frágil. Além disso, ao voltar para uma tentativa de viver mais intensamente cada momento (uma reação comum quando se passa por um encontro nada sutil com a morte) houve os usuais contratempos do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RtDnfKc3jNI/AAAAAAAAADU/k4U6cHdLvqI/s1600-h/%21+ifcs.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RtDnfKc3jNI/AAAAAAAAADU/k4U6cHdLvqI/s200/%21+ifcs.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102832900378168530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entretanto, após outro choque (esse muito menor, na verdade: não passei na primeira fase da seleção do Doutorado no IFCS/UFRJ; não é um assunto "de vida e morte", mas eu não sou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;muito bom em aceitar a rejeição de um bando de intelectuais metidos à besta - pronto, falei! Hehehehehehe), resolvi retomar essa atividade. Se bem que, dadas as circunstâncias, prefiro recomeçar de maneira um bocado mais leve e menos comprometida. Hoje, não vou brindar vocês com minhas inestimáveis pérolas filosóficas sobre a origem das religiões, sobre porque o monoteísmo é nocivo à vida em sociedade. Nem vou fazer uma preleção sobre o preconceito cultural ou religioso, étnico-racial, sexual ou de gênero. Hoje, só vou contar duas histórias verídicas do cotidiano (no caso, do meu cotidiano), histórias que às vezes passam despercebidas, mas que nos fazem pensar. Como tema principal, escolhi o ônibus, um meio de transporte coletivo com o qual tenho contato diário - e onde acontecem coisas suficientes para povoar volumes inteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como o RPG salvou minha vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RtDmq6c3jLI/AAAAAAAAADE/zNh5KQRZkWU/s1600-h/%21+onibus+esp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RtDmq6c3jLI/AAAAAAAAADE/zNh5KQRZkWU/s200/%21+onibus+esp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102832002730003634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa aconteceu há alguns meses. Eu estava indo à sessão quinzenal de jogo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de RPG em Madureira, com a mochila cheia de livros e uma coca-cola, quando dois homens anunciaram um assalto ao 261 onde eu estava. Ao ver minha camisa preta com a estampa do Iron Maiden, um dos homens falou "E aí, playboy, indo pra festa?" Eu respondi que não, que estava indo encontrar amigos pra jogar. Enquanto o outro limpava os passageiros, ele veio me perguntar o que eu ia jogar. Eu disse que era RPG. Acreditam que ele não apenas sabia do que se tratava, como conhecia os cenários e sistemas? O ônibus seguiu viagem e ele conversou comigo animadamente sobre Dungeons and Dragons, d20, Daemon, Storyteller, Vampiro e outros assuntos. Foram cerca de 20 minutos falando sobre dragões, vampiros, lobisomens, guerreiros e magos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, eles foram embora sem levar um tostão meu, nem meu celular. Pois é, os outros passageiros ficaram me olhando atravessado pelo resto da viagem - com "pinta de roqueiro" e ainda tendo me livrado de dois assaltantes, enquanto todos ele tinham perdido alguma coisa - mas eu não liguei. O RPG tem mais utilidade do que apenas divertir, mais até do que educar de forma lúdica e incentivar o espírito de equipe, o raciocínio lógico e a imaginação - ele realmente salva vidas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Celular e a Falta de Senso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem aquelas pessoas que usam o celular como se estivessem falando de casa? Que não têm o menor pudor de falar intimidades e expor sua vida ne frente dos outros e ainda por cima fala gritando ao celular? Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RtDnHKc3jMI/AAAAAAAAADM/HkB_BFq8QtI/s1600-h/%21+onibus.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RtDnHKc3jMI/AAAAAAAAADM/HkB_BFq8QtI/s200/%21+onibus.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102832488061308098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outro dia eu estava indo trabalhar (em um 629 razoavelmente cheio) quando uma mulher sacou o celular da bolsa, ligou para uma amiga e começou um dos diálogos mais estranhos que eu já ouvi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oi, "Fulana"! Eu já estou quase chegando! Sim, sim, estou quase na Uerj, a um pulo da 28&lt;/span&gt; [de Setembro]&lt;span style="font-style: italic;"&gt;... Ah, mas eu precisava te falar!&lt;/span&gt;" (se ela estava quase chegando, por que diabos tinha que ligar?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Olha, o ginecologista que você me indicou é óóóótimo! Ele é super simpático, compreensivo, discreto...&lt;/span&gt;" (sim, ela é que não é nada discreta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sim, sim... ah, não, o cheiro não é mais problema, tá resolvido...&lt;/span&gt;" (ugh!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não, o problema maior é aquela bolinha que eu te falei! Sim, sim... ele confirmou, eu vou ter que operar mesmo&lt;/span&gt;" (ugh 2!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ah, mas não tem problema! Ele vai me fazer um precinho camarada... É, sim, R$ 150. Como eu vou pagar? Ora, vou pegar com o Jorge! Claro, menina, ex-marido é pra isso mesmo!&lt;/span&gt;" (dá para entender porque é ex-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sim, sim... eu tô quase chegando! Ah, mas olha isso: o doutor falou que lá embaixo eu pareço uma menina de 15 anos! Hahahahahaha! Sim, pois é!&lt;/span&gt;" (ugh triplo! A propósito, esse médico deve ser um mentiroso de primeira! Pelo menos da cintura pra cima ela parecia ter uns 40...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sim, na hora eu também achei... mas será? Eu já ouvi falar que eles vêm tanta que acabam enjoando hahahahaha Mas não sei não, ele é bem educado mas parece ser homem mesmo...&lt;/span&gt;" (Sim, existe essa teoria de que a maior parte dos ginologistas é gay; mais uma para a lista de mitos GLBT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquela altura, felizmente, chegou o meu ponto e eu saí. Eu sabia que ela provavelmente saltaria do ônibus no ponto seguinte (sob o olhar chocado de vários passageiros, aliás). Ugh ugh ugh ugh...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E POR HOJE É SÓ, PESSOAL !!! -&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-627093462535846361?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/627093462535846361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=627093462535846361' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/627093462535846361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/627093462535846361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/08/histrias-de-nibus.html' title='Histórias de ônibus'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RtDnfKc3jNI/AAAAAAAAADU/k4U6cHdLvqI/s72-c/%21+ifcs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-9200749216600504139</id><published>2007-06-12T19:02:00.000-07:00</published><updated>2007-06-12T19:04:05.471-07:00</updated><title type='text'>Viver a vida, viver o momento</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje vou falar sobre algo diferente, vou contar uma história. Ela é baseada em fatos reais e, sim, eu mudei os nomes para preservar identidades, portanto quem se reconhecer fique quieto e continue lendo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era uma vez &lt;i style=""&gt;Carlos&lt;/i&gt;. Bom aluno, namorador, cara legal, inteligente sem ser CDF, correto sem ser chato, amigo sem ser puxa-saco. &lt;i style=""&gt;Carlos&lt;/i&gt; estudou comigo no Nível Médio – lá se vão mais de 20 anos. Eu sempre estranhei um aluno tão bom estar atrasado – tinha que estar, afinal eu tinha 15 anos no 1º ano e ele já tinha 20. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só mais tarde eu soube da cruel realidade: &lt;i style=""&gt;Carlos&lt;/i&gt; era hemofílico, talvez do tipo mais forte e nefasto dessa doença hereditária – ele tinha que fazer transfusões constantes, ainda mais por ser tão atirado aos esportes e atividades em geral – e de vez em quando ele precisava parar de estudar para se internar (mais ainda quando fazia tratamento odontológico, imaginem como devia ser arrancar um dente!). Eu o questionei um dia sobre sua atitude – sempre fui esse poço de tato que meus amigos conhecem – e ele me disse: “&lt;i style=""&gt;eu penso no amanhã, mas também tenho que viver o momento. Afinal, se eu sempre me poupar para depois, quando é que vou viver?&lt;/i&gt;” – considerando a minha posição como ex-testemunha de Jeová e pensando que, se ele tivesse tido a mesma criação que eu, não teria passado vivo pela infância, eu comecei a admirá-lo mais ainda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele nunca se deixou abater – nem quando caiu no campeonato de futebol e continuou jogando (com o joelho ralado e sangrando sem parar) fez dois gols e depois caiu desmaiado, com o sorriso da vitória em seu semblante; nem quando saiu bêbado de uma festa de 15 anos, se meteu a apartar uma briga entre dois colegas faixas-pretas e foi parar no hospital, com menos dois dentes na boca; nem quando descobriu que, da mesma forma que seus três irmãos, tinha se contaminado com HIV em uma de suas intermináveis sessões de transfusão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E o grande amor colegial de &lt;i style=""&gt;Carlos&lt;/i&gt; era &lt;i style=""&gt;Maria&lt;/i&gt;, uma menina de boa família portuguesa e um temperamento forte, que ultrapassava de longe seus 1,65m de altura. Ela era a “baixinha irrequieta” da sala, que virava corações com sua beleza e atitude. Os dois viviam se provocando, brigando, discutindo, competindo em notas – sinal claro de que se gostavam muito. Era óbvio quando um deles começava a reclamar do outro, resmungando e xingando, o quanto eles queriam estar juntos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eles namoraram, terminaram, voltaram. E assim se passaram mais de 20 anos. Este ano, eles finalmente resolveram se casar. Só o fato de &lt;i style=""&gt;Carlos&lt;/i&gt; ter ficado vivo quando toda uma geração de pacientes de transfusão dos anos 80-90 havia sucumbido à AIDS era um mérito em si – quanto mais os dois terem galgado excelentes posições profissionais, seguindo carreiras paralelas e finalmente terem se decidido a “dar o próximo passo”. Sempre vivendo o momento, com o olhar atento ao futuro, apesar da distância que nos separou com o tempo, eles chamaram toda a velha turma para se reencontrar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu tive a honra e o prazer de ser padrinho de casamento do meu amigo &lt;i style=""&gt;Carlos&lt;/i&gt;. Anos depois de termos disputado notas, avaliações de monitoria e até algumas garotas (essas últimas, pelo menos, eu não tenho vergonha nenhuma de dizer que ele ganhou em quase todas as vezes – afinal, ele tinha estilo), ele me disse que não podia pensar em mais ninguém para esse encargo – e ainda piscou para mim, sorrindo e dizendo que queria ver a minha cara ao testemunhar o casamento dele com &lt;i style=""&gt;Maria&lt;/i&gt;, que ele afirmava categoricamente ser o meu amor secreto da escola. Bobão...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O casamento foi no domingo, à noite, com as duas famílias, alguns poucos amigos e ex-colegas da escola – o tempo realmente afastou muitos de nós, inclusive do país. Então, à saída da cerimônia, sob a chuva de arroz e papel picado, veio a surpresa que o Destino nos reservava e que nenhum de nós poderia esperar:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em frente à igreja, passou um comboio de criminosos. Pelo menos dois carros – disso eu me lembro – passaram, entre quatro e seis homens armados em cada um, atirando para cima e para os lados. Não sei se havia um carro da polícia em perseguição, apesar de que as sirenes tocaram e eles apareceram tão depressa que eu presumo que realmente fosse uma perseguição. A cena foi rápida, diferente daquela câmera-lenta à qual estamos acostumados &lt;st1:personname productid="em filmes. Também" st="on"&gt;em filmes. Também&lt;/st1:PersonName&gt; não houve repetições de diferentes ângulos. Tudo ocorreu muito rápido e eu só tive um ponto de vista, o meu mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um estampido entre muitos, um movimento rápido – &lt;i style=""&gt;Carlos&lt;/i&gt; ficou na minha frente e me empurrou para o lado na escadaria da igreja, enquanto os outros se abaixavam. Eu senti o calor do corpo dele me envolvendo no seu abraço – e me cobrindo, quando seu sangue jorrou sobre o meu paletó. Ele nem olhou para mim, só me abraçou e se abaixou comigo. Pelo menos, foi isso que eu pensei, mas depois de um instante percebi que ele tinha caído mesmo, tombado naquele momento e local, vítima de mais uma bala “perdida” (elas nunca estão realmente perdidas, não é?) na nossa cidade maravilhosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;Carlos&lt;/i&gt; caiu no dia do seu casamento. Maria está em frangalhos, ainda &lt;st1:personname productid="em choque. As" st="on"&gt;em choque. As&lt;/st1:PersonName&gt; duas famílias, influentes, conseguiram abafar o caso na imprensa – a morte brutal de uma prostituta e um acidente quase fatal com celebridades da Rede Globo ajudaram a esconder o fato mesmo dos tablóides mais ávidos por sangue. Mas eu achei que era meu dever de padrinho – de amigo – contar essa história. &lt;i style=""&gt;Carlos&lt;/i&gt; sobreviveu à adolescência nos anos 80, à hemofilia, à AIDS e tombou vítima da violência urbana dos anos 2000. Que lição podemos aprender com isso? Pare, pense e, se quiser, responda por si mesmo. De minha parte, eu sigo o conselho de &lt;i style=""&gt;Carlos&lt;/i&gt; – vivo a vida, vivo o momento, sem esquecer do futuro. Porque ele viveu intensamente e morreu subitamente, quase sem perceber – será que existe jeito melhor de interromper o ciclo e se preparar para o próximo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-9200749216600504139?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/9200749216600504139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=9200749216600504139' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/9200749216600504139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/9200749216600504139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/06/viver-vida-viver-o-momento.html' title='Viver a vida, viver o momento'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-7084573311166423663</id><published>2007-05-24T20:07:00.000-07:00</published><updated>2007-05-25T16:23:12.491-07:00</updated><title type='text'>O Papa, o Gol Mil, o Monstro Verde e a Rosa Branca</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;i style=""&gt;Eu tinha preparado esse texto para a semana passada, mas me pediram que falasse um pouco sobre a discussão dos religiosos GLBT no outro artigo e, por isso, ele ficou para esta semana&lt;/i&gt;).&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZW2NoyjiI/AAAAAAAAACE/xC9wMI720ag/s1600-h/papa-Bento-XVI.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 96px; height: 144px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZW2NoyjiI/AAAAAAAAACE/xC9wMI720ag/s200/papa-Bento-XVI.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068333920025742882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E, mais uma vez, o Papa &lt;i style=""&gt;Herr Hatzinger&lt;/i&gt; mostrou que não é pop. De nada adiantaram &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os acenos e os sorrisos; no fim das contas, o que ele queria mesmo era fortalecer a presença católica no Brasil. A “maior nação católica do mundo” sofre enorme pressã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o dos evangélicos, que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;somam mais de 40 milhões de brasileiros. Preocupado, o dublê de Fuhrer de Roma veio acenar e dis&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tribuir bênção&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;s ao povo, enquanto trazia u&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ma mensagem missionária ao Presidente. Eu nunca fiz segredo de que não votei no Lula e discordo veementemente dos métodos de seus partidários, mas dessa vez o Presidente “fez bonito”: além de não improvisar seu discurso (Aleluia, irmãos!!!), reafirmou a posição laica do Estado Brasileiro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Sua Sumidade” queria, principalmente, três coisas: a volta do ensino religioso obrigatório nas esco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;las&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (e qual seria esse ensino? Católico? Evangélico? Espírita? Wiccano? Budista? Ou ensina todos ou não ensina nenhum); a permissão para que missionários voltassem a visitar aldeias indígenas (ou seja, “a cultura deles está morta &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mesmo; então, deixe-nos&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZXFNoyjjI/AAAAAAAAACM/IvGr1yUN9Ew/s1600-h/pope_looks_like_palpatine_02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 131px; height: 195px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZXFNoyjjI/AAAAAAAAACM/IvGr1yUN9Ew/s200/pope_looks_like_palpatine_02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068334177723780658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; catequizá-los antes que as outras os evangelizem”); e a isenção de impostos para as igrejas (mais? As Igrejas já têm isenções, o dízimo não é fiscalizado pela Receita e a imobiliária da Igreja de Roma ainda deve ser a maio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;r do mundo). Além disso, ele fez a sugestão nada sutil (e obviamente impossível, até ele devia saber isso) de que o governo oficializasse o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Catolicismo como religião oficial do país, como era no tempo do Império. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tudo isso sob a guisa de “melhorar as relações diplomáticas entre o Vaticano e o Brasil”. Que eu saiba, “diplomacia” significa acordos comerciais, relações institucionais e trocas culturais, além de alianças para fins de guerras e outras desavenças sérias. Então, o “Sumo Patífice” deveria ter se dirigido ao presidente como chefe de Estado e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; não como eclesiástico. Afinal, ele foi eleito para o cargo – por um conselho de cardeais que são eleitos por eles mesmos e se mantêm no poder em cargos vitalícios, num dos processos políticos mais antidemocráticos que existem; até nossos senadores e deputados mais corruptos empalidecem diante de tamanho volume de poder político &lt;i style=""&gt;ad eternum&lt;/i&gt;. Mas o fato é que o “Papa não Pop” se dirigiu ao Presidente como Chefe da Igreja e não como Chefe de Estado. Logo, ele não tem nenhum direito de sugerir nem solicitar qualquer coisa na nossa política interna, muito menos alegar que se &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;trata de “acordo diplomático”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZXcdoyjlI/AAAAAAAAACc/M53GdeZK6Ek/s1600-h/PAPA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 156px; height: 97px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZXcdoyjlI/AAAAAAAAACc/M53GdeZK6Ek/s200/PAPA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068334577155739218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não estranhem a diferença que eu faço entre os dois cargos do Papa. Na Grécia, por exemplo, onde a Igreja Ortodoxa é a religião oficial do Estado, o Papa não pode ser recebido como Chefe da Igreja, apenas como Chefe de Estado – e sequer pode rezar uma missa por lá sem permissão. Porém, a nossa habitual tolerância e receptividade, além do orgulhoso título de “maior nação católica do mundo”, permitem que haja esse tipo de equívoco cultural e político. Falando nisso, é bom deixar claro que ninguém é inocente a ponto de imaginar que o Lula pensou por si mesmo e só estava preocupado com a soberania nacional – um Estado laico que não dá benefícios a uma igreja específica favorece as demais. Podemos dizer que, “graças ao deus evangélico” (que é o mesmo dos católicos, mas não parece estar nem aí para a disputa, desde que ambos os lados defendam o nome “Dele”)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, os interesses políticos, econômicos e midiáticos da Empresa Universal S/A foram preservados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passada uma semana, o Papa deu lugar a ídolos mais recorrentes nas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; manchetes: &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZX4NoyjmI/AAAAAAAAACk/ks7vUnsoN4c/s1600-h/romario-777774.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 128px; height: 146px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZX4NoyjmI/AAAAAAAAACk/ks7vUnsoN4c/s200/romario-777774.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068335053897109090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Romário&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“semi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;d&lt;/span&gt;e&lt;span style="font-size:85%;"&gt;us&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; da enganação esportiva”, finalmente fez o tal “gol &lt;st1:metricconverter productid="1000”" st="on"&gt;1000”&lt;/st1:metricconverter&gt; cuja expectativa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; tanto ocupava as páginas e telas da mídia. OK, eu concordo que é um feito poucas vezes atingido etc., mas convenhamos: Pelé era Pelé, Garrincha era Garrincha e há uma enorme galeria de outros “heróis pseudo-olímpicos” que mantêm seus nomes limpos, não se envolvem em escândalos, dão entrevistas discretas, não fazem alarde por cada pequeno detalhe de suas vidas, não contam vantagem de suas supostas proezas sexuais e não buscam os holofotes – deixam que eles cheguem naturalmente. Esse é o verdadeiro mito, o herói real.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZYYNoyjnI/AAAAAAAAACs/-JH5Oa4Qt1k/s1600-h/thehulk-hulk-choppers.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 163px; height: 118px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZYYNoyjnI/AAAAAAAAACs/-JH5Oa4Qt1k/s200/thehulk-hulk-choppers.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068335603652922994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Falando em heróis, foi só dizerem que parte do novo filme do Hulk será&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; gravada em uma favela – digo, comunidade (ser politicamente correto sempre nos faz falar mais, não é verdade?) – brasileira (a Tavares Bastos, no Catete, uma favela bastante segura e “pitoresca” para turistas) para a mídia fazer aquela palhaçada de dar máscaras de Hulk aos moradores e colocá-los em primeira página. Será que há tanta falta de assunto assim? Se, pelo menos, essa publicidade tivesse um ponto positivo, como provocar o Estado e as ONGs a levarem melhoramentos efetivos e reais às comunidade carentes em geral&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, aí sim, poderíamos dizer que o Monstro Verde cumpriu seu papel heróico de salvação, pelo menos localizada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Salvação, aliás, me lembra um episódio surreal que presenciei, enquanto casualmente passava os canais na TV: naquele infame programa “&lt;i style=""&gt;Fala que eu te escuto&lt;/i&gt;” (sim, aquele da Empresa Universal S/A), o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; missionário se dirigia ao telespectador carregando uma rosa branca na mão e dizendo (o negrito indica as ênfases que ele deu):&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;i style=""&gt;Eu quero falar com &lt;b style=""&gt;você&lt;/b&gt;, amigo, irmão, que está me vendo agora. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;Você que é espírita, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZYw9oyjoI/AAAAAAAAAC0/WP3G-0Teo-0/s1600-h/rosa-branca-2-800.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 153px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZYw9oyjoI/AAAAAAAAAC0/WP3G-0Teo-0/s200/rosa-branca-2-800.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068336028854685314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;que é&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt; católico, que é evangélico de outra igreja – &lt;b style=""&gt;nós respeitamos a sua religião! &lt;/b&gt;E queremos te fazer um convite muito especial. Qualquer que seja a sua religião, venha visitar um dos nossos templos em qualquer lugar do Brasil, e leve para casa, &lt;b style=""&gt;absolutamente grátis&lt;/b&gt;, uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rosa branca&lt;/span&gt; como essa! Sim, você vai levar essa rosa branca, &lt;b style=""&gt;totalmente de graça&lt;/b&gt;, e vai colocá-la onde você acredita que haja uma praga, uma maldição, um obstáculo nos seus caminhos. Essa rosa será um foco, um canal de bênção! Você concentrará sua fé – qualquer que seja ela! – nessa rosa e, depois, vai nos trazer de volta a rosa, que nós a despacharemos! Sim, e mandaremos embora esse espírito iníquo, essa força que atrasa a sua vida, que fecha&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt; os seus caminhos! Seja qual for a sua fé, nós vamos fazer isso por você totalmente de graça! Venha nos visitar!&lt;/i&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um detalhe: no dia seguinte seria dia de Santa Rita, padroeira das causas impossíveis, cujas rosas são vermelhas. O tal "missionário" estava, simplesmente, citando um &lt;i style=""&gt;ebó&lt;/i&gt;, um feitiço de limpeza, que pode ser usado por entidades ciganas na Umbanda, por wiccanos e outras tradições pagãs ou semi-pagãs. A cara de pau dessa corporação que se atreve a se auto-intitular “igreja” não tem limites mesmo. Eles fazem exatamente o que muitos dos primeiros cristãos fizeram para abrir caminho em um mundo pagão: sincretizam tradições, misturam estações, transportam para o seio do Cristianismo uma série de práticas místicas, falando em nome do tal Espírito Santo para substituir o nome dos espíritos que eram reais detentores do poder e recipientes da fé das massas populares. Bom, quem já passou por um templo da Universal durante uma sessão de descarrego&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (isso é que foi apropriação de nome...) sabe do que eu falo: eles chamam entidades pelo nome, evocando espíritos elementais e ancestrais e chamando-os de “demônios”, mas conhecem mais nomes de catiços, orixás e guias do que eu já ouvi falar em toda a minha vida. Nunca vi um povo cristianizado para fazer tanto feitiço e tanta invocação em nome do “Espírito Santo”, até rogar praga e maldição “em nome de Jesus”!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pois é, entre um Papa que não é pop, um trambiqueiro que se finge de&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZaddoyjpI/AAAAAAAAAC8/2Ak6Ydk7w5k/s1600-h/cachoeira.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 197px; height: 131px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZaddoyjpI/AAAAAAAAAC8/2Ak6Ydk7w5k/s200/cachoeira.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068337892870491794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; craque de futebol &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e convence &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;as massas com malandragem, um herói fictício que talvez traga algum benefício real e uma “igreja” notoriamente intolerante que diz respeitar a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; religião alheia e recomenda fazer feitiço de limpeza em nome de Jesus, dá para ver porque o povo brasileiro anda tão desgovernado (em todos os sentidos). Quem são os nossos heróis de verdade, nossos exemplos morais e éticos a serem seguidos? Que valor real têm os ídolos que a mídia cria, alimenta e fortalece? Devemos refletir profundamente sobre isso e perguntarmos a nós mesmos: com pessoas como essas dirigindo o barco e indicando o caminho, será que vamos chegar a um porto seguro – ou despencar de uma cachoeira?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-7084573311166423663?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/7084573311166423663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=7084573311166423663' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/7084573311166423663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/7084573311166423663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/05/o-papa-o-gol-mil-o-monstro-verde-e-rosa.html' title='O Papa, o Gol Mil, o Monstro Verde e a Rosa Branca'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RlZW2NoyjiI/AAAAAAAAACE/xC9wMI720ag/s72-c/papa-Bento-XVI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-3000036949405996890</id><published>2007-05-13T14:57:00.000-07:00</published><updated>2007-05-13T16:01:19.644-07:00</updated><title type='text'>O Sexo dos Anjos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pode parecer irônico, mas às vezes eu acho que muitas facções religiosas GLBT discutem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; “&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkePpiNVWoI/AAAAAAAAABk/_4IuJ56uEfs/s1600-h/flanders_devil.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 112px; height: 143px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkePpiNVWoI/AAAAAAAAABk/_4IuJ56uEfs/s200/flanders_devil.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064174249721551490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o sexo do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;s anjos”. Eles debatem os mesmos temas há anos, misturando o que é histórico com o que é atual, o que é dogma e o que é incorporação cultural datada. Quem leu meu artigo anterior deve lembrar que muita coisa foi incluída na Bíblia por arbitrariedade, selecionada conforme os desígnios políticos e culturais da época em que houve a tradução e revisão do “texto sagrado”. E ainda se insiste em “inspiração divina”... Mas muita gente ainda considera o texto bíblico “perfeito”, totalmente inspirado por “Deus” e cujas palavras são verdade – inclusive aquelas que, como bem disse Ned Flanders, se contradizem entre si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O mais engraçado é que, quando alguém como eu desqualifica determinado texto bíblico, os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;defensores da fé são rápidos em responder – e o que eles usam como arsenal argumentativo? Surpresa: &lt;i style=""&gt;A própria Bíblia!&lt;/i&gt; Ou seja, eles ainda partem do princípio da verdade bíblica absoluta para defender seus dogmas – e, principalmente, seus preconceitos. Será que não passa pela cabeça deles que, uma vez que eu desqualifiquei a Bíblia como fonte de verdades absolutas, qualquer trecho bíblico que eles usem estará desqualificado e, portanto, não terá validade para mim? Isso vale para mim e para qualquer outro que se atreva a discutir e questionar as verdades absolutas do Monoteísmo. Eu tenho falado muito na Bíblia e nos cristãos, mas quero deixar claro que qualquer religião monoteísta forçosamente será, por sua própria natureza, excludente e intolerante. O problema principal não está na Bíblia, mas sim na forma como seus textos são &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;descontextualizados e usados em conjunto para dar uma impressão de “unidade”. Isso chega a ser pueril: basta uma breve busca em “contradições bíblicas” na internet para se encontrar vários sites listando as incoerências do “texto sagrado”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu até entendo que, quando cristãos debatem &lt;i style=""&gt;entre si&lt;/i&gt;, eles devem usar o mesmo arsenal argu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mentativo – afinal, é uma base comum de suas teologias. Mas eu fico um bocado constrangido com alguns artigos que vejo por aí, defendendo, por exemplo, que a Bíblia não cita a palavra “&lt;i style=""&gt;homossexualidade&lt;/i&gt;” nenhuma vez. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Claro que não cita!&lt;/span&gt; O termo é posterior às traduções bíblicas para os idiomas contemporâneos e, no momento histórico em que os originais foram escritos, não existiam os conceitos de sexualidade e gênero que existem hoje – e, diga-se de passagem, ainda estão &lt;st1:personname productid="em transição. Ou" st="on"&gt;em transição. Ou&lt;/st1:personname&gt; seja, essa argumentação cai por terra diante da citação de que “&lt;i style=""&gt;o homem que se deitar com outro homem, como se fosse uma mulher, comete uma abominação&lt;/i&gt;” (Levítico 20:13). Esse texto – que não diz o nome, mas deixa claro o que condena – é o mais clássico entre os que usam a Bíblia para justificar sua homofobia. Claro que há a questão referente ao quê se estava realmente condenando - o comportamento de dominação entre homens, que era comum em Canaã, muito mais do que o "ato" em si e que devia ser evitado pelos judeus, que sempre foram puristas étnicos - mas vá explicar isso a alguém que foi doutrinado desde &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;criança para odiar os homossexuais...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se os judeus e cristãos querem “permissão de Deus” para continuar em suas vidas normais e naturais,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; devem buscar outras ferramentas lógicas. Dizer que Cristo jamais falou contra os homossexuais é complicado, já que o próprio Cristo, se é que existiu, não deixou registro de suas palavras – segundo a tradição cristã, os &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkeOgSNVWmI/AAAAAAAAABU/aQDpTNiRcOM/s1600-h/250px-David_and_Jonathan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkeOgSNVWmI/AAAAAAAAABU/aQDpTNiRcOM/s200/250px-David_and_Jonathan.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064172991296133730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Evangelhos do Novo Testamento começaram a ser escritos décadas depois da sua suposta morte e ressurreição. São narrações em terceira pessoa, atribuídas a quatro apóstolos. Hoje se sabe que há outros Evangelhos, mas eles são considerados “apócrifos” (ou seja, não foram aceitos) pela(s) Igreja(s).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dizer que o Rei David tinha Jônathas como um a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mante “a quem preferia à companhia feminina” é interessante, mas complicado. As mulheres sempre tiveram um papel secundário na sociedade patriarcal judaica – basta lembrar que só há um livro atribuído a uma mulher no Velho Testamento e nenhum no Novo (o Evangelho de Maria Magdalena, então, é objeto de enorme controvérsia). A amizade fraternal e o companheirismo entre homens era algo notável em várias civilizações. Claro que existem registros de homossexualidade nessas amizades, mas é difícil para muitos encarar que um rei, obrigado a ter herdeiros, possa ter tido relacionamentos com outros homens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkeREiNVWpI/AAAAAAAAABs/6QpKhkFq4Fw/s1600-h/alexander.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 149px; height: 138px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkeREiNVWpI/AAAAAAAAABs/6QpKhkFq4Fw/s200/alexander.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064175813089647250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem viu &lt;i style=""&gt;Alexander&lt;/i&gt; sabe do que eu falo. O filme foi criticadís&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;simo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por apresentar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; um lado do conquistador que muitos historiadores e arqueólogos insistem &lt;st1:personname productid="em negar. O" st="on"&gt;em negar. O&lt;/st1:personname&gt; fato é que a homofobia reina no meio acadêmico: muitos historiadores gregos de hoje negam totalmente que houvesse “amor entre iguais” na Grécia Clássica, afirmando que isso é uma trama dos historiadores estrangeiros para “denegrir a imagem dos gregos”. Ao mesmo tempo, historiadores estrangeiros afirmam que havia, sim, o relacionamento&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkeRUCNVWqI/AAAAAAAAAB0/KbF3jIaQCoE/s1600-h/alexander23.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 121px; height: 152px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkeRUCNVWqI/AAAAAAAAAB0/KbF3jIaQCoE/s200/alexander23.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064176079377619618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; institucionalizado entre o homem mais velho e o aprendiz, e que os gregos estão em processo de negação por puro preconceito. Quando toda uma academia se recusa a aceitar um fato que pode ser comprovado na literatura grega e é amplamente documentado, o que se dirá de uma sociedade atrasada, que queria ser diferente das outras e afirmava que a relação entre iguais era uma abominação?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em uma coisa, porém, eu concordo totalmente com os que defendem o espaço GLBT: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sodoma &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gomorra &lt;/span&gt;não podem ter sido destruídas simplesmente porque seus habitantes eram homossexuais. Para começar, esse texto jamais foi historicamente comprovado – o Mar Morto não foi criado pela chuva de sal, mas estava ali milênios antes do “evento”. Além disso, como em outros casos, não há citação das cidades em outros registros além da Bíblia. Mais ainda, se “Deus” quisesse destruir os “ímpios” da região, teria destruído várias cidades da Babilônia, onde se praticava a prostituição como forma de veneração a Ishtar e escravos jovens eram vendidos com o propósito claro de pedofilia e serviços sexuais. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkeRwyNVWrI/AAAAAAAAAB8/axUjOIdsaJI/s1600-h/martin_destruction_sodom640x422.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkeRwyNVWrI/AAAAAAAAAB8/axUjOIdsaJI/s200/martin_destruction_sodom640x422.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064176573298858674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há várias teorias alternativas sobre a razão da destruição das cidades – se é que aconteceu. Eu tenho uma teoria sobre o assunto, mas ela envolve questões que não cabem neste espaço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O fato é que, novamente, “Deus” deixa muitas perguntas no ar. Segundo o Velho Testamento, os judeus eram “o Seu Povo” e, logicamente, estariam fadados a um futuro glorioso, herdando o Paraíso na Terra. Mas os judeus foram conquistados pela Babilônia, Egito, Pérsia, Macedônia e Roma. “Deus” não fez absolutamente nada por eles (exceto por alguns milagres citados na Bíblia e em mais lugar nenhum) durante séculos – e, ao enviar-lhes o Messias, eles foram surpreendidos pela nova mensagem de que não eram mais o único “Povo de Deus”. Eles ainda foram perseguidos pelos cristãos e islâmicos – tecnicamente, seus “irmãos”, já que as três religiões monoteístas têm a mesma base histórica. Pois é, né...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, por que os judeus e cristãos GLBT não deixam de lado a história e pensam no futuro? Ao invés de debaterem incessantemente o sexo dos anjos, por que não assumirem a premissa básica de que “Deus é Amor” e, portanto todas as diferenças deveriam ser toleradas e aceitas? Existe, contudo, uma enorme dificuldade, novamente, de base histórica: não foi a mensagem de amor do Cristianismo que o tornou uma das maiores religiões do mundo atual; foram as guerras de conquista, o extermínio de milhares de seguidores de outras crenças e uma feroz frente missionária que invadiu aldeias, vilas, tribos e cidades de diferentes culturas, catequizando as massas e desqualificando culturas milenares em favor do “Deus Único”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou seja, a mensagem de amor cristão tem seus méritos, mas é inegável que, na prática, o comportamento é bem diferente do que se prega: a premissa não é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“amar o próximo como a si mesmo”&lt;/span&gt;, mas sim &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“tornar o próximo igual a si mesmo e então amá-lo”&lt;/span&gt;. Essa não é uma mensagem de tolerância e aceitação do outro, mas sim de transformação e submissão do outro. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na sua base teológica mais profunda, o Cristianismo, assim como o Judaísmo e o Islamismo, é intolerante. &lt;/span&gt;Para o cristão que leva a fundo suas convicções, todas as outras religiões são falsas e adoram o Diabo em diferentes formas. Mesmo dentro da Cristandade existe controvérsia sobre forma e conteúdo – as guerras entre católicos e protestantes podem ter tido objetivos políticos e comerciais, mas a bandeira levantada sempre foi da religião. No coração da sua teologia, os cristãos “tolerantes” que aceitam a existência de espíritas, budistas, wiccanos e outros “pagãos” são os errados, a menos que sua aceitação seja apenas temporária, com a esperança de que todos esses infiéis um dia “vejam a luz” e passem a pensar como os “iluminados por Deus”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Toda religião deve se manter fiel aos seus princípios, mas é inegável que deve haver adaptação aos tempos e às mudanças sócio-culturais. Só assim pode haver tolerância e aceitação verdadeiras. E a religião que não se adapta está fadada ao fracasso. Pode levar séculos, mas ele acontecerá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-3000036949405996890?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/3000036949405996890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=3000036949405996890' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/3000036949405996890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/3000036949405996890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/05/o-sexo-dos-anjos.html' title='O Sexo dos Anjos'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RkePpiNVWoI/AAAAAAAAABk/_4IuJ56uEfs/s72-c/flanders_devil.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-4381584799608243937</id><published>2007-05-07T18:51:00.000-07:00</published><updated>2007-05-07T19:20:39.966-07:00</updated><title type='text'>Religião: um Caminho, vários Checkpoints</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem teve o prazer (ou não) de ler meus artigos anteriores pode ter ficado curioso sobre a minha crença particular. Alguns amigos indagaram como, afinal, eu cheguei às conclusões que apresentei nos textos abaixo. Então, acho que vale a pena fazer algo que eu normalmente não aprecio: falar de mim mesmo (risos).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu tive uma criação cristã tão profunda quanto complicada. Por um lado, minha mãe se tornou Testemunha de Jeová quando eu tinha cinco anos. Por outro, meu pai freqüentava a Umbanda de Tia Carmem, uma senhora que todos nós considerávamos como uma parenta, muito querida mesmo por quem não acreditava em sua fé. Como meu pai estava sempre viajando (talvez por influência da fé avassaladora de minha mãe, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que o queria longe par&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a poder se dedicar à religião), ela teve uma influência maior na minha formação e eu segui o exemplo dela, apesar de não ter jamais me batizado. Cheguei a ser pregador-mirim, com 40h de serviço semanal durante as férias de verão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As Testemunhas de Jeová formam um braço isolado das igrejas cristãs. Elas não se dizem “fundamentalistas”, mas talvez sejam o ramo mais próximo da tradução original desse termo. Diferentes das Igrejas Neopentecostais, elas dizem adorar apenas a Jeová (uma das possíveis traduções do &lt;i style=""&gt;Tetragramaton&lt;/i&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span dir="rtl" style="font-weight: bold;" lang="HE"&gt;יהןה&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; - que indica o que "Deus" diz quando se apresenta a Moisés: “&lt;i style=""&gt;Eu sou&lt;/i&gt;”). Para eles, Jesus é uma pessoa separada do Pai e do Espírito Santo, que é a “força ativa de Deus”. Eles não acreditam no Deus Triuno, na natureza divina de Jesus nem na Santíssima Trindade, como outras igrejas cristãs. Jesus é o Filho, o intermediário em nome de quem eles pedem quando se dirigem a Jeová em oração; ele nasceu humano, de mãe humana. Por isso, eles não comemoram o Natal – afinal, o nascimento de Jesus não foi o marco da salvação do mundo, mas sim seu sacrifício final e ressurreição – e na Páscoa fazem uma celebração com pão e vinho, algo entre a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Páscoa judaica e a cristã, celebrando apenas o sacrifício e a ressurreição, mas sem entrar em outros detalhes. Na verdade, eles vão totalmente contra as provas históricas de que Roma crucificava bandidos, agitadores e revoltosos, afirmando que Jesus morreu pendurado em uma estaca vertical e não numa cruz. Eles não vêem santidade em Maria (ela foi apenas um receptáculo humano para a semente divina gerar um humano com um grande destino, mas continuou humana e pecadora depois disso). Eles têm outros hábitos fundamentados na interpretação de antigas práticas descritas na Bíblia: por exemplo, o ato de “não beber sangue animal” foi interpretado como uma proibição expressa de se fazer transfusão de sangue, mesmo em caso de vida ou morte – e essa é a ocasião em que as Testemunhas são mais lembradas pela mídia. Além disso, eles acreditavam que o Armaggedon seria em 1975 - obviamente, essa parte do cânone deles mudou...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma das coisas mais positivas sobre as Testemunhas de Jeová é que, devido à sua formação intensa como pregadores (preparados para encarar pacificamente os seguidores de outras instituições religiosas e buscar a conversão deles a Jeová), quase todas são educadas para criticar as diferenças doutrinárias de outras religiões, especialmente as cristãs. Por isso, muitas Testemunhas desenvolvem um espírito inquisitivo e questionador – dentro de certos limites. Infelizmente para a instituição, às vezes acontece de um membro se tornar excessivamente questionador – e acabar questionando sua própria congregação. Foi o que aconteceu comigo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aos 11 anos, após abandonar de vez as Testemunhas, eu comemorei meu primeiro aniversário com festa, bolo e presentes – esqueci de citar que nenhuma homenagem a qualquer indivíduo ou instituição é permitida, porque “somente devemos celebrar a Jeová”. Era a mesma razão que, até aquele momento, me fizera sair da fileira quando era para cantar o Hino Nacional, desfilar no Dia da Independência ou jurar a Bandeira – ações que me rendiam olhares invejosos dos meus colegas de escola e indignados dos professores e das autoridades &lt;st1:personname productid="em plena Ditadura Militar." st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em plena Ditadura" st="on"&gt;em plena Ditadura&lt;/st1:personname&gt;  Militar.&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;st1:personname productid="em plena Ditadura Militar." st="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rj_cEyNVWkI/AAAAAAAAABE/epOg3iN1flQ/s1600-h/AMORC_Rosacruz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 123px; height: 123px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rj_cEyNVWkI/AAAAAAAAABE/epOg3iN1flQ/s200/AMORC_Rosacruz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062006480943012418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aos 15 anos, após ter estudado profundamente a filosofia da &lt;i style=""&gt;Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis&lt;/i&gt; (AMORC) por mais de três anos, sob a tutela de um tio, eu tive um breve retorno à Cristandade, no Nível Médio, através dos “grupos de estudo” onde adolescentes se reuniam para falar de suas experiências com Jesus. Era legal, mas como não era ex-drogado, não tinha tido filho na adolescência e já aceitava plenamente como bissexual (era o início dos anos 80, uma época de muitas experiências), eu acabei saindo. Tive inúmeras discussões com um bom amigo da época, um rapaz que estudava para ser pastor presbiteriano – e que, infelizmente, tinha se apegado à religião para tentar “curar” a própria homossexualidade, que era expressa e evidente por sua maneira de falar e postura. Ele passava por problemas sérios – interna e socialmente – e eu acabei tendo que me afastar para não me complicar mais ainda. Espero que ele tenha se achado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rj_dKiNVWlI/AAAAAAAAABM/9XMl7zgvMlc/s1600-h/oxaguian.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rj_dKiNVWlI/AAAAAAAAABM/9XMl7zgvMlc/s200/oxaguian.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062007679238888018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu continuei vagando entre a AMORC e alguns estudos independentes, até me achar diante de um assentamento de candomblé. Senti a poderosa manifestação espiritual que vinha de dentro de mim, e não um espírito “de fora, que precisava entrar em meu coração”, como a maioria dos cristãos à minha volta insistia &lt;st1:personname productid="em ver Jesus" st="on"&gt;em ver Jesus&lt;/st1:personname&gt; e toda a questão do divino. No candomblé, &lt;b style=""&gt;você nasce com seus orixás e eles estão sempre dentro de você, representando uma força divina manifesta fisicamente através do fenômeno da possessão&lt;/b&gt;. Nada dos “demônios” que a Cristandade tanto cita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por uma série de contingências, eu tive que me distanciar do candomblé por 10 anos. Eu aprendi mais sobre ele por livros, palestras e debates, do que participando do dia-a-dia dos barracões, preparando ervas e cozinhando para os orixás. Meu conhecimento se refere mais às lendas e aos princípios que deram origem aos costumes, do que aos costumes propriamente ditos. Como vários zeladores me alertaram para jamais buscar o caminho da feitiçaria (aquele faz todos os espiritualistas serem mal-vistos e taxados de “bruxos macumbeiros” pelos outros), eu não procurei desenvolver os &lt;i style=""&gt;ebós&lt;/i&gt; que tanto assombram as mentes dos ignorantes do assunto. Vejam bem: eu &lt;b style=""&gt;sei&lt;/b&gt; fazê-los; só não me especializei no assunto, até porque não é meu caminho abrir um barracão e raspar cabeças alheias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após completar 21 anos de iniciação, tive a sensação de “ciclo encerrado” no candomblé e parti para outros caminhos. A Wicca é uma opção interessante – talvez por nunca ter sido batizado, eu me sinta “pagão” de verdade – mas, como ocorreu antes, é só mais um ponto de passagem na jornada. Com toda essa carga de estudos sobre mitologias diversas, iniciações filosóficas em segredos herméticos das mais diversas fontes, participação maior ou menor em diferentes grupos, estruturas e instituições, ficou claro para mim que o caminho a percorrer continua o mesmo e que todas as paradas anteriores foram como “postos de checagem”, antes de chegar à minha verdadeira iluminação interior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Das Testemunhas de Jeová eu aprendi a ser inquisitivo e questionador; na AMORC eu passei a distinguir filosofia, religiosidade e fé, de maneira racional; no candomblé, percebi que o divino existe dentro de cada um de nós, basta aprender a procurá-lo e trazê-lo para fora – e ser um com o divino é o verdadeiro ato de “religar”, a origem primeira do termo “&lt;b style=""&gt;religião&lt;/b&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-4381584799608243937?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/4381584799608243937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=4381584799608243937' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/4381584799608243937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/4381584799608243937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/05/religio-um-caminho-vrios-checkpoints.html' title='Religião: um Caminho, vários Checkpoints'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rj_cEyNVWkI/AAAAAAAAABE/epOg3iN1flQ/s72-c/AMORC_Rosacruz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-2775385235062518848</id><published>2007-04-27T19:37:00.000-07:00</published><updated>2007-04-27T20:06:03.415-07:00</updated><title type='text'>Racionalização Religiosa Rapidinha (II)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Antes de tudo, eu peço desculpas pelo texto maior do que o normal desta coluna; mas não dá para ser sucinto com alguns assuntos. Só espero que a leitura seja agradável.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Cuidados Importantes para ler a(s) Bíblia(s)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RjK5Hhl4nPI/AAAAAAAAAA8/rEeFIxNLXB0/s1600-h/Ned_Flanders.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RjK5Hhl4nPI/AAAAAAAAAA8/rEeFIxNLXB0/s200/Ned_Flanders.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058308870417980658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;i style=""&gt;Ó Senhor, o que eu fiz para merecer tamanha desgraça? Eu rezo e comungo todos os dias e &lt;b style=""&gt;obedeço a todos os mandamentos bíblicos, até os que se contradizem entre si! O que o Senhor quer mais de mim?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;” (Ned Flanders, &lt;i style=""&gt;Os Simpsons&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1650, próximo ao fim do Renascimento, o &lt;b style=""&gt;Arcebispo James Ussher&lt;/b&gt;, líder da Igreja da Irlanda, publicou sua famosa Cronologia da Criação do Mundo, na qual ele afirmava que a Criação havia começado em &lt;b style=""&gt;23 de outubro de &lt;st1:metricconverter productid="4004 A" st="on"&gt;4004 A&lt;/st1:metricconverter&gt;.C.&lt;/b&gt; e o Homem tinha sido criado no dia 28. Dada a brilhante carreira acadêmica, teológica e política do arcebispo, seu estudo profundo da história das civilizações antigas em relação ao texto bíblico parecia irrefutável. Outros estudiosos cristãos confirmaram “cientificamente” seu trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aí vocês dirão: “&lt;i style=""&gt;mas isso foi no século XVII; hoje, ninguém mais acredita nisso&lt;/i&gt;”. Acontece que, com o Fundamentalismo Cristão (movimento dos evangélicos conservadores ingleses e norte-americanos dos séculos XIX e XX) essa tese, que tinha sido abandonada por 97% da população cristã no fim do século XIX, voltou a crescer. Hoje, o &lt;b style=""&gt;Criacionismo&lt;/b&gt; questiona os métodos de datação da Geologia e da Paleontologia. Uma de suas teses afirma que os dinossauros, mamutes e mesmo os Neanderthal e outros pré-humanos “&lt;i style=""&gt;eram animais &lt;/i&gt;(sic)&lt;i style=""&gt; contemporâneos da Humanidade, que morreram no Dilúvio e cujos ossos foram rapidamente fossilizados e envelhecidos por toneladas de sedimentação causada pela inundação&lt;/i&gt;”. O Criacionismo ganha adeptos na medida em que os fundamentalistas (entre eles algumas igrejas que têm grande inserção na mídia) convertem comunidades pobres e com pouco acesso à educação. Em pleno século XXI, a idéia da Terra com seis mil anos de idade é uma realidade para um número perigosamente crescente de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Esse é apenas um exemplo dos perigos da interpretação literal do texto bíblico&lt;/b&gt;. Neste artigo, eu pretendo esclarecer alguns dos equívocos mais comuns na leitura da(s) bíblia(s). O fato é que a maioria da população que tem criação de base judaico-cristã tem problemas sérios quando se trata de questionar qualquer coisa contida “na Bíblia Sagrada”. Eu já vi um biólogo, capaz de citar de cor a teoria da Seleção Natural, titubear quando questionado sobre Adão e Eva. No mínimo, a pessoa pára por aquele microssegundo infinitesimal, mas suficiente para perceber seu desconforto. A criação de base religiosa é como o condicionamento pavlovniano: aperte o botão “errado” e leve um choque. Um breve arrepio, uma piscada de olhos, um tremor na face – algum sinal indica o “choque” entre o racional e o tradicional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um bom exemplo é a Criação. Não é estranho que a maioria de nós não tenha a menor dúvida em chamar de “mito” as descrições da Criação feitas pelos egípcios, gregos, chineses e celtas, &lt;b style=""&gt;mas tenhamos reservas em ver o mito bíblico da Criação como um mito? &lt;/b&gt;Mesmo com inúmeras provas de que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e de que a vida tem 2,5 bilhões de anos, ainda há quem acredite literalmente que Adão e Eva foram expulsos do Paraíso e que de seu terceiro filho (três é sorte, não é?) nasceram todos os humanos – &lt;i style=""&gt;obviamente, através de incesto, já que todos eram parentes próximos&lt;/i&gt; (mas pula essa parte).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Além disso, mesmo com mais de 10 mil anos de História registrada, a entidade “Deus” só se dignou falar com um grupo étnico, que se consolidou como nação há cerca de 3.200 anos atrás. “Deus” escolheu uma linhagem, acompanhou seu desenvolvimento e, apesar de ser renegado dúzias de vezes, ainda os abraçou como “Seu povo”. “Ele” os abandonou várias vezes, só para que aprendessem a Lhe dar valor. Esse povo foi escravizado por outros povos, que por sua vez sucumbiram em uma sucessão de guerras. Mas até hoje, eles ainda se consideram “Seu povo”. Há dois mil anos, quando “Seu povo” era súdito de Roma e estava em franca decadência, “Deus” mudou as regras do jogo e passou a considerar “Seu povo” todos os que aceitassem a palavra do “Seu Filho” – logo espalhando “Seu povo” por todo o Império Romano, e daí para o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu proponho que analisemos “a Bíblia” friamente por um momento, totalmente despidos de tradições. Como disse Yoda, “&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;desaprender você deve tudo o que aprendeu&lt;/i&gt;”:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O nome “Bíblia” é derivado de “&lt;i style=""&gt;biblia sacra&lt;/i&gt;”, expressão latina para “livros sagrados”. Cerca de 14 mil manuscritos compõem o Antigo Testamento, e há mais uns cinco mil no Novo – não é que ele seja tão menor assim; é que muitos dos seus livros são cartas de apóstolos e discípulos, que só cobrem cerca de um século, enquanto o Antigo Testamento abrange uma lacuna histórica muito maior e foi escrito a muito mais mãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para entender o problema que é tentar reunir em um livro tantos textos de tantas épocas, basta lembrar que, no Novo Império egípcio (em torno de &lt;st1:metricconverter productid="1.500 A" st="on"&gt;1.500 A&lt;/st1:metricconverter&gt;.C.), um faraó mandou fazer escavações a fim de redescobrir a história das dinastias, iniciada cerca de 2.000 anos antes. Agora, imaginem um povo que diz ter se consolidado em uma libertação de escravos, ter vagado pelo deserto por quase meio século e ter sofrido com guerras, pragas, divisão interna e conquistas por 1.200 anos de “história” registrada em seus textos sagrados. Essa é a “versão interna” do Antigo Testamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passemos, então, aos equívocos mais comuns da leitura e interpretação bíblica:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;“A Bíblia é uma só, a consolidação dos livros do Antigo e Novo Testamento”&lt;/b&gt; – além do fato óbvio de que ela é uma coletânea de textos escritos ao longo de mais de um milênio, seus manuscritos foram perdidos, destruídos, copiados e editados inúmeras vezes, traduzidos para outros idiomas, censurados e interpretados conforme o momento histórico, político e cultural. Hoje, existem: a bíblia judaica, a católica romana, a católica ortodoxa e as versões protestantes, evangélicas e neopentecostais, entre outras interpretações e traduções denominadas “Bíblia” por seus escritores. Algumas versões têm mais livros, alguns livros têm mais capítulos, outros foram censurados – e existem os famosos “livros apócrifos”, que por alguma razão foram considerados “inapropriados” para constar na Bíblia e foram simplesmente retirados. E ainda existem as “bíblias de estudo”, destinadas a grupos específicos (mulheres, crianças, empresários) e feitas com textos selecionados e editados segundo princípios específicos de determinadas igrejas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;“A Bíblia é totalmente escrita por Inspiração Divina”&lt;/b&gt; – mesmo o texto original tivesse tido uma inspiração mística, as inúmeras traduções, censuras e edições foram “inspiradas” por razões bem mundanas: a cultura da época do tradutor, a censura dos líderes da igreja e os vários conflitos internos entre as facções – primeiro judaicas e mais tarde, cristãs – que causaram a mudança e até a retirada de alguns textos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Código Da Vinci&lt;/span&gt;” à parte, parece que existe mesmo um “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Evangelho de Maria Magdalena&lt;/span&gt;”. Na verdade, vários evangelhos não entraram na “versão oficial”. Só há poucos anos a Igreja Católica admitiu que Maria não era prostituta e “restaurou sua dignidade” ao tirar-lhe o título de “Arrependida”. Ela, provavelmente, era muito melhor discípula do que Pedro, mas a sociedade patriarcal judaica jamais permitiria uma mulher apóstola.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;b style=""&gt;Todos os textos da Bíblia são atemporais e retratam a Verdade&lt;/b&gt;” – se os livros não foram escritos (ou editados) por “inspiração divina”, eles têm aspectos políticos, sociais e culturais de cada época – não têm nada de “atemporais”. Muito do Antigo Testamento é mítico, com parábolas de conteúdo ético e moral próprio para a educação dos antigos judeus (que, lembremos, &lt;i style=""&gt;é toda de base religiosa&lt;/i&gt;). Infelizmente, a tendência a se creditar conteúdo histórico literal e inspiração divina à Bíblia gera uma tremenda confusão e textos de valor simbólico são lidos e interpretados literalmente – vide o Mito da Criação, acima. É difícil separar o mítico do histórico em narrativas cheias de milagres, mares que se abrem, muralhas que desmoronam, sol que pára no céu etc. Mesmo com as recentes evidências de que já havia comunidades de judeus em Canaã antes do Êxodo – e, portanto, não houve a “tomada da Terra Prometida” do texto bíblico – é mais fácil acreditar na palavra dos líderes religiosos, dá menos trabalho e é preciso pensar bem menos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;Pior ainda: às vezes, nem é preciso pensar&lt;/i&gt;. Vocês já viram aqueles livros de citações bíblicas para o ano todo, ou os que se abre ao acaso para ler uma frase inspiradora? Essa prática começou com a própria Bíblia, a partir da crença de que toda ela é inspiradora e que, ao se procurar aleatoriamente, está-se “entregando a Deus” a responsabilidade de responder todas as suas dúvidas e questões. Aqueles que “vivem de Fé” já têm poucas dúvidas em suas vidas; quando as têm, basta abrir a Bíblia (ou o livro de citações) e praticamente qualquer trecho bíblico – totalmente descontextualizado de sua origem – serve para qualquer ocasião.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;b style=""&gt;A Bíblia é a Palavra de Deus; logo, TODAS as suas determinações são leis&lt;/b&gt;” – essa é a principal justificativa para muitos (pre)conceitos pregados pelos judeus e cristãos. A idéia de que a mulher é “companheira submissa do homem, que é a cabeça da família”, a abominação da homossexualidade e a obrigatoriedade do dízimo (que enriquece as igrejas e é livre de impostos) são alguns exemplos. Outras “leis”, como a abominação às carnes suína e de crustáceos ou o direito do pai de vender as filhas, são ignoradas – tidas como “determinações locais e historicamente datadas” (&lt;i style=""&gt;mas não era tudo atemporal?&lt;/i&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;b style=""&gt;A Bíblia é a Palavra de Deus; logo, acreditar nela é um Ato de Fé&lt;/b&gt;” – muitas pessoas, quando questionadas por sua leitura literal da Bíblia, dizem que “é um ato de Fé”. &lt;b style=""&gt;Eu discordo.&lt;/b&gt; “Ato de Fé” é tomar decisões baseadas em uma crença, concentrar toda a sua vontade nessa crença, focalizar sua determinação em um símbolo – em si mesmo, Jesus, santos, orixás, entidades, deuses – e, contra as estatísticas, o que se espera (desde uma cirurgia impossível até ganhar na loteria) realmente acontecer. Isso é Fé (pelo menos quando dá certo). Acreditar, contra todas as provas já existentes, que a Terra só tem seis mil anos de idade e que a Humanidade começou com um casal não é Fé, é ignorância. Aquele tipo insidioso e perigoso de ignorância que dá certezas absolutas e gera dogmas, intolerância e preconceito. E dizer que “acredita em ambas as coisas” é hipocrisia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Note-se que eu não estou incentivando ninguém a “queimar” a Bíblia&lt;/b&gt;. Ela é uma importante coletânea de fundamentos teológicos, com algumas lições morais muito úteis (desde que se saiba o que filtrar). Mas acho que &lt;b style=""&gt;é preciso entender que ela é um relato mítico, datado, cheio de parábolas, metáforas, leis regionais e conceitos antiquados, e que sua “precisão histórica” ainda não foi comprovada nem em 10%&lt;/b&gt;. Usar-se cegamente a Bíblia como livro-guia da vida é um ato muito perigoso. Basta lembrar do sultão &lt;b style=""&gt;Omar Ibn al-Hattab&lt;/b&gt;, que ao mandar queimar a Biblioteca de Alexandria, disse que “&lt;i style=""&gt;se os livros dizem o mesmo que o Corão, eles são inúteis; se dizem algo diferente, são perigosos&lt;/i&gt;”. A ignorância disfarçada de Fé é a mãe de inúmeros conflitos sócio-culturais, intolerância e preconceito.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-2775385235062518848?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/2775385235062518848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=2775385235062518848' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/2775385235062518848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/2775385235062518848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/04/racionalizao-religiosa-rapidinha-ii.html' title='Racionalização Religiosa Rapidinha (II)'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RjK5Hhl4nPI/AAAAAAAAAA8/rEeFIxNLXB0/s72-c/Ned_Flanders.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-8607666397579511344</id><published>2007-04-23T13:03:00.000-07:00</published><updated>2007-04-23T14:20:54.107-07:00</updated><title type='text'>RRR I: Racionalização Religiosa Rapidinha (I)</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;ATENÇÃO&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;: No artigo a seguir e por alguns outros, o assunto primário será religião. Quem não gosta de discutir esse tema, por favor, volte no mês que vem, OK?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;O que o Paganismo é – e o que Ele não é&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje falarei de um tipo diferente de intolerância, um preconceito que está tão enraizado em nossas mentes e corações que quase passa por “natural”. Ele é fruto de anos (séculos) de um doutrinamento filosófico e religioso que nos faz quase sermos irracionais. Estou falando, obviamente, do preconceito religioso que a sociedade em geral – e boa parte da instituição religiosa cristã, em particular – tem contra o que genericamente chamamos de “Paganismo”. Para mostrar como funciona esse sistema insidioso, vale lembrar a todos o que o Paganismo realmente é – e, principalmente, o que ele não é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É importante guardar certos conceitos na memória, seja ela individual ou coletiva. Por mais que alguns (muitos, até) abominem estudar História, o meu ditado favorito geralmente se faz presente: "&lt;i&gt;Quem não aprende com a História está fadado a repeti-la&lt;/i&gt;". Na aurora de um novo século, um novo milênio, muitos ainda se agarram a crenças e dogmas absolutos, fundamentados em preceitos estabelecidos há séculos e raramente questionados. Daí surgem preconceitos que se espalham como doenças, misturando conceitos antiquados e errados com novas técnicas de comunicação e disseminação de informações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;O que o Paganismo foi&lt;/b&gt;: No início, o Paganismo era &lt;b style=""&gt;qualquer atributo cultural dos &lt;i&gt;pagani&lt;/i&gt; – "aqueles que vivem no campo", isto é, aldeões&lt;/b&gt;. Lembrem-se de que o Cristianismo foi institucionalizado pelo Império Romano no reinado de Constantino, tornando-se religião oficial e mudando o modo de vida de toda a nação. Longe das metrópoles imperiais, todavia, ainda persistiam muitas tradições localizadas, focos de resistência cultural. Ainda se rezava para a Grande Mãe, divindade primal que simbolizava todo o ciclo da vida. Ainda se faziam oferendas de comida e bebida para os espíritos residentes, para evitar acidentes no campo e pragas nas vilas. Ainda se anunciavam nascimentos e falecimentos à colméia mais próxima, para que as abelhas levassem a notícia às fadas em cada flor, cada canteiro e bosque próximo. Algumas dessas práticas ainda persistem, ou foram retomadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com a ascensão do Cristianismo, tudo o que não era “cristão” automaticamente era “pagão” – e, também "bárbaro", "idólatra", "descrente", "infiel" e até "politeísta", mesmo quando se tratava de uma cultura e/ou crença em uma só divindade, força ou filosofia. Não se esqueçam, o Cristianismo prega toda uma mudança interior e exterior, na maneira como nós vemos a nós mesmos e como nos relacionamos com o mundo. Os elementais passaram a ser “iníquos”, as fadas, “obsessores” e os deuses antigos, “demônios”. Esse é um pensamento que, infelizmente, ainda permeia muito do pensamento religioso ocidental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;O que o "Paganismo" é hoje: &lt;/b&gt;O Paganismo, em si, &lt;b style=""&gt;é uma cultura&lt;/b&gt;, um conjunto de conceitos e práticas, que incluem crenças e rituais de ordem religiosa – mas &lt;b&gt;não é uma religião, por si mesmo&lt;/b&gt;. E, por isso mesmo, não pode ser “antítese” de nenhuma religião. O Paganismo não é uma cultura de opostos absolutos, não alimenta crenças baseadas nesse eixo que serve de base para várias religiões mais novas (inclua-se aí o Cristianismo, que só tem cerca de 2.000 anos de idade; os cultos pagãos têm origens que remontam à Idade da Pedra, há mais de 10.000 anos).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;As bases do pensamento Pagão são&lt;/b&gt;: a vida em &lt;b style=""&gt;comunidade&lt;/b&gt; (considerada uma grande família com laços ancestrais em comum); &lt;b style=""&gt;a partilha&lt;/b&gt; de bens, deveres e direitos entre todos, de maneira fraternal; o &lt;b style=""&gt;respeito à natureza&lt;/b&gt; e uma vida em harmonia com ela; o uso de um &lt;b style=""&gt;calendário cíclico&lt;/b&gt;, baseado nas estações e fases da lua; e uma &lt;b style=""&gt;forte ascendência matriarcal&lt;/b&gt;, já que cabe à fêmea das espécies superiores gerar e carregar em seu corpo a nova vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;O que pode ser chamado de "pagão", em termos religiosos?&lt;/b&gt; &lt;i&gt;A priori&lt;/i&gt;, somente poderiam ser chamadas de "pagãs" as vertentes religiosas remanescentes dos cultos europeus pré-cristãos (que ofereceram resistência ao processo de cristianização dos romanos) – o que ainda hoje se convém chamar "bruxaria" e que tem raízes comuns com a Wicca (&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;não confundir a Wicca com a "bruxaria" dos contos de fadas, que transforma príncipes em sapos e constrói torres fortificadas em uma noite&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;). É curioso notar que, mesmo após tantos anos, a Wicca, herdeira direta do Paganismo europeu mais “puro”, ainda não é considerada uma religião oficializada, mas sim um culto, uma seita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, a Wicca seria a base fundamental do que se convém chamar “Paganismo religioso”. Contudo, estamos numa época de contextualizações e metáforas culturais, em que diferentes vertentes são colocadas lado a lado, levando-se mais em conta as semelhanças do que as diferenças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isso, &lt;b style=""&gt;o Budismo é “pagão”&lt;/b&gt;. O Budismo é cerca de 500 anos mais antigo do que o Cristianismo e conta com quase 400 milhões de adeptos no mundo todo. De uma forma absolutamente generalista, o Budismo está para o Hinduísmo como o Cristianismo está para o Judaísmo. Ou seja, os hinduístas veneram Buddha (Siddhartha Gautama) como um dos profetas e reencarnações divinas reconhecidas na sua própria doutrina – quase da mesma forma como os judeus vêem Jesus como um dos seus Profetas. Mas, diferentemente dos cristãos, os budistas não tentaram converter os hinduístas à força, nem os perseguiram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;O Hinduísmo é “pagão”&lt;/b&gt;, pelas mesmas razões – é antigo, pré-cristão e prega “uma doutrina diferente” da cristã. Da mesma forma o Taoísmo (que é mais filosofia do que religião), o Xintoísmo e outras vertentes orientais, antigas e novas, são genericamente denominadas "pagãs". Aqui, a ignorância cultural e etnocêntrica do Ocidente mais uma vez se manifesta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O movimento da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ou &lt;b style=""&gt;Hare Krishna&lt;/b&gt;, como muitos o conhecem) &lt;b style=""&gt;é “pagão”&lt;/b&gt;. Trazido ao Ocidente em 1965, ele é um braço monoteísta do Hinduísmo que prega o amor fraternal, a limpeza física e espiritual em prol de um desenvolvimento sob os auspícios da Suprema Personalidade Divina. Apesar de muito próximo de alguns preceitos cristãos, sua origem e história o tornam “pagão”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No Brasil, temos uma controvérsia no que se refere às expressões religiosas locais. Essa história começa na chegada dos primeiros escravos africanos ao Brasil. Misturados entre si, com culturas e idiomas diferentes e até certa inimizade tribal, cristianizados à força e humilhados individual e comunitariamente, os escravos foram forçados a estabelecer novos grupos, a fim de não deixarem sua cultura se perder no vácuo cultural da Colonização.&lt;b style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;A milenar Cultura Ioruba&lt;/b&gt;, hoje aceita como religião, era considerada “superstição e feitiçaria pagã” naquela época. E o preconceito e a ignorância têm tentáculos longos. Ainda hoje, aqueles que não conhecem sua raiz tendem a temer suas ramificações mais conhecidas: o Candomblé, a Umbanda, a Quimbanda, o Tambor de Mina, a Santeria, o Voo Doo etc. como “invocações de demônios” (lembrando que, tal e qual no Paganismo europeu, não há “demônios” na Cultura Ioruba). Como grande parte da cultura foi obrigada a um sincretismo superficial (pelo menos em nomes e arquétipos básicos), o Candomblé (em diferentes graus de “pureza” cultural) pode ser considerado “pagão”, mas muitas vertentes da Umbanda são “cristianizadas” até certo ponto. O Espiritismo de Allan Kardec, importado da Europa no século XIX, também é bastante cristianizado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um fator marcante da cultura “pagã” é a sua capacidade de combinar crenças e tendências (inclusive com o Cristianismo), mais uma vez a partir das semelhanças: muitos são os que foram batizados no Catolicismo e ainda vão à missa, são praticantes de Umbanda e, até certo ponto, seguidores dos princípios do Espiritismo, tudo ao mesmo tempo. Cansados da perseguição religiosa, os umbandistas e candomblecistas passaram a se autodenominar “espíritas”, buscando uma afirmação de identidade e a consolidação de uma força cultural. Por isso, no que tange à formalização religiosa, ocorre o que se pode considerar um equívoco, em que terreiros de Umbanda e barracões de Candomblé precisam ser registrados na “Federação Espírita Brasileira”, quando os praticantes de todas as três vertentes sabem que &lt;b style=""&gt;o termo “Espiritismo”, em sua raiz, só se aplica à doutrina de Kardec; a Umbanda é espiritualista, parcialmente cristianizada e o Candomblé é animismo não cristianizado&lt;/b&gt;. (Por isso mesmo, "kardecismo" é um termo redundante).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Certa vez eu entrevistei um professor africano, doutorado &lt;st1:personname productid="em Cultura Ioruba" st="on"&gt;em Cultura Ioruba&lt;/st1:personname&gt; e sacerdote renomado dessa fé. Ele me explicou que essa religião é uma das mais adaptáveis do mundo, por se basear no culto aos ancestrais e aos espíritos e elementais locais. Ele inclusive citou ramificações existentes no Médio e Extremo Oriente, na Europa Central e até nas Ilhas Britânicas, um dos berços do Paganismo em sua forma original – pode-se imaginar como o culto que aqui nos levou a ter pretos velhos e pombas giras, trabalhando com &lt;i&gt;djinns&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;leprechaums&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;sílfides&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;banshees&lt;/i&gt; ao lado de religiões locais, que espelham culturas milenares. Parece que, após centenas de anos de hiato cultural, os diferentes ramos “pagãos” finalmente se encontram e se mesclam – em grande parte graças à pressão cristã desde as colonizações. Mesmo que as raízes tenham sido diversas no passado, as copas dessas árvores milenares amarram seus galhos e produzem novas flores e frutos. Esperemos que a intolerância de um grupo de monoteístas, fortalecida por intervenções políticas e econômicas coordenadas nesses últimos anos, não venha ceifar essa importante iniciativa da diversidade cultural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-8607666397579511344?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/8607666397579511344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=8607666397579511344' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8607666397579511344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8607666397579511344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/04/rrr-i-racionalizao-religiosa-rapidinha.html' title='RRR I: Racionalização Religiosa Rapidinha (I)'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-8674538926335256802</id><published>2007-04-15T16:49:00.000-07:00</published><updated>2007-04-15T16:51:25.388-07:00</updated><title type='text'>Liberdade de Expressão - ou de Intolerância ?!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Quem não aprende com a História está fadado a repeti-la. Esse é um dos meus ditados preferidos, especialmente porque é verdade. Não se aplica só à História de uma forma geral, como também à história pessoal de cada um. Nós muitas vezes repetimos erros que já cometemos, até aprendermos com a nossa própria história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Nos primórdios do Feminismo, os homens no poder, desafiados pelas mulheres, primeiro as ignoraram. Quando suas vozes começaram a ecoar e se fazer ouvir, algumas tomaram atitudes mais radicais, não apenas buscando a igualdade social com o homem, como a superioridade. Além disso, algumas mulheres chegaram a usar roupas e acessórios “masculinos” para fazer valer seu ponto de vista; algumas até saíram do armário e se declararam lésbicas, com aparência e comportamento “masculinos”. Isso gerou um discurso contrário e deu aos machistas e homofóbicos uma arma social: eles acusaram e ainda acusam a mulher feminista de forçar uma situação que não é possível, afirmam que a mulher quer se “masculinizar” para chegar a um termo de igualdade. Por menos verdadeiro que isso seja, essas palavras ainda têm algum peso, ou não fariam parte de vários discursos católicos nos sermões de Páscoa desse ano, até no Vaticano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Quando o movimento de emancipação social dos afro-descendentes ganhou corpo e forma, não tardaram a surgir acusações no sentido contrário, de que “o negro é mais racista do que o branco”, de que “eles cobram a uma suposta dívida social histórica, que a sociedade atual não tem como pagar”. Eu, particularmente, nasci branco-azedo, mas tenho ascendência africana na família; posso me declarar negro no Censo e fica tudo bem. Infelizmente, alguns abusos foram realizados por parte de ONGs e membros proeminentes do movimento, como a pressa em fazer aprovar leis de cotas sem uma estrutura apropriada nas universidades públicas, ou até projetos de lei forçando cotas em concursos públicos para empregos, em um país onde a etnia é auto-declarada no recenseamento e não há como se provar a falta de descendência “negra” de qualquer brasileiro (haja exame de DNA!). Esses atos contribuíram para gerar insatisfação e acirrar ânimos, dando armas aos verdadeiros racistas para falar dos bastidores e incitar a discórdia nos movimentos sociais. E, de vez em quando, uma ou outra declaração infeliz de uma autoridade (como a Ministra da Igualdade Racial, vide meu artigo anterior) só piora as coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Agora, vemos um quadro semelhante se formando no movimento de conscientização GLBT. Nos últimos meses, tem havido um aumento preocupante numa tendência entre os homofóbicos, especialmente os mais organizados – sem querer ofender a nenhuma religião, mas eu me refiro aos partidos da chamada "Bancada Evangélica" e a várias comunidades cristãs no Orkut, entre outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Mais e mais observamos a ascensão de um movimento "contra a ditadura dos gays", "a favor da livre expressão religiosa", em que nos acusam de tentar cercear a liberdade dos religiosos, especialmente dos cristãos e, em menor escala, dos judeus, de condenar abertamente a homossexualidade em seus cultos, sermões e campanhas de "moral e valores familiares".&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Eu creio que a liberdade de expressão acaba completamente quando ela invade de maneira negativa a liberdade do outro, quando ofende e incita outros a fazer o mesmo. Não há como, por exemplo, um neonazista alegar “liberdade de expressão” ao propagandear o racismo e a eugenia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Além disso, essas campanhas não são apenas "expressões de opinião". No caso dos movimentos religiosos, são orientações claras e definidas a pais, professores e empregadores para que abominem a homossexualidade e dificultem ao máximo a vida de filhos, alunos e empregados GLBT, na tentativa de forçá-los a uma conversão que incluiria a "cura e libertação" da homossexualidade – claramente, uma forma de cerceamento maciço e repressão total da nossa liberdade não só de expressão, como de modo de vida em geral.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Nós sabemos que a homossexualidade não é doença, nem erro, nem pecado, nem desvio, nem perversão. Desse ponto de vista, só queremos existir pacificamente e termos direitos que nos têm sido negados há séculos. Entretanto, não podemos negar a força que a ideologia pseudo-cristã (porque só usa o Cristianismo de fachada para propagar dogmas e conceitos morais falidos e ultra-conservadores) tem na sociedade civil e no Congresso Nacional. Vejam bem: o Cristianismo de verdade se baseia em promover o Bem maior, em amar a todos e aceitar as pessoas como elas são, procurando disseminar essa mentalidade de tal forma que todos tentem melhorar a si mesmos. Mas o pseudo-cristão só aceita quem pensa como ele, é intolerante com outras religiões e outros estilos de vida e pede até chegar a desejar o mal dos outros “em nome de Jesus”. Quantas pessoas já não prenderam, perseguiram e até mataram “em nome de Jesus” na História da Humanidade? Será que precisamos mesmo ver a História se repetir mais uma vez, sob o pretexto de manter a “liberdade de expressão”?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;O que as ONGs de conscientização têm feito neste sentido? Que podemos fazer para assegurar nossos direitos sem passarmos por "ditadores" e “opressores”? Acho que essa é uma questão que tem que ser amplamente discutida. A cada Parada do Orgulho, vemos mais movimentos em sentido contrário, nos acusando de promover “orgias públicas” nas ruas, sem nenhum caráter político ou social. Será que estamos ajudando a alimentar a imagem homofóbica do gay carnavalesco, baladeiro, que usa a política como pretexto para fomentar a orgia e a promiscuidade? Precisamos repensar o movimento e suas formas de atrair a atenção do público. A festa é ótima, mas seus objetivos não devem ser esquecidos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-8674538926335256802?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/8674538926335256802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=8674538926335256802' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8674538926335256802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8674538926335256802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/04/liberdade-de-expresso-ou-de-intolerncia.html' title='Liberdade de Expressão - ou de Intolerância ?!'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-8158379224611731795</id><published>2007-04-06T08:56:00.000-07:00</published><updated>2007-04-06T12:43:35.846-07:00</updated><title type='text'>Estamos desgovernados</title><content type='html'>Hoje eu ia falar de religião e fé - afinal, estamos na Semana Santa para mais de uma corrente religiosa e, por mais que se queira, a Páscoa não é só feita de ovos de chocolate... mas vai ter que ficar para outra ocasião. Hoje, eu falo da minha indignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão, vejamos: o Lula pensou ter dado uma solução ao problema dos aeroportos no ano passado, antes de saber o resultado das eleições. Não é preciso ser muito observador para ver que o nosso querido presidente, mais uma vez, se perdeu no meio do caminho. A situação dos controladores de vôo se complicou mais ainda, a Aeronáutica não tem nenhuma autoridade (exceto aquela que o presidente, agora, lhe garantiu publicamente) e, graças a essa comédia de erros, prejudica-se uma classe de trabalhadores sérios, competentes e de cuja precisão e cabeça fria dependem as vidas de milhares de pessoas todos os dias. Perdem os controladores, perdem as companhias aéreas, os passageiros, os hotéis e todo mundo que vive de turismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu convivi nesse meio por anos, quase me tornei um controlador de vôo. Um dos meus ex-colegas de operações de vôo na American Airlines chegou a pedir demissão para ir morar clandestino nos EUA, só aguardando a anistia (foram dois anos estacionando carros e lavando pratos) para poder arrumar emprego como controlador de vôo. Verdadeiro amor à profissão - e aos US$ 10 mil de salário mínimo do cargo. Eu não cheguei a tais extremos, mas a sensação de responsabilidade e o manejo de números precisos e cálculos complexos me fascinava. E agora, essa profissão tão importante e digna é relegada a um segundo plano diante de politicagens e negociatas. E profissionais que merecem nosso maior respeito passam - segundo a palavra oficial do Planalto - por irresponsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mesmo Planalto, em pouquíssimo tempo, gerou frases que, espero, ficarão na memória:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RhaiSGFkXWI/AAAAAAAAAAc/MhDt2COeGfU/s1600-h/matilde.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 122px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RhaiSGFkXWI/AAAAAAAAAAc/MhDt2COeGfU/s320/matilde.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050402463897902434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Ministra da Igualdade "Racial" (alguém por favor ensine a esse pessoal que não é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rac&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;al &lt;/span&gt;e sim &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;étnico&lt;/span&gt;?) promove a total desigualdade étnica ao dizer que "não é racismo negro não gostar de branco" e se refere ao "chicote", como se fosse ex-escrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RhaijWFkXXI/AAAAAAAAAAk/8V95jx56MWw/s1600-h/lupi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 149px; height: 125px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RhaijWFkXXI/AAAAAAAAAAk/8V95jx56MWw/s320/lupi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050402760250645874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Ministro do Trabalho, ao afirmar que ninguém achou motivo de desonra em seu passado, diz que não é corno e não tem paixão por pessoa do mesmo sexo, em uma atitude machista, homofóbica e preconceituosa como há algum tempo não se via nos pronunciamentos públicos (pelo menos eu não me lembro de nenhuma mais recente do que aquela do presidente dizendo que Pelotas era terra de veado.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, temos uma ministra racista da igualdade racial e um ministro homofóbico do trabalho. Será que teremos de temer sanções aos direitos trabalhistas conquistados pelos "desonrados" homossexuais, como a pensão ao parceiro do mesmo gênero? Será que o regime de cotas nas universidades vai mudar e os alunos afro-descendentes (negros ou não) terão salas de aula separadas, para não terem que tolerar seus colegas "brancos"? Será que teremos escolas públicas "particulares" para negros e regras trabalhistas isoladas para a "desonrosa" comunidade GLBT?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora só faltou o projeto do vereador ex-PFL (agora é "Democráticos") aqui do Rio mesmo passar e termos isenção de impostos para quem não tem parentes deficientes ou com doença permanente. Imaginem a reviravolta que isso causaria na comunidade portadora de Alheimer, AIDS, câncer, diabetes e outras doenças afins? Enfermidades que, além de afetar o corpo, enfraquecem a moral, o amor próprio e as relações sociais, sem a necessidade de mais uma lei discriminatória e eugênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discriminação por "defeito", aliás, é o assunto do momento. Novamente aqui no Rio de Janeiro, a Secretaria de Saúde foi denunciada e admitiu publicamente que não dispõe de equipamentos para exames importantes destinados ao obesos mórbidos. Qualquer um com mais de 120kg tem que se pesar e fazer exames de rotina no Hipódromo, com os cavalos.  Por que não se providencia aparelhagem especializada para pelo menos um hospital? Se a população obesa é tão pequena que não merece a atenção especial do governo, em meio a tantos convênios e "namoro" entre o Governador e o Estado, não dá para resolver esse caso deprimente com a rapidez que o Cabral tanto prometeu, a prioridade que ele afirmou que a Saúde tem em sua gestão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que estamos desgovernados mesmo, em todos os níveis. No município, ainda se permite que um eugenista ganhe proventos do dinheiro público para fazer propostas neo-nazistas. No estado, obesos são tratados como cavalos. Na federação, temos uma racista revoltada instituindo política étnica, um homofóbico determinando regulamentação trabalhista e - ironicamente - uma sexóloga (sim, a mãe do Supla) dirigindo o Ministério do Turismo. Nada contra ela, que tentou genuinamente promover o famoso "contrato social de herança", que daria base legal à união civil entre pessoas do mesmo gênero, algo muito necessário. Mas a pasta do Turismo?! Só o que falta é o Brasil ter o turismo sexual oficialmente regulamentado. Aí, a suruba será total.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068907918945354326-8158379224611731795?l=ocabideiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocabideiro.blogspot.com/feeds/8158379224611731795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068907918945354326&amp;postID=8158379224611731795' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8158379224611731795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068907918945354326/posts/default/8158379224611731795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocabideiro.blogspot.com/2007/04/estamos-desgovernados.html' title='Estamos desgovernados'/><author><name>Eduardo Peret</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11691601879952297255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/RhaiSGFkXWI/AAAAAAAAAAc/MhDt2COeGfU/s72-c/matilde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068907918945354326.post-2445223341751848297</id><published>2007-03-31T19:47:00.000-07:00</published><updated>2007-03-31T20:11:42.560-07:00</updated><title type='text'>"Brokeback Mountain" e a Tirania do Politicamente Correto</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Resolvi resumir meu artigo do outro blog para esse espaço pessoal. Sintam-se à vontade para me odiar:&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Ang Lee é um diretor fantástico. Seus filmes são marcados pela fotografia exuberante e detalhes sutis que indicam mudanças emocionais. Mesmo seus “fracassos”, como &lt;i style=""&gt;Hulk&lt;/i&gt;, são cheios de metáforas entre o meio ambiente e o turbilhão emocional interno dos personagens.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rg8hOyQWkrI/AAAAAAAAAAM/v1t4j10zGrE/s1600-h/Brokeback+Mountain+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 144px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LIIMcJAM5RQ/Rg8hOyQWkrI/AAAAAAAAAAM/v1t4j10zGrE/s320/Brokeback+Mountain+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048290245197861554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Porém, enquanto muitos levantam bandeiras e elo
